<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6812050676491784505</id><updated>2012-01-10T00:51:30.129-02:00</updated><category term='cultura'/><title type='text'>Doze Toques</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://www.dozetoques.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.dozetoques.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Paulo Silva Junior</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17906741555598079970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>89</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6812050676491784505.post-828048567261285528</id><published>2011-11-16T02:48:00.011-02:00</published><updated>2011-11-16T02:52:17.771-02:00</updated><title type='text'>meia-noite longe de paris</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: #999999; color: #222222; font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: #999999; color: #222222; font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;no meu primeiro cinema enquanto cidadão paulistano eu tomei um café com leite no paraíso e tomei o metrô até a consolação pra descer a augusta disposto a desculpar paris. tem quatro meses que rimos dos ratos no centro da capital francesa, e eu tinha uma noite de segunda-feira e hora e pouco de woddy allen para ver se os parceiros de cochilo no louvre tinham mesmo razão. tanto luciano quanto lucas listaram elogios sobre a cidade das luzes: ‘temos de nos redimir com paris’, cravaram, eu lembrei quando a luz apagou no unibanco ali pelas oito e pouquinho.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: #999999; color: #222222; font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;pra paris, luciano nos fez perder o vôo. tá, foi uma noite e tanto em barcelona – me alongaria demais pra contar da cerveja dupla, da troca de porradas das espanholas desantander (que cena, que cena), do baseado do coreano, dos filhas da puta dos nazi-suecos -, mas enfim, fomos chegar na frança quando o porco já rolava prum real madrid x barcelona num hostel que era umas camas num fundo de bar do miranda. o boa noite veio num cardápio improvisado com tudo que não se devia fazer no recinto: absurdos do tipo ‘beber vinho’, valeu, paris, sua merda.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: #999999; color: #222222; font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;pro paraíso, também perdi o bonde. foram vinte e três anos e um terço entre são bernardo, a neblina operária, e galway, a namoradinha da irlanda, até que finalmente eu subi a anchieta e vi a vergueiro virar bernardino de campos com um par decuecas e uma carteira vazia. não digo que já me desenflorostei por inteiro – é, já chegou o super nintendo e tem sardinhas no armário -, mas o colchão jogado no piso de taco já é bastante meu, como foi o da ruinha sem saída, o mesmo desde criança, e o da upper salthill, duro feito o primeiro porre de guiness na ilha verde.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: #999999; color: #222222; font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;mas voltemos ao midnight in paris. na minha chatice diária eu cheguei a dizer que homenagens no cinema são blasé e bonitas, e um meia-noite em diadema do woddy allen também seria um sucesso nessas salinhas cult. ‘allen faz um retrato jamais visto da cidade do abc, que de galpão automobilístico se torna uma peça de raro conhecimento social, retratando uma comunidade de uma diadema charmosa e quente, de noite que reserva segredos e dia que reflete o sol com uma sensibilidade ímpar, blá blá blá’.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: #999999; color: #222222; font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;de paris pra amsterdam eu e lucas revezamos o volante enquanto o luciano dormia no banco de trás. confesso que foi a melhor parte da parte francesa da viagem. no caminho um caminhoneiro romeno nos mandou pro outro lado, quase voltando pro país do mimimi; aí o cara do posto resolveu falar numa língua qualquer que a gente tava no caminho errado (ou certo); e, finalmente, algo nos colocou no caminho do cara mais bem preparado pra pegar a estrada no mundo: o babaca do caipira holandês tinha um mapa desses caros, de livraria, um outro mapa rabiscado no caderno e um mapa eletrônico tipo gps. e tava fazendo uma viagem como alguém que sai de campinas e vai pra são paulo. valeu, babaca, nos colocou na n8 e a gente foi sair no paraíso, um pouquinho melhor que esse paraíso daqui, eu diria.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: #999999; color: #222222; font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;eu queria poder contar pro woddy allen do nosso meia-noite em paris. largamos o albergue em direção ao centro, que acho que na verdade jamais encontramos, tamanho o deserto daquela noite de terça-feira de abril. pra não perder a piada, compramos um queijo e um vinho – o queijo foi devorado de forma primitiva, sem faca ou guardanapos, com cada um reservando seu terço pela marca dos dentes; o vinho, bom, o vinho veio em copos de plástico – e por fim encontramos o perfeito malandrão brasileiro nos indicando um lugar pra beber (o único lugar que a gente já tinha decidido que não iríamos, claro). acabamos no meio de uma avenida qualquer e sentamos no meio da calçadinha que dividia as pistas, tipo esses canteiros deprefeitura do pt. nisso, três meninas, nada francesas, pediram por fogo, e ali começou uma amizade de meia-hora com a surpresa de que uma delas tinha na mão um spray de pimenta. ela explicou que por ali é normal, medo de ataque da espécie macho. que coisa frágil, patética. valeu, paris, sua merda, por pouco não me deixa cego.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: #999999; color: #222222; font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;galway, saudosa, essa sim tinha uma grande meia-noite. eu me lembro quando eu pegava a bicicleta da ester e ia de surpresa na casa da elaine. levava quatro cervejas do tesco e pedalava por uns quinze minutos, que subida. a duas quadras da casa dela, passando ali a costa, eu ia num orelhão e ligava pra perguntar se ela tava em casa. se tivesse, ótimo, eu amarrava o camelo e virava a midnight ouvindo strokes e falando sobre os lugares do mundo que gostaria de conhecer. quando não, o relógio tornava o dia num meia-noite são bernardo: eu, dois ou três amigos, quatro ou cinco latas e as reflexões sobre o nada até de manhã. a diferença é só na força da ventania e da névoa, é, o oeste irlandês é um abc sem capital, vai.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: #999999; color: #222222; font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;aqui na pauliceia, porém, woddy, o meia-noite vem muito bem. foi no dia que eu fui te ver ali na augusta, nem fica muito longe do meu colchão no chão de taco, e depois que você terminou tua película sem clímax nem anti-clímax eu atravessei a rua pra tomar um conhaque com chocolate quente. de lá eu entrei num taxi que não me levou pra conhecer o bandeira, nem o pessoa, nem o machado, mas nem preciso, woddy, porque meu midnight comigo mesmo já me deixa bêbado demais. um dia vê se aparece pra molhar o bico de uísque, pode escolher tua trilha única, mas não espera dar meia-noite que são paulo, essa sim, é apaixonante, meu caro. um táxi sem volta, eu diria.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6812050676491784505-828048567261285528?l=www.dozetoques.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.dozetoques.com/feeds/828048567261285528/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6812050676491784505&amp;postID=828048567261285528' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/828048567261285528'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/828048567261285528'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.dozetoques.com/2011/11/meia-noite-longe-de-paris.html' title='meia-noite longe de paris'/><author><name>Paulo Silva Junior</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17906741555598079970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6812050676491784505.post-4144288147368663430</id><published>2011-08-31T01:56:00.004-03:00</published><updated>2011-08-31T02:02:24.047-03:00</updated><title type='text'>A ressaca fundamental</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms'; font-size: x-small; line-height: 20px;"&gt;&lt;i style="background-color: #999999;"&gt;*Texto publicado originalmente no&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.fatosreaisquenaoaconteceram.com/2011/07/ressaca-fundamental.html"&gt;Fatos Reais Que Não Aconteceram&lt;/a&gt;, em parceria deste que escreve com Bruno Graziano.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: #999999; font-family: 'trebuchet ms'; line-height: 20px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: #999999;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Trebuchet, 'Trebuchet MS', Arial, sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: #999999; font-family: 'trebuchet ms';"&gt;eu devia pro bruno graziano um texto sobre a ressaca. e desde então eu estive esperando uma quinta-feira como essa, que eu me visse atropelado por um caminhão na são joão, deitado num chão de aluguel, de sapato e calça jeans, com os pés gelados, as coxas amassadas, as articulações retorcidas, as costelas rigidamente acomodadas por entre os pisos gelados, braços dormentes, pescoço travado, um besouro morto dormindo dentro da minha boca e algo entre uma guerra civil, uma bandinha de carnaval ou um bate-estaca na minha cabeça, pesada, muito pesada, tanto que mal pôde ser levada ao espelho que foi encarado com um metro de olheira pra cada lado e barba e cabelos transpirando de forma ébria. dei um bom dia pra descarga e sentei no vaso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Trebuchet, 'Trebuchet MS', Arial, sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: #999999; font-family: 'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: #999999;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Trebuchet, 'Trebuchet MS', Arial, sans-serif; line-height: 20px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt;um conhaque, gelo e limão, por favor.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Trebuchet, 'Trebuchet MS', Arial, sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: #999999; font-family: 'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Trebuchet, 'Trebuchet MS', Arial, sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: #999999; font-family: 'trebuchet ms';"&gt;eu preferia ter acordado com sexo oral, como naquelas manhãs em que um litro de uísque me impedia de abrir os olhos grudados nas lentes de contato na casa da elaine. o despertador dela soava com someday e ela vinha pra trás querendo trepar mais quinze minutos antes de ir trabalhar e me largar na vendinha, onde eu comprava um jornal, um saco de pão e umas três cervejas. de lá até minha casa eu ia pensando em como administrar aquelas ressacas de todo dia, e foi assim por toda a primavera, pra nunca conseguir encontrar a saliva, a luz do sol nem minha memória quando começava a tocar o strokes das seis e dez.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Trebuchet, 'Trebuchet MS', Arial, sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: #999999; font-family: 'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Trebuchet, 'Trebuchet MS', Arial, sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: #999999; font-family: 'trebuchet ms';"&gt;mais um conhaque daquele, grande&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Trebuchet, 'Trebuchet MS', Arial, sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: #999999; font-family: 'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Trebuchet, 'Trebuchet MS', Arial, sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: #999999; font-family: 'trebuchet ms';"&gt;os vinte e cinco minutos no ônibus foram o suficiente pra minha teorização matinal sobre aquele estado tão previsível, mas ainda tão surpreendente. a minha primeira certeza na ressaca – e acho que já escrevi isso em algum lugar – é que os grandes romances da literatura devem ter sido escritos numa manhã dessas. falo dumas pedradas nível tocaia grande, aquilo é sensibilidade de ressaca. não há dúvidas que meus olhos nunca foram tão fundos naquele tamanho de bunda que empurrou a catraca quando tomamos a lapa e o caetano cantava como nunca aquele transa e todas aquelas conversas dos bancos de trás nunca estiveram tão interessantes e harmônicas. um seriado, em pleno barra funda – parque continental, e a cabeça às pancadas, e os passos de todos em câmera lenta, completamente ainda bêbados.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Trebuchet, 'Trebuchet MS', Arial, sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: #999999; font-family: 'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Trebuchet, 'Trebuchet MS', Arial, sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: #999999; font-family: 'trebuchet ms';"&gt;outra cerveja, moça bonita&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Trebuchet, 'Trebuchet MS', Arial, sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: #999999; font-family: 'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Trebuchet, 'Trebuchet MS', Arial, sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: #999999; font-family: 'trebuchet ms';"&gt;também preferia não ter levantado hoje, mas agora já foi. já me deixei recair – no ápice da ressaca eu escrevi pra ela uma daquelas simples mensagens de amor de sempre – e a resposta foi tão seca quanto o último gole do dreher dessa noite que ainda não terminou. a fragilidade da espécie, escancarada em um metro e oitenta e poucos e a sede de coca-cola dum dia inteiro, contrastou logo ali pelas dez com o jornalismo tentando me acordar à força, na marra, até que me deixei levar. tanto tempo pra ensinar as crianças que somos os únicos animais que pensam, tanto tempo imaginando ter um absoluto controle sobre tudo, tão fácil de cair pra um par de copos americanos. a ressaca está aí pra ser vivida, degustada intensamente, em copos de água da geladeira e sorrisos pras meninas na estação, mas também com lamentação e crises conceituais. na próxima eu vou mais fundo, seco a garrafa antes de levantar da mesa e vou buscá-la no fundo do casco. ou fico curtindo aquele mal estar dos melhores dos meus vinte e poucos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Trebuchet, 'Trebuchet MS', Arial, sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: #999999; font-family: 'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Trebuchet, 'Trebuchet MS', Arial, sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: #999999; font-family: 'trebuchet ms';"&gt;a conta, chefe&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Trebuchet, 'Trebuchet MS', Arial, sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: #999999; font-family: 'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Trebuchet, 'Trebuchet MS', Arial, sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: #999999; font-family: 'trebuchet ms';"&gt;ela passou pra se despedir e eu fechei os olhos. a última imagem foi a das costas da porta, que me trancaram de vez no meu mundo particular. fui buscar vida, mas me vi morto. agora só completa meu copo também, bruno graziano. e não me venha com aspirinas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Trebuchet, 'Trebuchet MS', Arial, sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: #999999; font-family: 'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Trebuchet, 'Trebuchet MS', Arial, sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: #999999; font-family: 'trebuchet ms';"&gt;o engov recusado&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Trebuchet, 'Trebuchet MS', Arial, sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: #999999; font-family: 'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Trebuchet, 'Trebuchet MS', Arial, sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: #999999; font-family: 'trebuchet ms';"&gt;a tragédia anunciada, em algumas bebedeiras, é de um cinismo necessário sobretudo aqueles que no dia a dia sentem a pressão de ser o grande homem. ora, não há o grande homem que tome engov na vida e no copo. em tempos onde a eterna insatisfação nunca foi tão presente, o excesso nos é ao mesmo tempo a grande salvação e o vazio maior, irremediável. uns te oferecem o engov antes e depois, sabendo que o remedinho apaziguador de ressacas as vezes cumpre o papel de fuzilador da melancolia do dia seguinte. não questiono a boa intensão dos amigos, da família, ou do pudor próprio que vira e mexe nos abraça. difícil, ou mais que isso, improvável, é esse pudor ser consentido quando se tem no coração um turbilhão equivalente a de uma guerra fria. digo fria, pois nada pior que o ódio distante, que a dúvida do ataque a da defesa. dizem os mais velhos que nada mais grave e sublime que morrer por amor, e se hoje somos mais refinados, mais coesos com a morte, uma coisa não me sai da cabeça: se há o dia em que a morte por amor se transforma numa possibilidade real, é após uma noite como a de quarta. numa sintonia irônica de tão orgânica, alguns rapazes, patinando em seus vinte e poucos, amanheceram em plena quinta-feira nela, a obrigatória, indigesta e cavalar "ressaca fundamental".&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Trebuchet, 'Trebuchet MS', Arial, sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: #999999; font-family: 'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Trebuchet, 'Trebuchet MS', Arial, sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: #999999; font-family: 'trebuchet ms';"&gt;tão bêbado que nem te vi&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Trebuchet, 'Trebuchet MS', Arial, sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: #999999; font-family: 'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Trebuchet, 'Trebuchet MS', Arial, sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: #999999; font-family: 'trebuchet ms';"&gt;"mas bêbado de que?" eu me perguntava: "dela?" cogitava. após o choque de sentimentos, ali, abrupto de tão confuso. eu entrei e me prometi não procurá-la. no limite da embriaguez nossa visão cento e oitenta graus perde seu foco, perde sua lucidez e nisso eu me enganava de poder não vê-la, por mais que ela estivesse ali, em minha frente, com sua mão pequena e seu nariz ornamentalmente vistoso, arrumando um penteado recém-mudado (mudara para esquecer - e anda tentando mudar tudo para esquecer ) eu não a veria. era a única saída para que não levasse a patada odiosa que tanto machuca o peito. engraçado como hoje, onde um copo de água lhe vale mais que uma vitória do palmeiras, ele vê o quanto certas fragilidades praticam a vingança a si mesmo. o desdenho, o xingamento, o não-me-toque, dela para ele, mesmo que misturado em apenas um terço do copo com paixão, saudade, carinhos espectrais, são de uma potência equivalente a de uma pinga com groselha. a groselha tira o gosto da pinga com uma frustrante eficiência. a groselha é a intrusa do drink, e sempre será.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Trebuchet, 'Trebuchet MS', Arial, sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: #999999; font-family: 'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Trebuchet, 'Trebuchet MS', Arial, sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: #999999; font-family: 'trebuchet ms';"&gt;dos tempos de whisky à lá cowboy&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Trebuchet, 'Trebuchet MS', Arial, sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: #999999; font-family: 'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Trebuchet, 'Trebuchet MS', Arial, sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: #999999; font-family: 'trebuchet ms';"&gt;se me permite paulo silva junior, digo que quarta eu preferiria o conhaque sem limão. sim, sem limão. o azedo em minha boca não vingou e eu só desejava aquela dose de outrora, rotineira, dramática e por quê não sazonal? o azedo, para mim, era a vontade de sentir apenas um sabor, o dela, e me contentar com a secura afetiva semelhante ao que é meu lábio nesse dia seguinte do cão. além disso, não pude visualizar em frações de segundos, como numa virada de copo, todos os goles que demos um do outro, em nossos whiskys sem gelo. fomos cowboys um do outro. fomos direto ao ponto, e sentimos o gosto de nossas cevadas como horas e horas sentados no bar até cair, um ao lado do outro, no antro maior de toda lembrança eterna - a cama. é na cama que o sujeito promete coisas para além da vida e a morte, e é na cama que ocorre o cruel e insípido arrependimento, de não a ter nessa cama, alada com o peito junto ao seu com uma naturalidade irreal. a última cerveja, derradeira na geladeira vazia de quem mora sozinho, é o tempo do vislumbre de como seria a noite junto a ela. acordaria disposta a fazer o amor mais duradouro que o próprio dia, e após se debater nos seus braços sentindo o prazer do gozo amante (o gozo amante, antes que desdenhem, é a cura do vazio do sexo sem amor - e só ele cura). sairia da sempre sobrenatural cama bambaleando pro chuveiro, e de lá, urrando liztomania do phoenix, daria tempo gradual a gritaria sugerindo qual seria o menu do dia que se iniciava. você invadiria o chuveiro e se não repetissem a dose, irias lhe observar ensaboar o cabelo recém-lavado. você ensaboaria todo o resto, com a pegada firme que lhe é prazerosa, enquanto ganharia beijos úmidos no pescoço e sussurros de alguma outra música em inglês. antes de saírem pela porta com o sol raiando prestes a se enamorarem por vinte e quatro horas sem tédio, ainda falariam juras sinceras um ao outro, nus na sacada, acendendo um cigarro.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Trebuchet, 'Trebuchet MS', Arial, sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: #999999; font-family: 'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Trebuchet, 'Trebuchet MS', Arial, sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: #999999; font-family: 'trebuchet ms';"&gt;a ressaca como ela é&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Trebuchet, 'Trebuchet MS', Arial, sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: #999999; font-family: 'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Trebuchet, 'Trebuchet MS', Arial, sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: #999999; font-family: 'trebuchet ms';"&gt;num garrancho incorrigível, lhe manuscreveu uma carta que talvez nunca será entregue. as palavras pulsaram sensatez. quão vã é a sensatez do dia seguinte. numa quantidade alcoólica que lhe fez esquece-la por uma noite, a esperança é, num otimismo recente, de que ela também se sinta assim algum dia. que sinta sua falta com o feérico da falta, das lembranças dos momentos fotográficos, cheios de filmes virgens babando de vontade de serem revelados, eternizando os momentos que dão algum sentido a todo o resto. a labuta do dia seguinte ornamenta a cura de uma possível depressão. a carreira dá o gás suado da alegria que por vezes foge da mente como um gato rebelde. os bons companheiros que nos seguem, cedem conselhos híbridos como abraços de meia hora. a falta nesse dia crítico é devastadora, mas só até o fim de tarde. é nele, com ou sem pôr-do-sol, que cai em nossa alma a sabedoria cinza que precisamos. sentimos a cicatrizarão de nosso corpo tinindo vontade, e exercitamos o melhorar e o olhar pra frente como um prato de comida na fome real.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Trebuchet, 'Trebuchet MS', Arial, sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: #999999; font-family: 'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Trebuchet, 'Trebuchet MS', Arial, sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: #999999; font-family: 'trebuchet ms';"&gt;o vômito revitalizante&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Trebuchet, 'Trebuchet MS', Arial, sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: #999999; font-family: 'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Trebuchet, 'Trebuchet MS', Arial, sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: #999999;"&gt;dá a angústia até de não poder limpar o vômito dela no seu banheiro. e um dos dois sempre vomitará. o vômito, e todo seu espantoso processo, é a catarse que poderia ser decretada por lei. na ressaca fundamental, o exato momento do vômito, e digo o exato momento que sai de você o que humanamente não deveria sair nem do mais perverso ser, eleva o sujeito ao que ele deveria ter a noção sempre - és um frágil, dependente da grande mulher. um tio meu, que por acaso morreu de cirrose, e amou a mesma mulher, sobre brigas e mais brigas, durante cinqüenta e um anos, vivia dizendo e nunca - e repito - nunca um grande homem vivera sem uma grande mulher por trás. hoje em dia, porém, se não andarem um ao lado do outro, nada feito. é assim que é e é assim que tem que ser. viva a atrocidade reflexiva que nos corrói após uma noite de líquidos acachapantes goela a baixo. é nesse dia que tudo, ou quase tudo, se mostra mais decente. somos, sóbrios, cada vez mais, assassinos da &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: #999999;"&gt;decência. um brinde ao eterno, seja ele onde estiver!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6812050676491784505-4144288147368663430?l=www.dozetoques.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.dozetoques.com/feeds/4144288147368663430/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6812050676491784505&amp;postID=4144288147368663430' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/4144288147368663430'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/4144288147368663430'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.dozetoques.com/2011/08/ressaca-fundamental.html' title='A ressaca fundamental'/><author><name>Paulo Silva Junior</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17906741555598079970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6812050676491784505.post-1033409535457103330</id><published>2011-02-17T13:33:00.001-02:00</published><updated>2011-02-17T13:34:24.461-02:00</updated><title type='text'>Possíveis Notáveis</title><content type='html'>&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;*Texto publicado originalmente no &lt;a href="http://fatosreaisquenaoaconteceram.blogspot.com/2011/02/possiveis-notaveis.html"&gt;Fatos Reais Que Não Aconteceram&lt;/a&gt;, em parceria deste que escreve com Bruno Graziano, que assim começa a o texto:&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="color: black; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Anteontem  me veio uma conhecida: "Li teu blog!" E já envaidecido, fui veloz:  -Gostou? A revide chegou sumária: "Fala mau dos jovens! Não gosta de nós  jovens!" Surpreso, ou mais que isso, estatelado, morfei numa  auto-defesa de primeira dama, e me transformei na minha própria Dona  Marisa, na minha própria Michelle Obama: "Pelo contrário!" Pois a máxima  me foi cuspida, conclusiva e esmagadora: "Sei que não gosta!"&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms'; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Anseio,  do fundo do coração, que o e a colega que me lêem não julguem meu  caráter desta forma. Gosto do jovem - sou jovem - e aumento a ênfase -  amo o jovem. Só não me interessa o jovem antigo, o jovem ultrapassado.  Não me venham com jovens de sessenta e oito, de mil e novecentos. Não me  apareçam com jovens da esquerda caviar de trinta anos atrás, jovens  marxistas de livros de capa grossa do tempo do preto e branco, jovens  vanguardistas sei lá eu de qual século. Gosto do jovem talcado,  quentinho, do jovem recente, hodierno. Quero a minha geração, somente, e  pouco me apetece as outras. Filtro, ainda, a nacionalidade do jovem.  Policio o faro linguístico exclusivamente aos brasileiros. Quem são os  jovens brasileiros de hoje? - fácil - somos o jovem mais anti-Brasil da  história, e por quê não, sendo profético, seremos jovens anti-Brasil  para todo o sempre.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms'; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Queria  falar sobre Tom Zé, mas antes externo uma aflição, uma alucinação que  me queima vivo na própria pele. Não consigo mais dormir, e tão pouco  fixar-me acordado, antes de algum sinal, qualquer resposta positiva.  Segue minha neura: -Quem fuma cigarro de palha não só pode (ou deve) ler  Machado de Assis? Estava falando de Tom Zé, e sigo no formalista da  malemolência - aceitei Tom Zé a apenas a quatro dias. Ei de caracterizar  a aceitação: -Fora algo bíblico, e junto a isso, sobrenatural. Estava  lá eu enfurnado numa concha gringa musical, empastelado junto a línguas  menores, quando avistei a beldade em sílabas de nosso trovador pop  genial. Cada sílaba - ou letra, vá lá - de nosso português, pode valer  vidas, pode mudar vidas - o português como língua mata como nenhuma  outra - e o brasileiro xinga com uma feérica beleza.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms'; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Tom  Zé, em algum veículo praticante do velho jornalismo (já falei que o  jornalismo é a coisa mais ultrapassada do mundo?) citou: "Éramos eu,  Gil, Caetano..." Paro por aqui pois o resto é manifesto conhecido de  nossos jovens conhecedores de música, de história, ou dos dois juntos.  Melhor, já havia me esquecido, ninguém menos brasileiro que nossos  jovens de dois mil e alguma coisa, de mil novecentos e noventa e tal. Há  no brasileiro juvenil, mirim, moleque, fresco, a particularidade  infame, miserável, ignóbil, abjeta da anti-brasilidade. Ouçam bem os  comentários pelas ruas - nossas ruas falam em voz alta, não há desculpa  para não ouvi-la - o Brasil é brega, e olhe lá. O Brasil é isso, é  aquilo. Nossa juventude se limita, na vasta possibilidade criativa, ao  adjetivo "brega". Tudo é brega, de Tom Zé as palavras pomposas, de  nossas novelas ao carnaval legítimo. Até nossos criminosos são bregas, e  não menos nossos ídolos. Bruno Dias, o primeiro ministro de Santos,  degusta sua chacota eterna ao saber de admirações minhas e de Everton  Oliveira para com alguns lugares-comuns tupiniquins: "É brega!"&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms'; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Somos  uma classe, em vasta maioria, indigna ao elogio - elogiamos pouco e em  dias sem sexo, não elogiamos. Pois eu serei crucificado pela inquisição  do imediato, que agregada a imprensa marrom tanto nos adula. Ou não. Eu  minto. Não serei vencido pela injustiça, pela canalhice. Vamos a verdade  - de tudo na vida, o que não posso reclamar, terminantemente, é de meu  arrolamento para com a imprensa marrom mais sua esposa inquisição do  imediato. Angario uma reflexão, e lhes exponho: -O Catorze Dezenove é o  berço de futuros grandes!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms'; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Talvez  os menos acalentados com nossa florosta de estimação já viram o rosto  na leitura: "Convencido!" Eis que me pergunto? O acachapante grupo  musical responsável pela Tropicália, quando jovens, não pensavam na  grandiosidade, na importância? Chico não pretendia ser grande? Fernando  Pessoa? J.B Tanko? Luis Inácio Lula da Silva? Temos que processar tal  indignação: nossa era tem medo de ser grande, de entrar para a história.  O sujeito que entra para a história, hoje, já entra tendo que provar  que não é um babaca. Só babacas entram pra história, e assim será, para  toda a internet. Vasculho na memória ligeira algum clareamento de  raciocínio, alguma exemplificação. Vamos lá:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms'; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Milton  leal, o último jornalista vivo daqui a sessenta anos, Luciano Costa, o  literário bebasso, Controle Remoto Filmes, a Zoetrope da cracolândia  pacificada terceiro-mundista esforçada, Camile Liguori, a quebradeira  com audiência de VMB, Fábio Luz Castello, o Picasso da cebola roxa, João  Theodoro Quatrocentos Contra Um, o último enfático de toda a Conceição,  Ana Paula Freitas, a multitarefista atitude do anti-jornalismo, Victor  Brito, o designer notório que dizem ser ator pornô, Maurício Paião  Vargas, o Cartier-Bresson que nunca fez uma aula de fotografia, Yuri  Nishida, o Matarazzo do rock de garagem verde e amarelo, Davi Rodriguez,  o oportunista da decupagem babaca de cair o queixo, Estêvão Bertoni, o  gênio que ninguém nunca escutou, Marcelo Perdido, nosso Gondry do filtro  ruivo - a grande aposta da década para nosso audiovisual, Arthur  Warren, o Will Farrel do Brasil de Lula, Fábio Montanari, e sua  vagabundagem premeditada e chapliniana, Marcelo Botta, o criador da nova  televisão. Todos, possíveis notáveis. Agora, penso eu: -no que estaria  pensando, no exato instante, Paulo Silva Junior, o primeiro possível  notável, direto de Galway?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms'; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Não  se fazem mais cenas. Não tem mais contexto, referência, sabe? (Tomo a  liberdade e aceito o convite-desafio do cara amigo Bruno Graziano e  tentarei tecer algumas linhas no mesmo ritmo alucinante e saboroso do  mesmo, mesmo sabendo que isso mesmo se tornará impossível assim mesmo  que passar a próxima dúzia de palavras) Cadê as escolas, por onde andam  os movimentos?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms'; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Bruno  Graziano, por exemplo. Coloquemos a situação atual desse menino: jovem,  inquieto, com sensibilidade rara de confundir clichês com ironias e  despejar sarcasmos por cima do próprio personagem. Bruno Graziano é a  contradição, passa frio de regata e diz estar suando, compensa com um  moletom na praia e canta que se sente bem, provoca ele mesmo passando do  outro lado da rua Augusta:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms'; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;‘&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms'; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Viado  filho da puta’, diz prum espelho que brinca existir. É o sarro dele  próprio, pra soar moderninho, é quase um auto bullying, é um boicote da  própria faceta só pra fazê-la ser zoada em praça pública. O figurante  Bruno Graziano passa por ridículo e o fotógrafo Bruno Graziano faz disso  um quadro; o ator Bruno Graziano banca o palhaço frustrante e o diretor  Bruno Graziano grava a película, roda em um dia e paga seus chineses  para clicarem na página do youtube.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms'; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Enfim,  peguemos o Bruno Graziano, o que desmente as próprias frases e rouba a  si próprio jogando pôker enquanto chama conhaque de uísque, e todos os  rostinhos e mãos e dedos e câmeras que captam o cinema nacional atual.  Coloquemos esses caras e moças uns cinquenta anos atrás. Bruno Graziano  desce a pé uma São Paulo bucólica numa tarde de maio para quê? Tomar um  trago com o Hector, fumar um cigarrinho com o Fernando. Ou então ir  colocar a conversa em dia com o José, com quem não falou mais depois do  estouro do segundo Tropa. Sobrenomes? Pra quê? Alguém aí já viu Chico  falar ‘Veloso’? Ou o Caetano pronunciar ‘Buarque’? E quem se lembra do  sotaque de Tom citando ‘Moraes’? Tão fácil de lembrar como o Vinicius  dizendo ‘Jobim’.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms'; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Falta  cena, falta cerveja. Pulemos para o exemplo de Luciano Costa. As  atrapalhadas mãos do mais novo de dois irmãos gêmeos que tão bem teclam –  já viram Luciano Costa apresentando a arte da datilografia? Dizem que  dá última vez que trabalhou num banco, sabe né, juntar uns trocados pra  seguir adiando o livro que promete sair do primeiro capítulo, foi  promovido feito água corrente (clientes mais atentos dizem que contas,  contas, boletos, coisas tão simples de processar, eram feitas apenas com  os dedos mindinhos) – deveriam estar onde fosse esse mundo  contemporâneo um lugar sério para os artistas marginais (ex-gênios de  outrora)?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms'; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Claro  que o lugar de Luciano Costa, um cabra que fede a livro, seria num  seleto grupo que poderia se chamar Escola de Discussão Literária Machado  de Assis, ou porque não contratado por essas máquinas de livretos de  bolso para fazer versões paulistanas de Bukowski. Como o velho Buk matou  seu primeiro romance em uma semana de máquina de escrever, tabaco e  cevada? ‘Estou pensando num romance’, disse o homem da grana, só isso, e  lá se foi uma meia-dúzia de noites de fumaça e máquina de escrever.  Luciano Costa precisa procurar sua cena, seu movimento. Quem são os  caras pra deixar de falar o sobrenome, literato de trem?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms'; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Me  chamam de nostálgico de um tempo que nunca estive, sei disso, caro  amigo Bruno Graziano, só suplico pelos brindes e contratos assinados em  papel-guardanapo. Saberiam toda a constelação de designers de all-star e  jeans apertado fugindo do azul-comum, camiseta branca ou cinza ou bege  ou aquele branco querendo ficar bege e uma camisa xadrez (aberta) por  cima – que neeeeeeeegam vir do grunge ‘ai Nirvana coisa de adolescente’ –  que Victor Brito tem o poder que tem na categoria do cinema pornô na  internet brasileira?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms'; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Teriam  sobre Ana Paula Freitas, a grande estrela da metalinguagem multimídia  de uma intranet de blogs com até cem acessos diários, a plena noção de  que ela mastiga uma foto e cospe um texto? Que ela desmascara os portais  de cultura pop porque satiriza as listas dos quinhentos melhores discos  pra se ouvir entre onze e meia-noite numa terça de chuva com palavras  tão bem colocadas? Saberiam todos os assassinos da língua portuguesa e  do jornalismo-arte que Ana Paula Freitas, aos 9 anos, já mantinha 10  abas abertas no MS-DOS? E que ela é a responsável pelo primeiro download  de um seriado em todo o ABCDM? (episódio terceiro de Carrossel, meados  de 91, ‘Cirilo’ – pior, Ana Paula Freitas enviou uma carta anti-racista  ao SBT e a Televisa, ignorada, óbvio).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms'; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Cena,  caro Bruno Graziano, escola, movimento. Eu quero ver essa meninada  mostrar o seu valor. Milton Leal, ‘o repórter legal’, quer jargão mais  fadado ao sucesso? O que dirá o nosso amigo que transpira testosterona  quando sentar no meio do Roda Viva, sapato, calça social apertando as  bolas e um patrimônio de quatrocentos milhões de dólares? Deixará  transparecer esse apartheid que segura sua megalomania? Marinho?  Mesquita? Civita? Frias? Prazer, Milton, oras. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms'; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Pras cabeças!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6812050676491784505-1033409535457103330?l=www.dozetoques.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.dozetoques.com/feeds/1033409535457103330/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6812050676491784505&amp;postID=1033409535457103330' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/1033409535457103330'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/1033409535457103330'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.dozetoques.com/2011/02/possiveis-notaveis.html' title='Possíveis Notáveis'/><author><name>Paulo Silva Junior</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17906741555598079970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6812050676491784505.post-6407375993254539483</id><published>2011-02-06T05:59:00.001-02:00</published><updated>2011-02-06T05:59:31.360-02:00</updated><title type='text'>Guarda-chuva</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;Ganho tempo contando passos que passam pela calçada aqui da frente. Meu quarto é o de janela sobre a porta, posição frontal, simétrica ao portão de entrada. Na calada madrugada dum bairro turístico da costa oeste irlandesa, vozes e pés e máquinas soam perfeitamente e rompem a sinfonia da chuva, incansável. E a insônia escreve as histórias por trás dessa trilha sonora.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;Ela precisava se despedir, era sua última noite por aqui. Comprou quatro latas de cidra pra beber sem pressa, coisa de uma a cada hora e meia, até seguir para a estação pelas quatro, cinco da manhã. Dedicou seus adeus e tomou rumo quando o som da mochila arrastada e chinelos arrastados começou ganhar forma, vinha do final da rua; cresceram, eu podia notar que haviam duas passadas, quatro pernas, duas malas cheias de roupas e sonhos e frustrações. Quando o barulho da calçada, porém, chega na exata posição frontal da minha janela de quarto sobre a porta simétrica ao portão de entrada, a qualidade do som é tão impressionante que me torno ilha de edição: deixei os passos mais lentos e criei um diálogo, segurei um carro que pretendia tomar a via e aumentei o rolar do arrastar das trouxas. Tornou coisa fúnebre, ida sem volta. Deve ter chegado bem a seu destino.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;Ela estava irreconhecível. Os passos que vestem salto-alto são ritmados como nenhum outro, imagino que seja a dificuldade de apertar o ritmo no retorno pra casa, o temor do chão onde escorre água ou mesmo o perfil daquelas que se vestem para matar (‘já teria corrido uma irlandesa de meia-idade?’). Já quase seis, ela parecia ter uns trinta e metro e meio enquanto chorava um amor não correspondido. Na noite de sábado a calçada costuma ver passar solitárias cansadas, exaustas, bêbadas. Desta vez eu não segurei os motores, deixei o roncar dos carros vencerem aquele tac, tac, tac, tac, tac, tac do salto. A queda não apertou – nem diminuiu – e ainda me assusta a capacidade que ela tem para não virar tempestade nem garoa. Um pouco rítmico demais pro meu gosto, criei um guarda-chuva que espirrava com certa violência as gotas da manhã. Tac, tac, tac.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;O casal discute feio, grita. Sou um ouvinte não-nativo, confesso a dificuldade de decifrar certas argumentações das, agora, sete da manhã (ou da noite, é inverno). De toda forma, ele berra como nunca, tenho certeza. É o maior berro desse homem pra essa mulher, disso não restam dúvidas. Por compaixão, diminuo um pouco a voz rouca que imagino vir de um gigante de casaco e sapato pretos. Pra não perder o clímax, hora de aumentar um pouco o choro dela. Por que seria? Traição. Ouço uma garrafa quebrar e corre-corre, ela usa também calçado baixo, difícil saber quem segue as costas e quem está na frente. Vou ao limite do áudio das passadas, chega o caminhão de todo dia, ofusca a discussão, que vai ficando mais longe, mais longe, mais longe, até sumir. E quem sabe encontrar outra janela pra seguir ou me fazer pegar no sono.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6812050676491784505-6407375993254539483?l=www.dozetoques.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.dozetoques.com/feeds/6407375993254539483/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6812050676491784505&amp;postID=6407375993254539483' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/6407375993254539483'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/6407375993254539483'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.dozetoques.com/2011/02/guarda-chuva.html' title='Guarda-chuva'/><author><name>Paulo Silva Junior</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17906741555598079970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6812050676491784505.post-769531122461288259</id><published>2010-12-30T03:11:00.001-02:00</published><updated>2010-12-30T14:38:46.874-02:00</updated><title type='text'>I miss us</title><content type='html'>Se eu ler tudo que estão nos livros, não vou encontrar a resposta que procuro. Ela é só nossa, ela é simples, não teria como alguém já ter escrito nessa imensidão de páginas novas ou amarelas e capas duras ou nem tanto e diversos tamanhos de bolso e tradicional e maiores. Os livros estão aqui, tentam me ajudar, me soprar a alternativa certa, me indicar por onde devo começar. Pena que eles não tem a pura e banal pista de onde devo guardar essa saudade forte, covarde e sufocante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho ouvido todas músicas favoritas, que soam bem, que me fazem melhor. Mas não dá pra chamar de nossa a canção que toca com você longe. Minhas melodias preferidas eu conheço bem, sei escolher a batida que me tira o sorriso do rosto e abre o peito e limpa a alma e me faz bater os pés enquanto me recordo a última vez em que a ouvimos juntos. Elas não têm culpa, porém, de minha mão não ter onde tocar, de não conseguirem gritar pela perda e fazê-la menor, é enorme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes escrevo e espalho minha aflição no papel, pra ver se me indica. Nem todo o esforço das palavras e essas minhas mesmas frases de sempre têm conseguido. Letra pós letra eu posso colocar essas palavras e vírgulas e apostos e todos os pontos finais ritmados que vão escorregando até tomarem forma e depois você ler. Hoje parecem tão frágeis, não têm teu carinho pra gozar desse prazer, não tem você, e a ausência não é descrita, não é minimizada, segue viva, muito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Y-0EHCXU_B0/TRy1UiFKXNI/AAAAAAAAAPY/FS3z9hvfLg4/s1600/salthill_sea.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="181" n4="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_Y-0EHCXU_B0/TRy1UiFKXNI/AAAAAAAAAPY/FS3z9hvfLg4/s320/salthill_sea.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6812050676491784505-769531122461288259?l=www.dozetoques.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.dozetoques.com/feeds/769531122461288259/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6812050676491784505&amp;postID=769531122461288259' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/769531122461288259'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/769531122461288259'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.dozetoques.com/2010/12/i-miss-us.html' title='I miss us'/><author><name>Paulo Silva Junior</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17906741555598079970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Y-0EHCXU_B0/TRy1UiFKXNI/AAAAAAAAAPY/FS3z9hvfLg4/s72-c/salthill_sea.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6812050676491784505.post-457737803481230439</id><published>2010-12-12T18:14:00.012-02:00</published><updated>2010-12-12T18:44:54.075-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultura'/><title type='text'>City of God, futebol e samba</title><content type='html'>Em edições especiais publicadas em outubro, o jornal inglês The Guardian listou os cinquenta melhores filmes de cada gênero em toda a história. O primeiro fascículo eu comprei meio que sem querer – levei o jornal e me liguei que estavam soltando as resenhas, mas depois me atentei ao dia dos Action Films: City of God, não tão menos conhecido por aqui que Ronaldinho Gaúcho ou Garota de Ipanema, ocupou a sexta posição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.guardian.co.uk/film/2010/oct/19/city-god-action"&gt;The Guardian coloca Cidade de Deus como sexto maior filme de ação da história&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É impressionante como esses meus primeiros tempos na Europa já são o bastante para eu perceber que basta ficar longe para mudar totalmente a concepção para com o que é produzido em sua terra de origem. Você vira quase um diplomata de seu solo, bombardeado o tempo todo com o be-a-bá do Brasilzão. Melhoro: nesta Torre de Babel, as conversas de bar se prendem muitas vezes em meras divagações sobre os países em questão: um é da cidade citada na música, o outro mora perto do vilarejo daquele livro, e aquela então é quase vizinha do estádio tal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito já havia ouvido falar no Brasil que Cidade de Deus era daqueles filmes que a galera ou assistiu ou no mínimo já ouviu falar a ponto de saber do que se trata. Quando li a matéria do Guardian, passei a falar de City of God nas palavras cruzadas por aí. Adam, um irlandês aqui mesmo de Galway, rasgou elogios. Fechou os olhos pra soltar um incredible. Jim, um nome americanizado que deram prum polonês, também não quebrou minha estatística. Viu o filme. Lembrou detalhes. Gostou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, vai saber qual Cidade de Deus eles assistem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Infelizmente, ela [a galinha do começo do filme] então se torna o assunto das atenções famintas da gangue de rua mais violenta da favela, e assim começa uma das melhores sequências de perseguição desde Matrix”, diz a crítica do Guardian em 24 de maio de 2002, escrita por Andrew Pulver após assistir o filme em Cannes. E continua: “a idéia central de Cidade de Deus é uma história de sobrevivência não muito intrigante, de fuga da vida na favela, mas, o que torna o filme especial é a sua observação quase autobiográfica de uma sociedade totalmente hermética, fechada em si mesma, e praticamente impenetrável para o mundo externo. E caso nós europeus nos consideremos meros turistas culturais só espiando, então poderemos relaxar”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou bem longe de ser um grande cinéfilo, muito menos especialista no assunto, mas não me sobra fôlego para tecer um panorama sobre as sequências de perseguição do período; muito menos para pensar em ‘relaxar’ ou me colocar como ‘turista cultural’, coisa que como classe-média paulista poderia me sentir também. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Y-0EHCXU_B0/TQUvVSpfqDI/AAAAAAAAAOs/pG1CAxRDh4M/s1600/city+of+god.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" n4="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_Y-0EHCXU_B0/TQUvVSpfqDI/AAAAAAAAAOs/pG1CAxRDh4M/s320/city+of+god.jpg" width="296" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Enfim, tenho que aqui absorver visões de uma Cidade de Deus do filme, uma Cidade de Deus que diverte, que choca, mas que dura ali suas duas horas de projeção. O mesmo Pulver escreveu que "é uma sensação maravilhosa entrar numa sala de projeção para assistir a um filme de que pouco se sabe e perceber que se está diante de uma obra-prima". Imagino que seja mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas caminhadas aqui na Irlanda, gente já me perguntou ‘se aquilo é a Cidade de Deus, então você é rico no Brasil?’ ou ‘mas se você vai pro Rio de Janeiro, e for perto da Cidade de Deus, pode passar uma criança com uma arma na mão?’ Nem um nem outro, não é bem assim, depende, respondo. É difícil explicar, é difícil achar vocabulário ao tratar da desigualdade, da dificuldade, do porquê de certas banalidades não funcionarem. Difícil explicar essas nossas obviedades brasileiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí entra o cinema brasileiro crítico. Acabo de ler Na Estrada – O Cinema de Walter Salles (Marcos Strecker, Publifolha) que também conta – com o ótimo Central do Brasil de pano de fundo – um pouco da história desse Brasil que o cinema contemporâneo tem mostrado pro mundo. Pro nosso mundo, aquele onde quase 200 milhões de pessoas vivem num só país com tantas e tantas realidades, e pro mundo deles também. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que sigam ajudando, porque, repito, é difícil explicar essas nossas obviedades brasileiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Um dia depois de escrever isso, meu amigo sul-coreano Dae-Young me pergunta sobre City of God. Quer saber se retrata situações possíveis de acontecer, e digo que sim, ele tem inspiração real. Como se me entendesse, conclui que deve ser diferente vê-lo como brasileiro. "Não é só um filme de ação", finaliza.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6812050676491784505-457737803481230439?l=www.dozetoques.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.dozetoques.com/2010/12/city-of-god-futebol-e-samba.html' title='City of God, futebol e samba'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.dozetoques.com/feeds/457737803481230439/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6812050676491784505&amp;postID=457737803481230439' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/457737803481230439'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/457737803481230439'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.dozetoques.com/2010/12/city-of-god-futebol-e-samba.html' title='City of God, futebol e samba'/><author><name>Paulo Silva Junior</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17906741555598079970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Y-0EHCXU_B0/TQUvVSpfqDI/AAAAAAAAAOs/pG1CAxRDh4M/s72-c/city+of+god.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6812050676491784505.post-2190902222450506223</id><published>2010-11-04T12:45:00.007-02:00</published><updated>2010-11-04T13:47:24.909-02:00</updated><title type='text'>happiness (?)</title><content type='html'>Tem a felicidade que sonha&lt;br /&gt;cria o perfeito, o improvável&lt;br /&gt;provoca o utópico, ironiza o óbvio&lt;br /&gt;e se rende.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem a felicidade que pensa&lt;br /&gt;engana o prático, o sempre&lt;br /&gt;contorna o mesmo, distorce o todo&lt;br /&gt;e se volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem a felicidade que age&lt;br /&gt;deixa para trás, o triste&lt;br /&gt;levanta o rancor, despreza o ódio&lt;br /&gt;e se deita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem a felicidade que sente&lt;br /&gt;te empurra, implora&lt;br /&gt;leva por inércia, transpira o alegre&lt;br /&gt;e se desfaz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De todas elas, uma só me soa real:&lt;br /&gt;a felicidade do momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já que só o próprio eu pode fazer-se feliz,&lt;br /&gt;esqueça as teorias e devaneios,&lt;br /&gt;agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No sono e ao andar, no gole, no seco, entre as paredes, no mais puro ar, lá fora, qualquer lugar, em pé, chorando, sorrindo, caído, colocado no chão ou prestes a voar, ela está lá, está aí, tanto faz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tenho certezas para clamar ser feliz,&lt;br /&gt;nem motivos para aceitar a tristeza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito menos pressa pra decidir,&lt;br /&gt;ou razão pra celebrar, lamentar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só pra seguir.&lt;br /&gt;Sem me fazer perguntas difíceis enquanto continua a chover.&lt;br /&gt;(e o mesmo vale para os dias de sol)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6812050676491784505-2190902222450506223?l=www.dozetoques.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.dozetoques.com/feeds/2190902222450506223/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6812050676491784505&amp;postID=2190902222450506223' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/2190902222450506223'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/2190902222450506223'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.dozetoques.com/2010/11/happiness.html' title='happiness (?)'/><author><name>Paulo Silva Junior</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17906741555598079970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6812050676491784505.post-5816545525462179179</id><published>2010-11-01T22:57:00.007-02:00</published><updated>2010-11-01T23:43:56.183-02:00</updated><title type='text'>it´s windy</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;GALWAY, IRELAND&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais que clamar por roupas e abraços e cafés tão rapidamente quentes quanto logo frios, o vento que sopra em meu ouvido grita, implora, vem com meia dúzia de graus celsius, tantas dezessete milhas por hora e a certeza de que pode arrastar de mim toneladas de clichês e vícios decorrentes daquilo que sou, ou era, ou um dia voltarei a ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais surpreendente é que não me sobra alternativa para segurar minhas manias, caricaturas, tenho de ser aquela direção para a qual ele sopra, talvez de forma que nunca conseguira ser antes, venta diferente, um pouco por minha passividade para com as calçadas e muros, sapatos e banhos bem tomados, um muito pelas amarras que o calendário te prega, me prega.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí eu me deparo com o ápice da inquietação dos vinte e poucos, sabe, aquela coisa que tem um quê da classe média terceiro mundista, traços latino-americanos, novos, certas considerações obtusas, irritações, certas alergias de alguns males necessários, e agora venta e leva toda a transpiração que cheira a insatisfação, coceira por novidade, fome de ter sede, procurar o que beber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui, venta e venta e muito, mas venta um vento que agora entra e passa um ar por todas ideias pré-estabelecidas e formadas por tantas vozes, olhares, palavras, sensibilidades, é como se eu pudesse sair um pouco de mim mesmo e ver ali um corpo de alguém em seu estado nu de matéria, sem deus nem espelho, sem meias, porém ileso ao frio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Venta demais e ele brinca de ser um crítico voraz daqueles meus passos, ora, logo eu, com minha arrogância disfarçada, com meu pisar que soava tão confiante e sereno para tudo e todos, venta, e este é o vento que mais de oito mil quilômetros longe do meu ninho olha pra mim e me transforma em nada, em início, em reinício de algo que nem pareço ter começado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além de soprar ainda ri de minhas convicções tão categóricas, quase que diretrizes carregadas no bolso da calça, venta, pode ventar mais, traz o mais gelado vento sobre estas costas tão acostumadas com o conforto tropical, desossa os gostos, amores, tristezas, fortalece o eu e eu, meu samba, minhas vírgulas, meus acentos difusos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu memórias póstumas. O vento é meu emplasto, tardio porém pontual.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6812050676491784505-5816545525462179179?l=www.dozetoques.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.dozetoques.com/feeds/5816545525462179179/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6812050676491784505&amp;postID=5816545525462179179' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/5816545525462179179'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/5816545525462179179'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.dozetoques.com/2010/11/its-windy.html' title='it´s windy'/><author><name>Paulo Silva Junior</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17906741555598079970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6812050676491784505.post-3362300288442653309</id><published>2010-09-24T03:30:00.003-03:00</published><updated>2010-09-24T03:43:30.766-03:00</updated><title type='text'>Sufoca</title><content type='html'>Onde tudo é simples, mínimo e estático&lt;div&gt;mora minha verdadeira saudade&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Formas bem definidas, cores cruas&lt;/div&gt;&lt;div&gt;e nada de tão impressionante:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;digamos que bucólico só para mim&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Em certeza que preenche cantos,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;acende velas e apaga frustrações&lt;/div&gt;&lt;div&gt;nesta primavera não-trivial,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;me vejo como refém desta gigante,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;gigante saudade que reside aqui&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Cria seu próprio tamanho,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;se adapta ao que tem de caber &lt;/div&gt;&lt;div&gt;e estufa - resiste, sufoca&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tapa o ar que deixo aqui,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;peito frágil&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Cala-te caso desejar sair,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;aperto forte.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6812050676491784505-3362300288442653309?l=www.dozetoques.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.dozetoques.com/feeds/3362300288442653309/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6812050676491784505&amp;postID=3362300288442653309' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/3362300288442653309'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/3362300288442653309'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.dozetoques.com/2010/09/sufoca.html' title='Sufoca'/><author><name>Paulo Silva Junior</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17906741555598079970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6812050676491784505.post-3147175637535911838</id><published>2010-09-02T13:21:00.004-03:00</published><updated>2010-09-02T13:43:59.822-03:00</updated><title type='text'>Hipérbole</title><content type='html'>Do corredor chegam sons coordenados,&lt;div&gt;elas gritam, todas,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;imploram por segunda chance,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;enquanto meu sono ainda é pesado&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Deixo de dormir e me viro&lt;/div&gt;&lt;div&gt;pra ouvir melhor o barulho de lá,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;é voz que se cruza, que xinga,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;que alterna entre força e fraqueza,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;sem suspiro de calma ou leveza,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;que não para&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Me deixe gritar meu silêncio,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;respirar o ar que transita neste cubículo de parede apertada&lt;/div&gt;&lt;div&gt;não quero ele, ela, ('nós'), companhia nem nada&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Enquanto o passado vai ganhando distância&lt;/div&gt;&lt;div&gt;me abandona toda vontade, ímpeto, ânsia,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;de continuar a te ouvir&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E que leve sua fúria onde não posso sentir&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Enquanto cresce o quão longe estou de seus lamentos,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;pra mim obtusos, rasos, sedentos&lt;/div&gt;&lt;div&gt;que só valem pela hipérbole de sua não-felicidade:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;'rios te correrão dos olhos, se chorares'.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6812050676491784505-3147175637535911838?l=www.dozetoques.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.dozetoques.com/feeds/3147175637535911838/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6812050676491784505&amp;postID=3147175637535911838' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/3147175637535911838'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/3147175637535911838'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.dozetoques.com/2010/09/hiperbole.html' title='Hipérbole'/><author><name>Paulo Silva Junior</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17906741555598079970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6812050676491784505.post-6133406637890861362</id><published>2010-09-01T18:42:00.002-03:00</published><updated>2010-09-01T18:49:21.321-03:00</updated><title type='text'>Areia</title><content type='html'>A dor da distância não é dor que se mede&lt;div&gt;é dor que se aguenta, suporta&lt;/div&gt;&lt;div&gt;e espera no vai-e-vem que intensifica,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;relaxa,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;aperta,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;afaga,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;dói&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Feito rio que acelera aos ventos do inverno&lt;/div&gt;&lt;div&gt;não se sabe, de vista, onde irá chegar,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;mas nem por isso deixa de ter curso definido&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Já que queira as águas descerem mais depressa&lt;/div&gt;&lt;div&gt;basta escolher entre acompanhá-las à margem&lt;/div&gt;&lt;div&gt;ou esforçar-se para detê-las&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sem temer sentir dor quando a água cobre a pedra,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;ora firme ora areia, &lt;/div&gt;&lt;div&gt;que torna os caminhos íngremes, ásperos,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;mas que mantém tua corrente à mesma direção&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tua, uniforme e dolorosa direção.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6812050676491784505-6133406637890861362?l=www.dozetoques.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.dozetoques.com/feeds/6133406637890861362/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6812050676491784505&amp;postID=6133406637890861362' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/6133406637890861362'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/6133406637890861362'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.dozetoques.com/2010/09/areia.html' title='Areia'/><author><name>Paulo Silva Junior</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17906741555598079970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6812050676491784505.post-4791696642394438924</id><published>2010-07-13T03:37:00.002-03:00</published><updated>2010-07-13T04:32:22.225-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Levei um tempo para tomar gosto pela liberdade. Até os 35, me contentava com o queijo mal cortado no pires, o copinho americano de cerveja sempre podendo estar mais gelada, frustrações de momento, nada muito intrigante ou desafiador. Eu passei facilmente, contando por cima, frequentando os mesmos lugares ou variações do mesmo tema por uns quinze anos seguidos. Era aquilo: aquelas rodas de bar repetidamente diferentes, mais previsíveis a cada quinta. E eu insistia, com minha arrogância virada para mim mesmo, que fazia tudo ser diferente. Que nem tudo era tão igual como parecia, enquanto era só uma sequência de mesmices mascaradas pela minha e pela nossa inocência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Y-0EHCXU_B0/TDwLLe9QiXI/AAAAAAAAAN4/FSnNbxBonW4/s1600/imagem.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5493277937401629042" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 271px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Y-0EHCXU_B0/TDwLLe9QiXI/AAAAAAAAAN4/FSnNbxBonW4/s320/imagem.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;Tempo de brincar longe do jardim da nostalgia&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6812050676491784505-4791696642394438924?l=www.dozetoques.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.dozetoques.com/feeds/4791696642394438924/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6812050676491784505&amp;postID=4791696642394438924' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/4791696642394438924'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/4791696642394438924'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.dozetoques.com/2010/07/levei-um-tempo-para-tomar-gosto-pela.html' title=''/><author><name>Paulo Silva Junior</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17906741555598079970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Y-0EHCXU_B0/TDwLLe9QiXI/AAAAAAAAAN4/FSnNbxBonW4/s72-c/imagem.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6812050676491784505.post-1447593977067948417</id><published>2010-05-27T00:08:00.004-03:00</published><updated>2010-05-27T00:50:24.198-03:00</updated><title type='text'>Pólis</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Y-0EHCXU_B0/S_3o8kT3r6I/AAAAAAAAANw/LikyGrevtZU/s1600/1.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5475788849189203874" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 240px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Y-0EHCXU_B0/S_3o8kT3r6I/AAAAAAAAANw/LikyGrevtZU/s320/1.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; a impressão da liberdade pode não&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;passar de ilusão de ótica, ser mera&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;consequência da novidade ali, crua&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;e nem tão impressionante como se&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;parece naquele desequilibrado sei-&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;lá-o-quê de momento; vai ver é só&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;uma carência que todos nós daqui,&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;mais ao sul, sentimos, pela simples&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;questão geográfica mesmo, ou, tão&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;mais profundo e conceitual, aqui se&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;assemelha muito mais com sempre&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;se colocar menor, mais desprovido&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;de possíveis vantagens e méritos e&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;prazeres que aqueles caras de cima&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;refletem desfrutar assim, numa boa&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;e o sentimento é que nunca poderei&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;chegar perto de tamanha felicidade&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;natural e liberta; mas, vai ver, como&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;já dissemos, é só impressão e a real&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;liberdade é a liberdade tua, própria,&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;não a que as praças largas limpas etc&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;oferencem, muito menos o que o fio&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;de educação voluntária traz de bem,&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;ou mesmo o que é ver a história ser&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;passada pela janela e você lá, terço&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;só espectador, terço só crítico e um&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;terço de autor, de ação daquele meio&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;próprio, não da omissão de outrora,&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;do tudo-bem-mais-do-mesmo-novo,&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;não, nada disso, é tudo questão de ver,&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;interpretar, viver, sentir, um doce ar&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;do pólem, da pólis, pólem, pólis, pólem.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6812050676491784505-1447593977067948417?l=www.dozetoques.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.dozetoques.com/feeds/1447593977067948417/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6812050676491784505&amp;postID=1447593977067948417' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/1447593977067948417'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/1447593977067948417'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.dozetoques.com/2010/05/polis.html' title='Pólis'/><author><name>Paulo Silva Junior</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17906741555598079970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Y-0EHCXU_B0/S_3o8kT3r6I/AAAAAAAAANw/LikyGrevtZU/s72-c/1.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6812050676491784505.post-7315861461339082463</id><published>2010-05-17T12:46:00.009-03:00</published><updated>2010-05-17T13:52:55.680-03:00</updated><title type='text'>Esquinas</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;Quando foi batendo o portão com pressa, meia hora atrasado, como sempre, se lembrou que precisa estar preparado para tudo, que a mudança não admite prévias e chega para testá-lo, um choque, um empurrão na linha do trem que só você - única e exclusivamente - pode se fazer equilibrar naquele meio-fio mínimo. Correu até a avenida, solitário, a cidade parecia não funcionar, era como se tivesse parado para acompanhar aquele cara de tênis, jeans e blusa apertada azul correr, correr sem muito destino, correr para provar a si mesmo que conseguia deixar as lamentações em casa e ir em busca daquele quê não definido.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;....&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;Me espera um pouco, me deixa pegar um livro,&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;uma revista qualquer, um disco preferido,&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;me dê o mínimo tempo de me preparar pra tudo isso,&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;ainda tenho os pés descalços, o bolso vazio,&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;me faltam camisas, lá fora faz frio, muito frio,&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;e eu ainda preciso estar pronto pra dobrar a esquina.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5472279426806120706" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_Y-0EHCXU_B0/S_FxJTJ1AQI/AAAAAAAAANo/v9Mq7kGbCFs/s320/DSC01341.JPG" border="0" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;Me acompanhe até o sol daquela praça,&lt;br /&gt;pra não me sentir só ao sentar no banco nu,&lt;br /&gt;me ajude a viver bem comigo mesmo, enfrentar,&lt;br /&gt;dar de cara ao vento sem o medo de outrora,&lt;br /&gt;fechar a porta sem marcar volta, mês, dia, hora,&lt;br /&gt;e eu continuo a esperar a coragem que me falta pra dobrar&lt;br /&gt;essas todas esquinas que me encaram a cada momento.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6812050676491784505-7315861461339082463?l=www.dozetoques.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.dozetoques.com/feeds/7315861461339082463/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6812050676491784505&amp;postID=7315861461339082463' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/7315861461339082463'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/7315861461339082463'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.dozetoques.com/2010/05/esquinas.html' title='Esquinas'/><author><name>Paulo Silva Junior</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17906741555598079970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Y-0EHCXU_B0/S_FxJTJ1AQI/AAAAAAAAANo/v9Mq7kGbCFs/s72-c/DSC01341.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6812050676491784505.post-6958052731949420153</id><published>2010-05-04T02:13:00.005-03:00</published><updated>2010-05-04T02:29:27.578-03:00</updated><title type='text'>Agudo</title><content type='html'>quando ela ligou pra não esperar o alô&lt;br /&gt;e já sair dizendo ligando pra pedir,&lt;br /&gt;por favor,&lt;br /&gt;me esquece,&lt;br /&gt;tudo que ela menos queria era falar assim,&lt;br /&gt;conceder as palavras do início do fim,&lt;br /&gt;té parece,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;que toda a paixão ela saberia esquecer,&lt;br /&gt;desse jeito, de uma vez,&lt;br /&gt;exatamente do jeito que ela fez,&lt;br /&gt;pegar o telefone,&lt;br /&gt;fazer lembrar o número&lt;br /&gt;(pela última vez, pensou)&lt;br /&gt;e me procurar pr´acabar com tudo&lt;br /&gt;ainda sem mais cerimônia, contudo&lt;br /&gt;sem pensar no que fui que sou,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;claro que me deixa surpreso,&lt;br /&gt;confuso, afobado, cabreiro,&lt;br /&gt;me deixa sem saber o porquê&lt;br /&gt;das interrogações que me faço,&lt;br /&gt;criando negativas para as ideias&lt;br /&gt;que tenho, linhas que traço,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e depois dela desligar sem ouvir a resposta que eu preparara antes mesmo de começar a chamar já depois de duas e vinte e poucos da manhã de terça nunca mais atendi aos chamados das madrugadas,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;piiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiip&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;piiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiip&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;corro até a cabeceira, sinto o vibrar daquele agudo e deixo pra lá,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o menor já conta carneirinhos, o maior tem insônia por trabalho,&lt;br /&gt;e os dois dormem neste mesmo corpo, aqui mesmo, sempre,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;se não tenho contra quem me brigar, penso,&lt;br /&gt;o conflito é com meus vários comigo mesmo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6812050676491784505-6958052731949420153?l=www.dozetoques.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.dozetoques.com/feeds/6958052731949420153/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6812050676491784505&amp;postID=6958052731949420153' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/6958052731949420153'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/6958052731949420153'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.dozetoques.com/2010/05/agudo.html' title='Agudo'/><author><name>Paulo Silva Junior</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17906741555598079970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6812050676491784505.post-7366119453723609200</id><published>2010-04-29T02:07:00.002-03:00</published><updated>2010-04-29T02:29:04.049-03:00</updated><title type='text'>sandálias</title><content type='html'>demora, demora demais,&lt;br /&gt;vai passando o tempo e nada&lt;br /&gt;dela chegar, de vir um sinal,&lt;br /&gt;nada, absolutamente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;só tem umas coisinhas que&lt;br /&gt;ela esqueceu por aqui da&lt;br /&gt;última vez que dormiu comigo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ainda era verão, mil novecentos&lt;br /&gt;e noventa e pouco eu acho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(lembraria se fosse depois dos&lt;br /&gt;malditos anos dois mil)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ela esqueceu, põe aí, uma meia&lt;br /&gt;dúzia de coisas e o mais engraçado&lt;br /&gt;é que duas delas eu guardei numa&lt;br /&gt;sacola e tô pra devolver já tem tempo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sandálias e blusa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mas tem outras que ela esqueceu e&lt;br /&gt;vão ficar aqui no quarto pra sempre&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ali debaixo da cama eu consigo ver&lt;br /&gt;uma baita saudade apertada&lt;br /&gt;no canto da parede&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;lá em cima, depois das caixas,&lt;br /&gt;tem o último beijo, guardado,&lt;br /&gt;naquelas tralhas inatingíveis&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;tem na gaveta o derradeiro&lt;br /&gt;eu te amo em forma de voz&lt;br /&gt;baixa antes de dormir&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e, quando deito, tiro do peito&lt;br /&gt;e coloco atrás do travesseiro&lt;br /&gt;este amor gigante que&lt;br /&gt;desperta toda manhã e me&lt;br /&gt;levanta de uma noite,&lt;br /&gt;uma falta,&lt;br /&gt;sem fim&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6812050676491784505-7366119453723609200?l=www.dozetoques.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.dozetoques.com/feeds/7366119453723609200/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6812050676491784505&amp;postID=7366119453723609200' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/7366119453723609200'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/7366119453723609200'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.dozetoques.com/2010/04/sandalias.html' title='sandálias'/><author><name>Paulo Silva Junior</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17906741555598079970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6812050676491784505.post-6680104022196818850</id><published>2010-04-28T01:45:00.008-03:00</published><updated>2010-04-28T02:00:53.086-03:00</updated><title type='text'>Milésimos</title><content type='html'>Aquele salto maior, longo mesmo, não deixa um minuto de puxar minhas pernas para cima, de forçar os pés a abandonar a zona de conforto habitual. Cada instante me parece que ele está mais próximo, mais perto mesmo, junto, prontíssimo para deixar essa insólita satisfação:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;.........................&lt;/span&gt;salta salta salta salta&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;.................&lt;/span&gt;salta&lt;span style="color:#999999;"&gt;...................................&lt;/span&gt;salta&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;........ &lt;/span&gt;salta&lt;span style="color:#999999;"&gt;.....................................................&lt;/span&gt;salta&lt;br /&gt;salta&lt;span style="color:#999999;"&gt;.......................................................................&lt;/span&gt;salta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;; e aproveita para que, enquanto permanecer naquele silêncio eterno do ápice de sua fuga, respire fundo e guarde os grandiosos segundos - pequeninos, de milésimos - como se fossem a melhor amostra já colhida da verdadeira felicidade plena. Pra que quando voltar, não pulse frustração, mas só nostalgia, a mais pura e saudável nostalgia, aquela que me faz perder o sono que, sem me permitir um salto, ainda nem cheguei, de fato, a ganhar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6812050676491784505-6680104022196818850?l=www.dozetoques.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.dozetoques.com/feeds/6680104022196818850/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6812050676491784505&amp;postID=6680104022196818850' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/6680104022196818850'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/6680104022196818850'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.dozetoques.com/2010/04/milesimos.html' title='Milésimos'/><author><name>Paulo Silva Junior</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17906741555598079970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6812050676491784505.post-1753363849218841578</id><published>2010-04-25T23:09:00.003-03:00</published><updated>2010-04-26T00:40:50.651-03:00</updated><title type='text'>´boa noite´</title><content type='html'>A insônia é a imagem semelhança, repetição:&lt;br /&gt;eu e o domingo idênticos, estáticos,&lt;br /&gt;sem a mínima força para nos mudar,&lt;br /&gt;num sentido quase físico, de inércia,&lt;br /&gt;como se tivéssemos predestinados&lt;br /&gt;a não exibir qualquer tipo de reação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De um lado os jornais, velhos;&lt;br /&gt;de outro a tevê, um retângulo-luz;&lt;br /&gt;entre eles, enfim, estas mãos pálidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nenhum ar entrando pelas janelas fechadas&lt;br /&gt;e uma ausência sublime de qualquer&lt;br /&gt;sensação de liberdade otimista,&lt;br /&gt;de 'boa noite', de uma manhã mais...&lt;br /&gt;mais...&lt;br /&gt;mais...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;... tão pouco tem notícia de um mote,&lt;br /&gt;uma razão para fazê-lo mais realizado,&lt;br /&gt;uma receita à felicidade -&lt;br /&gt;(mesmo sem saber direito o que o faz mais,&lt;br /&gt;menos ou tão feliz quanto qualquer base&lt;br /&gt;de comparação inútil e momentânea) -&lt;br /&gt;e por isso o faz com essa falsa tristeza,&lt;br /&gt;completamente tomada por palavras&lt;br /&gt;sóbrias, cinzas, tensas, retas,&lt;br /&gt;objetivas, claras e tão logo diretas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e o tempo passa, e o amanhã,&lt;br /&gt;caro amigo, é mais do mesmo,&lt;br /&gt;é mais eu, é mais domingo,&lt;br /&gt;é mais do mesmo, é isso mesmo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6812050676491784505-1753363849218841578?l=www.dozetoques.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.dozetoques.com/feeds/1753363849218841578/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6812050676491784505&amp;postID=1753363849218841578' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/1753363849218841578'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/1753363849218841578'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.dozetoques.com/2010/04/boa-noite.html' title='´boa noite´'/><author><name>Paulo Silva Junior</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17906741555598079970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6812050676491784505.post-232699142638785789</id><published>2010-04-08T01:29:00.004-03:00</published><updated>2010-04-08T02:17:51.019-03:00</updated><title type='text'>Mundo de Drummond</title><content type='html'>Tal como o mestre Drummond,&lt;br /&gt;tenho apenas duas mãos e o sentimento do mundo,&lt;br /&gt;mas não estou cheio de escravos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho amarras criadas por mim mesmo,&lt;br /&gt;sou servo do meu próprio senhor,&lt;br /&gt;impeço a liberdade que desejo,&lt;br /&gt;saboto minhas ambições palpáveis,&lt;br /&gt;não me permito a tangente que busco,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;bloqueio, de fora pra dentro, vontades do eu,&lt;br /&gt;quebro qualquer tentativa de me enganar,&lt;br /&gt;fujo das idéias de fuga que almejo,&lt;br /&gt;trabalho em me convencer que errar não é certo,&lt;br /&gt;me faço crer no equívoco das minhas certezas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivo me permitindo me impedir, mas&lt;br /&gt;tenho apenas duas mãos e o sentimento do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa delas a dor que aperta,&lt;br /&gt;na outra o conforto efêmero,&lt;br /&gt;ri-go-ro-sa-men-te equilibrados.&lt;br /&gt;No sentimento: o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trocentas vezes maior que o meu coração.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6812050676491784505-232699142638785789?l=www.dozetoques.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.dozetoques.com/feeds/232699142638785789/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6812050676491784505&amp;postID=232699142638785789' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/232699142638785789'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/232699142638785789'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.dozetoques.com/2010/04/mundo-de-drummond.html' title='Mundo de Drummond'/><author><name>Paulo Silva Junior</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17906741555598079970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6812050676491784505.post-4013692823276542955</id><published>2010-04-07T02:31:00.002-03:00</published><updated>2010-04-07T02:46:21.707-03:00</updated><title type='text'>Lamentos</title><content type='html'>Cada noite uma esperança fúnebre&lt;br /&gt;que morre ao esperar os sonhos&lt;br /&gt;e faz ir à Lua apenas as frustrações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesma terça de insônia pesada&lt;br /&gt;que não tem hora pra acabar&lt;br /&gt;enquanto o filme ainda roda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Roda o filme, roda.&lt;br /&gt;Heróis roliudianos, formatos repetidos.&lt;br /&gt;E minhas personagens que não constam na programação?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O nosso eterno problema é acreditar que nossos dias&lt;br /&gt;são sequências de um filme que não pode ser escrito&lt;br /&gt;tornando nossos erros desculpas de um destino errado&lt;br /&gt;enquanto tecemos linhas sem nenhuma função prática&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e os sequentes lamentos se mantém&lt;br /&gt;junto dos esperados remorsos, porém&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não trazem consolo para a eterna omissão de nossos sentimentos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6812050676491784505-4013692823276542955?l=www.dozetoques.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.dozetoques.com/feeds/4013692823276542955/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6812050676491784505&amp;postID=4013692823276542955' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/4013692823276542955'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/4013692823276542955'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.dozetoques.com/2010/04/lamentos.html' title='Lamentos'/><author><name>Paulo Silva Junior</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17906741555598079970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6812050676491784505.post-1836276455011573715</id><published>2010-04-06T00:04:00.003-03:00</published><updated>2010-04-06T00:48:49.023-03:00</updated><title type='text'>Negativos</title><content type='html'>O Pedro adorava tirar foto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passava daquelas emoções amadoras, sabe, aquela coisa que de longe você vê transpirar paixão mesmo. Toda graninha que sobrava no final do mês o Pedro usava pra comprar uma lente, uma câmera nova, um pedestal, um flash fodido - e a merda da empresa pagava bem seus funcionários, menos eu, o Pedro e o Heitor, os três fodidos que ganhavam, sei lá, coisa de um terço do que recebiam o resto dos peões (que a hipocrisia nos fazia chamar 'grupo de colaboradores').&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí a gente se reunia na tela de alguém por ali pra ver as fotos do Pedro. Que sensibilidade, olha que eu, que sempre fui um mero leigo na arte da fotografia - tá, sei perceber a diferença de uma foto com um olhar diferente, mas me parece tão óbvio que qualquer um nota; não saberia ver de fato algum avanço ou peculiaridade técnica na coisa, gostava pra cacete daqueles retratos tão simples que ele fazia em seus passeios pelo Ibirapuera, seus cochilos no metrô Conceição, alguns feriados prolongados no sítio ou na praia ou na janela do apartamento na Santa Cecília.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o Pedro amava de moda antiga, namorado aos dezesseis, noivo aos vinte, morando junto aos vinte e poucos. E fotos. Fotos, fotos e mais fotos nos equipamentos pago com cada minuto que batia o cartão naquela merda de ferramentaria moderna. Falsa, né. Duas dezenas de peões que não percebiam o quanto suavam pras madames seguirem comprando presentes a suas cadelinhas que cagam em Higienópolis. Em dólar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas teve um dia que Pedro chegou mais nervoso que o habitual, cara amarrada, calça social. Pela primeira vez concordou comigo - caralho, chefe cretina! - e eu só entendi a agressividade do mais amável dos fotógrafos amadores da linha azul do metrô quando ele me contou. Ela tinha partido. Não se sabe se amante, se dinheiro, se loucura, mas ela, a futura mãe dos filhos a serem fotografos por nosso velho Pedro tinha caído fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E Pedro parou de fotografar. Parou de fotografar aqueles pássaros que só ele parecia ver na janela ali do segundo andar. Janela pra mim tão sem graça, de vidro sujo e com uma São Paulo que me dava asco, feita com riscos de asfalto e carros e ônibus e mais carros além da meia dúzia de pessoas que atravessavam a rua naquela altura tão movimentada quanto carente de vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Denis, a foto que eu mais esperava, não vai mais ser revelada. Eu vivi pra um dia conseguir tirar uma foto que representasse o meu amor. Cheguei perto, mas o perdi, e não vejo mais sentido em procurá-lo com meus negativos encobrindo o pescoço, a mochila com meus roteiros, os braços com minhas câmeras que só mantive para a foto final. E quem tiraria a foto é você, amigo. Tiraria a foto que eu esperei pra colocar no porta-retrato definitivo, da minha vida."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses dias vi o Pedro no banco, mas preferi não falar com ele, queria guardar a lembrança do artista mais foda que conheci. Ele tava bem, com aparência jovem, animado, bem humorado, soltou até uma brincadeira com o caixa, alguma merda do Corinthians. Por coincidência, um dia depois daquele café eu sai do trabalho. Larguei mesmo, cansei, perdi a vontade. Sai do Bradesco e mandei uma mensagem pra ele, alguma coisa como "tá sumido, ein fotógrafo filho da puta, rs",&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;pra no outro dia de manhã, acordar com um "cadê você, caralho? vem tirar a foto, porra".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Peguei um filme do Almodovar, comprei umas Heinekens e fui pro metrô. Cheguei na casa do Pedro, bati na porta e ele gritou um êntra!. No sofá, tava abraçado com uma câmera nova, enquanto outra, aquela primeira, esperava por meu dedo indicador na posição perfeita, na altura ideal, com apenas um buraco do filme ainda não preenchido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TIC!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui embora, bêbado, e viveu feliz para sempre, o Pedro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6812050676491784505-1836276455011573715?l=www.dozetoques.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.dozetoques.com/feeds/1836276455011573715/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6812050676491784505&amp;postID=1836276455011573715' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/1836276455011573715'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/1836276455011573715'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.dozetoques.com/2010/04/negativos.html' title='Negativos'/><author><name>Paulo Silva Junior</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17906741555598079970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6812050676491784505.post-3048907887288267190</id><published>2010-04-01T01:22:00.002-03:00</published><updated>2010-04-01T01:30:45.379-03:00</updated><title type='text'>Sonífero</title><content type='html'>Peço uma imensidão de infinitos soníferos pra curar essa falta de chão pra meus pés.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma simples porção duradoura pressa noite, que dê um mínimo de sentido pra meu sono de outono - que acorda, come, bebe, anda, espera, trabalha, fala, ouve, sobe, escreve, envia, avisa, escreve, envia, avisa, espera, espera, espera, espera, desce, anda, bebe, come e já se dá novamente com a tensão do ir ou não para o deitar sem sonhos nem esperanças de um sol mais claro no logo amanhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só peço por isso uma forte dose que me permita repousar sem os questionamentos de tempo todo, sem a culpa pela falta de apoio para decisões tão difíceis, ou pela tímida forma com que me porto diante dos meus desafios tão únicos quanto intimidadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fico com a insônia.&lt;br /&gt;Talvez o único jeito de evitar o risco que é dormir para não mais acordar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6812050676491784505-3048907887288267190?l=www.dozetoques.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.dozetoques.com/feeds/3048907887288267190/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6812050676491784505&amp;postID=3048907887288267190' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/3048907887288267190'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/3048907887288267190'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.dozetoques.com/2010/04/sonifero.html' title='Sonífero'/><author><name>Paulo Silva Junior</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17906741555598079970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6812050676491784505.post-8777498836988149849</id><published>2010-03-30T00:39:00.004-03:00</published><updated>2010-03-30T02:31:27.920-03:00</updated><title type='text'>Caneta bique</title><content type='html'>&lt;em&gt;Agosto de 2007&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;O clímax da ingenuidade tinha rastros de cocaína, depressão disfarçada em quatro tiros de dez reais o pino pego na saudosa favela do coca-cola. Mas houve reação. Um livro saiu com capa dura e tudo, noventa e cinco poemas que pintavam o otimismo sem métrica, apesar de algumas dúzias de versos dedicados ao mais sensível poder da melancolia efêmera. A doce incoerência pesava pelos oitenta quilos e colecionava gozos mal resolvidos em camas espalhadas pelos subúrbios da zona sul, acordando, ainda bêbado de aguardente com groselha, nas manhãs de sábado de sol. Quando pouco mais longe de casa, tomava um ônibus com a camisa surrada de pó e álcool em meio aos trabalhadores da cidade-dormitório; quando mais perto, subia a pé coisa de quilômetro e meio, média na padaria e jornal pra fingir pra cabeça que o dia está só começando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Maio de 2008&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;A angústia foi ganhando ares de sobriedade - vez ou outra passou a armar o beque com mais calma e tragar va-ga-ro-sa-men-te aquele cansaço de horas de trabalho, estudos, futebol, mulheres, papéis na gaveta, problemas em casa, atrasos, desorganizações em série, mais trabalho, menos estudos, menos paciência, de novo os papéis da gaveta. E a medida que a idade avançava, aquele olhar espontâneo soava mais experiente, não que isso significasse não repetir os mesmos erros deixados em rascunhos de caneta bique. Deixava um pouco de lado as loucuras de outrora - bolsos cheios de vale transporte e sem relógio nem carta de despedida - e trocava as conversas inconsequentes por um pouco mais de objetividade irônica. Nem que isso custasse conhecer que vida, mesmo, era o que aprenderia a lidar a partir dali.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6812050676491784505-8777498836988149849?l=www.dozetoques.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.dozetoques.com/feeds/8777498836988149849/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6812050676491784505&amp;postID=8777498836988149849' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/8777498836988149849'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/8777498836988149849'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.dozetoques.com/2010/03/caneta-bique.html' title='Caneta bique'/><author><name>Paulo Silva Junior</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17906741555598079970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6812050676491784505.post-5556720776955473832</id><published>2010-03-25T22:08:00.002-03:00</published><updated>2010-03-26T00:24:13.645-03:00</updated><title type='text'>Pés ainda cobertos</title><content type='html'>Vazia, noite de calor mais uma&lt;br /&gt;que me faz varar de olhos abertos&lt;br /&gt;pensando em escrever uma coisa&lt;br /&gt;bonita pra te mandar de manhã&lt;br /&gt;e você ler de pés ainda cobertos&lt;br /&gt;deitada na cama, sempre bonita,&lt;br /&gt;já penso em chegar desde a noite,&lt;br /&gt;sorridente, esperando um carinho&lt;br /&gt;meu, e te encher com um monte&lt;br /&gt;de promessas mal feitas, repetidas&lt;br /&gt;combinadas já comigo mesmo&lt;br /&gt;de idéias que vejo em filmes de ficção&lt;br /&gt;aquelas frases velhas, batidas,&lt;br /&gt;de tão fáceis se tornam até engraçadas&lt;br /&gt;já que te vi sorrindo de canto&lt;br /&gt;tímido, como me acostumei a ser&lt;br /&gt;do dia que te fitei de saia verde,&lt;br /&gt;blusa branca e sandálias&lt;br /&gt;gargalhadas por horas a fio,&lt;br /&gt;toque de mãos, arrepio,&lt;br /&gt;e aquele monte de coisa sem querer,&lt;br /&gt;mesmo,&lt;br /&gt;vai saber.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6812050676491784505-5556720776955473832?l=www.dozetoques.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.dozetoques.com/feeds/5556720776955473832/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6812050676491784505&amp;postID=5556720776955473832' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/5556720776955473832'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/5556720776955473832'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.dozetoques.com/2010/03/pes-ainda-cobertos.html' title='Pés ainda cobertos'/><author><name>Paulo Silva Junior</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17906741555598079970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6812050676491784505.post-5814886370351872270</id><published>2010-03-05T13:54:00.008-03:00</published><updated>2010-03-05T14:23:06.121-03:00</updated><title type='text'>a resposta é uma vírgula</title><content type='html'>enquanto eu aqui trabalho numa mesa branca de computador velho branco daqueles com suporte pra monitor ao lado de uma caneca improvisada de porta-canetas um calendário rabiscado alguns livros alguns jornais outros tantos bloquinhos daquele que jornalista ganha um telefone daqueles que você olha e já sai pressionando o zero pra dar linha uma garrafa de água quente pra variar um fone de ouvido pra eu ouvir coisas do trabalho e também trabalho de coisas como reggae nacional ou música popular brasileira mas enfim já me alonguei muito eu ia dizendo que enquanto eu aqui trabalho tem um senhor de sapato marrom calça social cinza ex-preta cinto que combina com a calça e uma camisa branca pra dentro da calça que elegância escrita nas costas sou sindicalizado e você ? e esse senhor simpático por sinal afinal trocamos umas idéias quando eu cheguei e a redação ainda fazia ecos lá pelas onze e poucos da manhã então esse senhor é vidraceiro ou seja ele tá andando num degrauzinho da janela de costas pra mim enquanto coloca os novos vidros velhos vidros que quando o senhor foi quebrar sujou toda minha mesa mas foi ótimo afinal também bati uns papos com a senhora que veio aqui limpar ajudei ela e agora tô aqui dividindo meu trabalho com a leitura das costas da camiseta do senhor o problema é que eu tenho um sério toque uma coisa mais forte que eu que quando eu leio alguma coisa e fico pensando nela já era eu fico lendo o tempo todo eu olho pra camisa do senhor como se ela fosse um painel pronto pra sair me fazendo perguntas me questionando perguntando não só se eu sou sindicalizado mas querendo saber porque eu não liguei pro meu amor pra dizer um eu te amo porque eu nunca mandei aquele vizinho filho da puta tomar no cu porque eu nunca pedi desculpas pros meus pais porque eu nunca entrego os documentos no prazo ou então chegar e perguntar alguma coisa pesada que um operário padrão como eu pode ter de responder ei meu amigo você é feliz ?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6812050676491784505-5814886370351872270?l=www.dozetoques.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.dozetoques.com/feeds/5814886370351872270/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6812050676491784505&amp;postID=5814886370351872270' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/5814886370351872270'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/5814886370351872270'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.dozetoques.com/2010/03/sem-respostas.html' title='a resposta é uma vírgula'/><author><name>Paulo Silva Junior</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17906741555598079970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6812050676491784505.post-6552367424505863733</id><published>2010-03-01T22:45:00.000-03:00</published><updated>2010-03-01T23:37:00.795-03:00</updated><title type='text'>atropelado</title><content type='html'>O problema maior não é ter achado que gastou o tempo discutindo contra o espelho, soltando teorias futebolísticas sem fundamento, medindo forças com a garrafa de conhaque, relevando idéias difusas que xingam o trânsito,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;por isso o cara saiu puto pra caralho do trabalho, pegou o bilhete único e atravessou aqueles sessenta e seis quilômetros em quatro conduções diferentes pra vestir o macacão dez minutos atrasados que lhe custaram um prato-feito de multa, aí vai pegar o telefone pra ligar pra mulher grávida que gemeu de dor a madrugada inteira de vinte e oito graus no funil do capão redondo e o encarregado - "chinês filho da puta que veio pro meu país virar meu chefe", pensou-disse baixo - grita um belo de um "porra, vai trabalhar vagabundo",&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;quatro horas e meia de chaplin em tempos modernos pra ir almoçar já com vontade de vomitar aquele asco que prende a garganta que toma água da torneira desde mil novecentos e setenta e seis, quando chegou em são paulo pro pai trabalhar na mooca e ganhar o que hoje não vale um chicabon por hora, pra mãe trabalhar na cadeia e tirar uma caixa de babalú por semana,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a parte da tarde passa mais rápido, mas não adianta o relógio com as mãos, adianta olhando aquela cara cansada, de barba mal feita e tristeza sob os olhos, adianta pedindo um novo sócrates de titular na seleção brasileira (mesmo frustrado com o comunismo que aprendeu num livro que a velha trouxe da penitenciária), adianta trocando a coca cola pelo mais amargo dreher que já se teve notícia - coisa de dois real o litro e ainda deixa pendurar, adianta mandando o mundo tomar no cú enquanto ri de um cachorro atropelado no meio da são joão:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"podia ser eu".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6812050676491784505-6552367424505863733?l=www.dozetoques.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.dozetoques.com/feeds/6552367424505863733/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6812050676491784505&amp;postID=6552367424505863733' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/6552367424505863733'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/6552367424505863733'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.dozetoques.com/2010/03/atropelado.html' title='atropelado'/><author><name>Paulo Silva Junior</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17906741555598079970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6812050676491784505.post-5239228636479616400</id><published>2010-01-19T23:15:00.000-02:00</published><updated>2010-01-19T23:28:03.072-02:00</updated><title type='text'>Voltou a chover</title><content type='html'>Não chovia há pelo menos quatro verões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até que as nuvens que de vivos azuis migraram gradualmente para um cinza fosco nem claro nem escuro se mostraram cheias novamente como eu me acostumei a ver na primeira metade da década - coisa de dois mil e um, dois, três, quatro, cinco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carregadas, as nuvens brancas e gordas despencam neste janeiro atípico porém nem tão imprevisível; chuvas são esperadas no verão, tempestades não, tempestades das dezenove de terça à zero hora de quarta não são assim tão comuns; apesar de eu sempre ter odiado a expressão chuva de verão, porra, chuva é chuva, umas vem pra ficar e outras tão de passagem sobre tua cabeça, por isso nunca tive a ganância de rotulá-las ainda quando o sol vai se pondo no oeste da minha frustração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, porque a chuva ora é boa ora é ruim, mas sempre assusta - assusta o peso das nuvens nas costas, a cheia de questões em forma de poça d´água, ou a força do temporal que cai na janela de madeira aqui do lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chove muito, e o pior não é o fato em si - o pior é pensar viver num constante banho de sol.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6812050676491784505-5239228636479616400?l=www.dozetoques.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.dozetoques.com/feeds/5239228636479616400/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6812050676491784505&amp;postID=5239228636479616400' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/5239228636479616400'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/5239228636479616400'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.dozetoques.com/2010/01/voltou-chover.html' title='Voltou a chover'/><author><name>Paulo Silva Junior</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17906741555598079970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6812050676491784505.post-3143953872049616577</id><published>2009-03-19T02:04:00.000-03:00</published><updated>2009-03-19T02:42:08.184-03:00</updated><title type='text'>Cafeína em conta-gotas</title><content type='html'>&lt;span style="color:#999999;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Y-0EHCXU_B0/ScHSy4Ud-jI/AAAAAAAAAM8/Y7V60VC_e_w/s1600-h/DSC00669.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5314760806827424306" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Y-0EHCXU_B0/ScHSy4Ud-jI/AAAAAAAAAM8/Y7V60VC_e_w/s320/DSC00669.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Está cansado da pressa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Madrugada de quinta-feira, café já frio no copo americano e um videotape de futebol na televisão. Algumas bolachas, salgadas. Há pelo menos quatro verões, sofre daquela insônia intelectual: questiona os trechos de livros que lhe foram oferecidos desde a alfabetização; pergunta-se o quão intenso é aquele curso de graduação que chegara ao final; implora pelo fim da vida enquanto receita de bolo, como se um ingrediente a mais ou a menos significasse menor projeção num futuro previsível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;O time de amarelo pressiona, vai virar o jogo. O café chega ao fim. Às bolachas, farelos para debaixo da saudade.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Decidira ter calma. Cadência. Definitivamente não foi feito para acelerar tal como os mortais que agonizam a cada noite em claro. Estabelecera metas claras, mas sentira que não quer cumprí-las. Quer saber como buscar o improvável. Tornar surpresa a própria expressão do rosto sob o espelho do amanhecer, e fazer inesquecível o mais comum crepúsculo visto da janela do trem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Pressão dos amarelos, que parecem ter cafeína nas veias e seguem atacando noite dentro. Só levanto se for pra achar que roubou minha nostalgia.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À frente, os estudos, frios, objetivos e descartáveis do tipo fotocópia. O trabalho que se formula numa série de repetições do mesmo tema. As conversas desgastadas, de amizades que se fundem entre novas e velhas, mas penam numa cabeça sem repentinas novidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Contra-ataque dos de preto. O futebol é mesmo incrível. Dúvida é se meu pessimismo tem forças para deixar o campo de defesa.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Amores de complicada resolução. Era uma pessoa pouco didática. Completara vinte anos e onze meses com a certeza de acordar cada dia mais incerto com seus conceitos. Embaralhados. Do tipo de cartas que querem parecer combinadas num jogo de azar, mas saem em ordem inversa e soam como derrota premeditada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;em&gt;A torcida grita e insiste. O copo clama por mais café. Eu clamo por gritos que possam ser ouvidos no mais amplo dos palcos.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Música baixa, não há motivos para comemorar. Um dia houveram? Nem punk para um rock, muito menos bossa nova pra aqueles sambinhas João Gilberto. Pesado para o reggae, talvez chegou a hora em que ele deixara que o único som seja das batidas de um coração sem ritmo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Os amarelos venceram. A cafeína venceu, passou. Mais uma dose de paciência ou caio de pé .&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6812050676491784505-3143953872049616577?l=www.dozetoques.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.dozetoques.com/feeds/3143953872049616577/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6812050676491784505&amp;postID=3143953872049616577' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/3143953872049616577'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/3143953872049616577'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.dozetoques.com/2009/03/cafeina-em-conta-gotas.html' title='Cafeína em conta-gotas'/><author><name>Paulo Silva Junior</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17906741555598079970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Y-0EHCXU_B0/ScHSy4Ud-jI/AAAAAAAAAM8/Y7V60VC_e_w/s72-c/DSC00669.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6812050676491784505.post-4589963700507500005</id><published>2008-12-29T19:00:00.000-02:00</published><updated>2008-12-29T19:27:26.354-02:00</updated><title type='text'>Por trás das cortinas de Shakespeare (ou resposta à Natureza Cinza)</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Y-0EHCXU_B0/SVk7p_XgiyI/AAAAAAAAALw/KT7xppEydKU/s1600-h/DSC00520.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5285321230266698530" style="WIDTH: 281px; CURSOR: hand; HEIGHT: 192px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_Y-0EHCXU_B0/SVk7p_XgiyI/AAAAAAAAALw/KT7xppEydKU/s320/DSC00520.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tão distante quanto o paraíso, a natureza pura,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;singela e selvagem aparece em forma de tons&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;de azul - céu e mar que se fundem na melhor&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;das simetrias deixadas pelos traços finos que&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;vão se encontrar no horizonte; em raios de &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;giz pastel verde, que nas folhas fazem os&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;degradês dignos de pintura em minúcias; e&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;ainda o brilho do amarelo do sol e areia, de pés&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;e cabeças sem pressa nem passadas largas&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;demais; só selvagem, apenas pura e singela.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A natureza omite aqueles tais tons de cinza.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na representação da mais bela forma de&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;existência, de amor ou de liberdade, mesmo &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;que não em forma definitiva e duradoura, &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;mas, mesmo efêmera, existência esta que&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;se torna intensa e sábia no espelho da frieza&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;superficial das passadas largas comunais.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Como se de algum jeito uma sensibilidade&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;do interior de cada gota de queda d´agua&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;ou da epiderme de um simples animal&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;nativo façam luz e cor em nossas idéias e &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;sentidos. Que ao menos tem sentido, tenha cor.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E torne cada dia mais a natureza, ora tão&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;cinza, num embaralhado de tonalidades&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;claras, escuras, breves ou longas, mas&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;que sejam intensas. De punho forte e &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;harmonia ímpar, sensivel e sinceramente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6812050676491784505-4589963700507500005?l=www.dozetoques.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.dozetoques.com/feeds/4589963700507500005/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6812050676491784505&amp;postID=4589963700507500005' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/4589963700507500005'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/4589963700507500005'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.dozetoques.com/2008/12/por-trs-das-cortinas-de-shakespeare.html' title='Por trás das cortinas de Shakespeare (ou resposta à Natureza Cinza)'/><author><name>Paulo Silva Junior</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17906741555598079970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Y-0EHCXU_B0/SVk7p_XgiyI/AAAAAAAAALw/KT7xppEydKU/s72-c/DSC00520.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6812050676491784505.post-8368462978562084843</id><published>2008-12-15T21:10:00.000-02:00</published><updated>2008-12-15T21:33:04.404-02:00</updated><title type='text'>Natureza Cinza</title><content type='html'>&lt;p align="left"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Y-0EHCXU_B0/SUbkFShbl_I/AAAAAAAAALI/6369KHG7CCU/s1600-h/natureza_cinza.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5280158392661022706" style="WIDTH: 337px; CURSOR: hand; HEIGHT: 80px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Y-0EHCXU_B0/SUbkFShbl_I/AAAAAAAAALI/6369KHG7CCU/s320/natureza_cinza.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;Naqueles sonhos de um lugar ideal para se viver, fantasiava as mais famosas e exóticas demonstrações de vida e natureza, como se todo o mal vestisse cores neutras ou sem o brilho do mais puro verde das folhas de mata original e do mais radiante amarelo que cruza tais folhas em forma de luz de sol.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Assim, aquele aglomerado de tijolos, asfalto e concreto, das calçadas que se vê no chão e dos arranha-céus vistos onde o próprio nome já diz cortar, figuram no imaginário da mais utópica fantasia como a não-representação da liberdade, da beleza, da essência do respirar a pureza da própria existência.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;E então deixa a imaginação levar a rotina para aquelas flores e espinhos tão harmônicos da mais perfeita construção natural. Do pisar no mato seco que estala e esquarteja a sinfonia dos pássaros que cantam, como se combinassem dita sintonia.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mas acorda na sua própria vida. Real. Em vários tons de preto, sobre alguns de branco.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Naquela natureza cinza.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Que ainda espera um risco de giz pastel, um derrubado balde de tinta, um mero traço de lápis ou um capricho - o mais singelo capricho, que traga à vida mais cor.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6812050676491784505-8368462978562084843?l=www.dozetoques.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.dozetoques.com/feeds/8368462978562084843/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6812050676491784505&amp;postID=8368462978562084843' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/8368462978562084843'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/8368462978562084843'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.dozetoques.com/2008/12/natureza-cinza.html' title='Natureza Cinza'/><author><name>Paulo Silva Junior</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17906741555598079970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Y-0EHCXU_B0/SUbkFShbl_I/AAAAAAAAALI/6369KHG7CCU/s72-c/natureza_cinza.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6812050676491784505.post-8461851328981253961</id><published>2008-12-03T00:31:00.000-02:00</published><updated>2008-12-03T01:11:21.656-02:00</updated><title type='text'>Racionaliza</title><content type='html'>&lt;em&gt;Quantos sonhos de mais pura alegria&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;não são antecedidos por insônia de tristeza,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;doce e sóbria lembrança doentia&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;não vêem pesadelo na mais simples beleza.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Nostalgia singela sem tomar nota atenta&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;de rabiscos sem ordem e nem direção,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;passado feliz que presente fomenta&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;raciona o amor, emociona a razão.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;E assim tentou dar razão àquelas questões que não cansa de elaborar enquanto as gotas da primeira chuva de dezembro continuam a&lt;br /&gt;e&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;....&lt;/span&gt;s&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;..&lt;/span&gt;c&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;......&lt;/span&gt;o&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;........&lt;/span&gt;r&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;.........&lt;/span&gt;r&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;.......&lt;/span&gt;e&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;...........&lt;/span&gt;g&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;..&lt;/span&gt;a&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;....&lt;/span&gt;r&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sobre a madeira da janela do quarto abafado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Junto d´agua, caem as lágrimas na mesa que tão se acostumou a segurar os cotovelos enquanto escrevia ou dava gargalhadas com a televisão. Mas já previa que, às terças-feiras, os versos se tornariam tão raros quanto as risadas em alto e bom som.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ritmo passou a ter cadência.&lt;br /&gt;O amor, calma.&lt;br /&gt;E a chuva, pressa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixe-a escorregar e seguir o caminho que preferir:&lt;br /&gt;entre os vãos da janela,&lt;br /&gt;a água derrama o vazio e preenche&lt;br /&gt;os espaços deixados&lt;br /&gt;por esta paixão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6812050676491784505-8461851328981253961?l=www.dozetoques.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.dozetoques.com/feeds/8461851328981253961/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6812050676491784505&amp;postID=8461851328981253961' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/8461851328981253961'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/8461851328981253961'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.dozetoques.com/2008/12/racionaliza.html' title='Racionaliza'/><author><name>Paulo Silva Junior</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17906741555598079970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6812050676491784505.post-1006525134329868551</id><published>2008-11-14T12:21:00.000-02:00</published><updated>2008-11-14T13:03:17.995-02:00</updated><title type='text'>Vinicius</title><content type='html'>&lt;em&gt;'Não há com o que sonhar, a realidade é dura. Pior é que todas as formas que a imaginação busca para burlar a verdade são apenas ironias com a vida, utopias de um arrependimento que beira a nostalgia descontrolada'.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No verão cansou-se daqueles discursos que estava acostumado a fazer. "Quem os ouve?", pensava em meio ao trabalho de digitador. Queria ver as palavras escorregarem e se tornarem idéias concretas (apesar de ser fã dos teóricos). O problema é que sentia-se acorrentado naquela rotina de sono mal dormido, café mal passado, trabalho mal feito e amores mal resolvidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;'Demtre todos os meus males, o pior ainda é o mal da felicidade. O estar feliz otimista me ilude, me faz não enxergar as mazelas e tapa todas as injustiças que cometo com minhas prioridades, e os erros que sigo a fazer tropeçar em meus sentimentos'.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;A palavra é a mais nobre das riquezas. Continuava escrevendo e construindo roteiros de um crepúsculo menos dolorido. Verbos de ligação e eufemismos, seus preferidos. O que dizer do aposto, tão usado, entre aquelas vírgulas. Lia Machado, mas queria ter sido Vinicius.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;É claro que a vida é boa&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;E a alegria, a única indizível emoção&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;É claro que te acho linda&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Em ti bendigo o amor das coisas simples&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;É claro que te amo&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;E tenho tudo para ser feliz&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Mas acontece que eu sou triste...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Repetia tal poema de Vinicius aos quatro cantos. "Ser triste é uma virtude, oras", baforou na cara de um senhor tão bêbado quanto, numa mesa da São João. "Triste é o que não ama, meu caro. Se é claro que a vida é boa e é claro que tens o amor, que faz lamentando a infindável busca da felicidade, homi?" Não teve resposta, o gelo já derretia e uma lágrima caiu sobre a cachaça quase amarela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Mais porre, menos porre&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Me limito a enxugar minha embriaguez&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Vida plena de difícil garantia&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Felicidade doentia&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Não encontro outro vez&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6812050676491784505-1006525134329868551?l=www.dozetoques.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.dozetoques.com/feeds/1006525134329868551/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6812050676491784505&amp;postID=1006525134329868551' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/1006525134329868551'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/1006525134329868551'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.dozetoques.com/2008/11/vinicius.html' title='Vinicius'/><author><name>Paulo Silva Junior</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17906741555598079970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6812050676491784505.post-6965753033695441367</id><published>2008-11-06T14:32:00.000-02:00</published><updated>2008-11-06T14:46:44.490-02:00</updated><title type='text'>Irene</title><content type='html'>A liberdade era poder sentir-se presa por vontade própria, enfim, livre na própria segurança, ou ainda, otimista à autêntica agonia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daquele olhar de pele frágil e pensamentos tímidos restou muito pouco. Trocou a face de menina parda pela feição de uma mulher européia. Passou a ter firmeza nas palavras e confortar os sentimentos presos por algum motivo passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;'Nada de lápis ponta fina,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;ou resistência às folhas sem cor,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;hoje escrevo de mais negra tinta,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;adjetivo os nomes&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;que guardava rancor'&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6812050676491784505-6965753033695441367?l=www.dozetoques.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.dozetoques.com/feeds/6965753033695441367/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6812050676491784505&amp;postID=6965753033695441367' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/6965753033695441367'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/6965753033695441367'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.dozetoques.com/2008/11/irene.html' title='Irene'/><author><name>Paulo Silva Junior</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17906741555598079970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6812050676491784505.post-8432368204200467849</id><published>2008-10-29T12:14:00.000-02:00</published><updated>2008-10-29T12:19:12.504-02:00</updated><title type='text'>Duas da manhã</title><content type='html'>Muito tempo, muito.&lt;br /&gt;Muito tempo de ócio.&lt;br /&gt;Muito tempo reclamando da falta de tempo.&lt;br /&gt;E a falta de tempo mostra que tempo falta.&lt;br /&gt;Tempo falta para que deixe de faltar tempo.&lt;br /&gt;É tempo.&lt;br /&gt;Tempo de questionar o tempo.&lt;br /&gt;Enquanto você tem tempo.&lt;br /&gt;E me faz falta.&lt;br /&gt;Falta.&lt;br /&gt;Tanto tempo.&lt;br /&gt;Tanto tempo que me falta.&lt;br /&gt;Tanto tempo de você.&lt;br /&gt;E tanta falta do teu tempo.&lt;br /&gt;Que falta.&lt;br /&gt;E faz.&lt;br /&gt;Falta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6812050676491784505-8432368204200467849?l=www.dozetoques.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.dozetoques.com/feeds/8432368204200467849/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6812050676491784505&amp;postID=8432368204200467849' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/8432368204200467849'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/8432368204200467849'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.dozetoques.com/2008/10/duas-da-manh.html' title='Duas da manhã'/><author><name>Paulo Silva Junior</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17906741555598079970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6812050676491784505.post-3115221622606094344</id><published>2008-08-14T02:48:00.000-03:00</published><updated>2008-08-14T03:18:51.977-03:00</updated><title type='text'>embaçado</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Y-0EHCXU_B0/SKPIWRq4P6I/AAAAAAAAAHI/p2Vq015ZpG4/s1600-h/DSC00412.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5234247476960575394" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" height="289" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_Y-0EHCXU_B0/SKPIWRq4P6I/AAAAAAAAAHI/p2Vq015ZpG4/s320/DSC00412.JPG" width="209" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Vejo-te em cada passo como o fundo de um copo.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Naqueles copos grandes, com bebida consistente, tipo chopp, te vejo. Copos que duram para que vá bebendo devagar, copos de final de semana. Copos que nos chamam para sentar horas e mais horas, copos, de muitos goles. Copos, largos, de degustação complexa, copos de bar, copos que estão cheios por toda a história daquela madrugada. Copos que, por tantas noites, ouviram nossas filosofias correrem por aquelas mesas de madeira.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;E então nos copos do tipo requeijão, de bebida simples, copos com cerveja, sempre te vejo. Copos coloquiais, de crepúsculo de dia comercial, de cevada fria, copos que se servem de garrafas. Copos de amizade, copos de padaria, daqueles em que se brinda forte, copos de gargalhadas. Copos que, por tantas vezes, sentiram nosso carinho implícito pairar sobre o aquele ar abafado.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;E te vejo nos copos americanos, de bebidas menores, mais intensas. Copos de gosto curto, e paladar ardido. Copos rápidos, copos de quem quer sugar cada gole daquela essência. Copos que me levam da realidade, copos, só copos, que escutam meus desabafos de boemia só. Copos que, por tantas batidas no balcão, lamentaram minha saudade que derretera num pequeno cubo de gelo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Vejo-te em forma de nossas histórias em cada fundo de copo.&lt;br /&gt;Da bebida que chega do garçom, que divide o litro ou que queima a garganta.&lt;br /&gt;Vejo-te num copo aconchegante, cheio de doses de amor:&lt;br /&gt;mesmo embaçado, com o melhor gosto teu,&lt;br /&gt;doce, meu mais nobre sabor.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6812050676491784505-3115221622606094344?l=www.dozetoques.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.dozetoques.com/feeds/3115221622606094344/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6812050676491784505&amp;postID=3115221622606094344' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/3115221622606094344'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/3115221622606094344'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.dozetoques.com/2008/08/embaado.html' title='embaçado'/><author><name>Paulo Silva Junior</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17906741555598079970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Y-0EHCXU_B0/SKPIWRq4P6I/AAAAAAAAAHI/p2Vq015ZpG4/s72-c/DSC00412.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6812050676491784505.post-1572926798977953944</id><published>2008-07-21T23:03:00.000-03:00</published><updated>2008-07-22T00:29:38.683-03:00</updated><title type='text'>limpador de trilhos</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_Y-0EHCXU_B0/SIVUGG5wL-I/AAAAAAAAAHA/YFajyuk7ids/s1600-h/dozetoques1.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5225675406542122978" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_Y-0EHCXU_B0/SIVUGG5wL-I/AAAAAAAAAHA/YFajyuk7ids/s200/dozetoques1.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Há histórias que são notoriamente fortes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Firmes, esbanjam consistência. Têm vida própria, coragem, autonomia. Realmente há passagens que se sustentam pelo que são, pela beleza, pela trajetória incrível e espontânea, pela sinceridade com que foram construídas, pela surpresa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E parece até fácil perceber e entender o porquê de tais causos se tornam tão inesquecíveis nas cabeças e corações que os viveram ou que deixaram de vivê-los.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E todas as estrofes, versos, prosas, imagens e sons fazem referência à tal romance.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a certeza é que todo esse passado efêmero foi forte o bastante, feito ferrovia que aguenta a tempestade e o trem mais pesados e que corre o risco, como toda linha de trem, de enferrujar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas envelhecem de passagem de tempo natural, outras de descaso.&lt;br /&gt;A nossa, ainda não sei dizer se resistirá às intempéries dessa paixão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não me importo de ser o eterno limpador de nossos trilhos.&lt;br /&gt;No teu mais duro frio, mais difícil calor.&lt;br /&gt;Até que possa ver passar o vagão que vai carregado.&lt;br /&gt;Cheio, respirando.&lt;br /&gt;A essência de nosso amor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6812050676491784505-1572926798977953944?l=www.dozetoques.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.dozetoques.com/feeds/1572926798977953944/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6812050676491784505&amp;postID=1572926798977953944' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/1572926798977953944'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/1572926798977953944'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.dozetoques.com/2008/07/limpador-de-trilhos.html' title='limpador de trilhos'/><author><name>Paulo Silva Junior</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17906741555598079970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_Y-0EHCXU_B0/SIVUGG5wL-I/AAAAAAAAAHA/YFajyuk7ids/s72-c/dozetoques1.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6812050676491784505.post-6266106142611463794</id><published>2008-07-14T02:19:00.000-03:00</published><updated>2008-07-14T03:01:37.772-03:00</updated><title type='text'>sem mais notas</title><content type='html'>Ó labuta, que trazes nesta segunda-feira de inverno?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma dose de alegria, ao menos,&lt;br /&gt;algumas frases prontas de consolo rápido,&lt;br /&gt;quem sabe uma mensagem de efeito,&lt;br /&gt;um dia perfeito,&lt;br /&gt;sem jeito!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sei,&lt;br /&gt;que tal segunda-feira não me trará nenhuma nota musical,&lt;br /&gt;poema, inspiração,&lt;br /&gt;gargalhada até descontraída,&lt;br /&gt;emoção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sei,&lt;br /&gt;que tal manhã demorará para passar,&lt;br /&gt;tarde ainda mais demorada,&lt;br /&gt;noite que penso em tudo,&lt;br /&gt;em nada,&lt;br /&gt;em qualquer razão infundada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segunda-feira, traga ao menos a sensibilidade&lt;br /&gt;de tornar-se nostalgia boa,&lt;br /&gt;empurra os ponteiros,&lt;br /&gt;e voa,&lt;br /&gt;me leva pra longe daqui,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mesmo que num outro mundo todo dia for segunda-feira,&lt;br /&gt;mas que no mundo longe&lt;br /&gt;esteja perto de ti.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6812050676491784505-6266106142611463794?l=www.dozetoques.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.dozetoques.com/feeds/6266106142611463794/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6812050676491784505&amp;postID=6266106142611463794' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/6266106142611463794'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/6266106142611463794'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.dozetoques.com/2008/07/sem-mais-notas.html' title='sem mais notas'/><author><name>Paulo Silva Junior</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17906741555598079970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6812050676491784505.post-9111639640627797924</id><published>2008-07-06T23:48:00.000-03:00</published><updated>2008-07-07T00:10:27.181-03:00</updated><title type='text'>núpcias</title><content type='html'>Me convidou para dançar mais perto,&lt;br /&gt;aceitei na hora,&lt;br /&gt;e fui escrevendo por alguns minutos no metrô paulistano:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"de pele morena me chama a atenção,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;desfila, não anda, frente a mim&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;e me encanta,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;e canta,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;até o fim...,"&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;E S T A Ç Ã O R E P Ú B L I C A E S T A Ç Ã O R E P Ú B L I C A E S T A Ç Ã O R E P Ú B L I C A E S T A Ç Ã O R E P Ú B L I C A E S T A Ç Ã O R E P Ú B L I C A E S T A Ç Ã O R E P Ú B L I C A E S T A Ç Ã O R E&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Feito o trem que corre com seus rostos, letreiros,&lt;br /&gt;sonhos, caras, encontros e despedidas),&lt;br /&gt;fechei o bloco e coloquei no bolso de pano,&lt;br /&gt;andei pelas travessas inacabadas do centro&lt;br /&gt;esperei-a em silêncio e copos de cerveja,&lt;br /&gt;coração que pulsa forte,&lt;br /&gt;lateja,&lt;br /&gt;com a surpresa de um primeiro olhar,&lt;br /&gt;da paixão de uma noite de núpcias&lt;br /&gt;à simplicidade de um bar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"olá!"&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Era o início do fim dos meus dias.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6812050676491784505-9111639640627797924?l=www.dozetoques.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.dozetoques.com/feeds/9111639640627797924/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6812050676491784505&amp;postID=9111639640627797924' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/9111639640627797924'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/9111639640627797924'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.dozetoques.com/2008/07/me-convidou-para-danar-mais-perto.html' title='núpcias'/><author><name>Paulo Silva Junior</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17906741555598079970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6812050676491784505.post-3096860898243329941</id><published>2008-07-01T12:20:00.000-03:00</published><updated>2008-07-01T12:40:24.988-03:00</updated><title type='text'>míope</title><content type='html'>Ao velho samba, os discos&lt;br /&gt;às velhas sensações, a nostalgia&lt;br /&gt;à rotina, uma dose de reflexões em pleno horário comercial, enquanto o sol cinza, quadrado, queima sobre minhas costas míopes&lt;br /&gt;sim, míopes&lt;br /&gt;como se não conseguissem assistir, de longe, todo esse passado, curto&lt;br /&gt;que ficou para trás,&lt;br /&gt;mas que tento carregar de algum lado,&lt;br /&gt;das costas&lt;br /&gt;ou do peito&lt;br /&gt;que, também míope,&lt;br /&gt;não pôde ver que todo aquele clímax chegara ao fim,&lt;br /&gt;mas que não deixara de justificar os meios,&lt;br /&gt;e fazer valer cada noite,&lt;br /&gt;desde o começo,&lt;br /&gt;tão vago quanto intenso,&lt;br /&gt;romântico quanto contemporâneo,&lt;br /&gt;simples, bonito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À história,&lt;br /&gt;essa sim, assistira com perfeição meu coração,&lt;br /&gt;mas que,&lt;br /&gt;míope,&lt;br /&gt;não consegue pulsar mais de vinte e cinco quilômetros de ti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rejeito os remédios,&lt;br /&gt;qualquer medida que me faça vê-la tão longe,&lt;br /&gt;prefiro,&lt;br /&gt;espero cego,&lt;br /&gt;você perto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para te ver num singelo abraço ao som daquela noite de sábado.&lt;br /&gt;"Sem par também dá pra dançar,&lt;br /&gt;não sei porém,&lt;br /&gt;todos os passos,&lt;br /&gt;perco o compasso".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6812050676491784505-3096860898243329941?l=www.dozetoques.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.dozetoques.com/feeds/3096860898243329941/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6812050676491784505&amp;postID=3096860898243329941' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/3096860898243329941'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/3096860898243329941'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.dozetoques.com/2008/07/mope.html' title='míope'/><author><name>Paulo Silva Junior</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17906741555598079970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6812050676491784505.post-2001064129762981580</id><published>2008-06-30T02:14:00.002-03:00</published><updated>2008-06-30T02:15:17.571-03:00</updated><title type='text'>la vida después de usted - passional reciente</title><content type='html'>No sé lo que tenía derecho&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Mas tenho certeza que soubera de tudo&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ha tomado la brisa que sopló del norte&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Como se o vento calmo fosse feito para nós&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Regalo intenso, pasado incierto&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Futuro que chega sem tanto mistério&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que bate en nuestro pecho fuerte&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Como se formássemos uma só rítmica de amor&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6812050676491784505-2001064129762981580?l=www.dozetoques.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.dozetoques.com/feeds/2001064129762981580/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6812050676491784505&amp;postID=2001064129762981580' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/2001064129762981580'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/2001064129762981580'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.dozetoques.com/2008/06/la-vida-despus-de-usted-passional.html' title='la vida después de usted - passional reciente'/><author><name>Paulo Silva Junior</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17906741555598079970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6812050676491784505.post-464169143932975867</id><published>2008-06-30T02:14:00.001-03:00</published><updated>2008-06-30T02:14:41.884-03:00</updated><title type='text'>o tempo que tudo é pouco</title><content type='html'>Dias primeiros costumam ser os primeiros dias.&lt;br /&gt;Desde abril, de mentira.&lt;br /&gt;De maio, do primeiro frio compartilhado.&lt;br /&gt;Ou de junho, muito mais gelado, porém não menos quente.&lt;br /&gt;Como se a folha que cai do calendário tivesse o mérito de fazer da noite especial.&lt;br /&gt;Ou se apenas fosse a metáfora de uma real folha que cai ou nasce em alguma parte de mim.&lt;br /&gt;Feito as que caíram no último outono.&lt;br /&gt;Ou que nascem já esperando a primavera próxima.&lt;br /&gt;Enquanto isso, trocamos as mãos no inverno.&lt;br /&gt;Sob o termômetro dos onze graus:&lt;br /&gt;um beijo.&lt;br /&gt;Doce.&lt;br /&gt;De frio, de calor, de razão, de amor.&lt;br /&gt;Mas doce.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6812050676491784505-464169143932975867?l=www.dozetoques.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.dozetoques.com/feeds/464169143932975867/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6812050676491784505&amp;postID=464169143932975867' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/464169143932975867'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/464169143932975867'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.dozetoques.com/2008/06/o-tempo-que-tudo-pouco.html' title='o tempo que tudo é pouco'/><author><name>Paulo Silva Junior</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17906741555598079970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6812050676491784505.post-7059971268107011690</id><published>2008-06-30T02:13:00.003-03:00</published><updated>2008-06-30T02:13:59.753-03:00</updated><title type='text'>seus amores, seus vícios</title><content type='html'>Olhou para o espelho e viu aquele rosto nu: indagava-se sobre o que escondem os olhos de menino e tais pálpebras calejadas, a boca seca do conhaque em dia útil, os sinais de mais um resfriado de outono, as marcas de espinhas adolescentes, a velha camisa do time do coração que tornara-se roupa de dormir com qualquer cueca velha, o rádio no pé da cama - anda tão desligado, os livros encalhados com seus inúmeros marcadores de página sem memória, uma muralha da china de revistas e jornais que guardara por considerá-los relevantes - para quando?, as caixas dos cds obsoletos, os pôsteres de futebol, qualquer revista de partitura reggae e a caixinha de relógio que virou cofre para os trocos do salário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhou para o espelho e viu muito mais que a metáfora daquele rosto que assiste há tempos: questionava a dificuldade em ser entendido, em explicar seus amores, seus vícios, sua vontade incondicional em abraçar e salvar o mundo, em trabalhar por conta própria, em dedicar o tempo àquela paixão platônica e à leitura das crônicas de Vinicius - aquele sim, me ajudara a explicar para viver um grande amor, em fazer o bem, rir, gargalhar da mais bem feita ironia ou do mais cruel sarcasmo, questionava o prazer em ser aquela mudança constante, de uma simplicidade até caipira e de uma carência juvenil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhou para o espelho e viu uma mistura de dúvida e instabilidade, uma parte amor outra razão, ora que se entrega à vulnerabilidade ora que se apóia em certezas de sexta-feira. Olhou para o espelho com a vontade de nunca mais encarar aquele reflexo desfocado, de olhar sem direção e sorrisos com gosto de lágrimas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tirou o espelho da sala, ligou para ela e contou a mais bonita história de amor que lembrara. "É meu vício", consolava-se.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6812050676491784505-7059971268107011690?l=www.dozetoques.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.dozetoques.com/feeds/7059971268107011690/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6812050676491784505&amp;postID=7059971268107011690' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/7059971268107011690'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/7059971268107011690'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.dozetoques.com/2008/06/seus-amores-seus-vcios.html' title='seus amores, seus vícios'/><author><name>Paulo Silva Junior</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17906741555598079970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6812050676491784505.post-7024939670653285021</id><published>2008-06-30T02:13:00.001-03:00</published><updated>2008-06-30T02:13:23.772-03:00</updated><title type='text'>sobre o baixo mais grave</title><content type='html'>Acabara de completar vinte e dormira pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Favorável aos reggaes amadores in loco e copos de plástico, lamentara o fato de que o amadurecimento musical quase nunca segue as tendências. Quem dera entendesse se aqueles metais soprados em seus ouvidos eram fruto de alguma negligência instrumental de qualquer canto da América (baixistas de Trinidad e Tobago, Vila Isabel ou Rudge Ramos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Facilmente era convencido que um guitarrista solo do Nordeste ou aquele trio roots do Norte traziam-lhe uma harmonia incrível para a cabeça. Trabalhara por meses e mais meses revesando os discos no computador, como se fossem antídotos para aquele pacote de informações sem tom nem distorção. De remédios vindo de garagens paulistas até os grandes estúdios da Califórnia, todos buscando um equilíbrio em forma de som.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A leveza das cordas e do sopro fizeram com que a sensibilidade se tornasse única. A tranquilidade levara às nuvens, em forma de pequenas sensações momentâneas e ímpares. A batida da percussão no peito que sente frio esquenta, como se toda aquela canção desejasse compartilhar o ritmo com o de cada coração sem paixão definida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A positividade da cabeça, a liberdade aos pés e um toque de mãos são naturais. Um abraço nos seis minutos e meio de dub podem ser questão de tempo, dissera ao esperar a entrada do trompete. Um beijo leve e inesquecível no refrão que clama o amor, vindo do palco improvisado no canto do salão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6812050676491784505-7024939670653285021?l=www.dozetoques.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.dozetoques.com/feeds/7024939670653285021/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6812050676491784505&amp;postID=7024939670653285021' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/7024939670653285021'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/7024939670653285021'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.dozetoques.com/2008/06/sobre-o-baixo-mais-grave.html' title='sobre o baixo mais grave'/><author><name>Paulo Silva Junior</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17906741555598079970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6812050676491784505.post-2490322882320156240</id><published>2008-06-30T02:12:00.001-03:00</published><updated>2008-06-30T02:12:52.699-03:00</updated><title type='text'>luz de portugal</title><content type='html'>pare ao meu lado e deite sobre meu ombro&lt;br /&gt;feche os vidros, eles fazem voar seus cabelos&lt;br /&gt;deixe a música no volume que lhe agrada&lt;br /&gt;estacione o mundo dali em diante&lt;br /&gt;respire ofegante&lt;br /&gt;pense em nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;esquece por um tempo assuntos debatidos&lt;br /&gt;releve as idéias pressionadas em seu pensamento&lt;br /&gt;faz de nossa vida um sonho, em Portugal&lt;br /&gt;beije nossos cheiros&lt;br /&gt;sinta nossos beijos&lt;br /&gt;tão real-passional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;intensifique nossos minutos de amor&lt;br /&gt;dê gargalhadas de nossas histórias&lt;br /&gt;conte-me sua dúvida, seu sim, seus nãos&lt;br /&gt;cante o refrão do reggae&lt;br /&gt;e me carregue&lt;br /&gt;nas mãos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6812050676491784505-2490322882320156240?l=www.dozetoques.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.dozetoques.com/feeds/2490322882320156240/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6812050676491784505&amp;postID=2490322882320156240' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/2490322882320156240'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/2490322882320156240'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.dozetoques.com/2008/06/luz-de-portugal.html' title='luz de portugal'/><author><name>Paulo Silva Junior</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17906741555598079970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6812050676491784505.post-2305907656128312746</id><published>2008-06-30T02:11:00.000-03:00</published><updated>2008-06-30T02:12:04.345-03:00</updated><title type='text'>a mentira é minha</title><content type='html'>por muito tempo tentei provar que um factóide qualquer se tornava literatura, ou que aqueles sábados que fingia sair sem rumo eram todos seus. hoje, me declaro num gelo que sobe no copo americano ou numa pinga servida num plástico de metro. meus porres de amor são tão meus, deixe-me enganar toda minha rotina de novo, fingir que os cotovelos no balcão são opção, não necessidade, e que o troco pouco me importa enquanto conto as moedas escondido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não me convide para compartilhar dessas idéias sem fundamento. me exclua desta vida real, quero viver a minha de mentira, com meu itinerário alheio ao palco principal e aos olhares intimistas. quero ir embora sem deixar vestígios, ouvindo o Mato Seco no volume que dribla os vidros do carro emprestado. "A resistência". A minha, a de quem? Volto a escrever um embaralhado de líricos em página, feito aquele velho reggae do meu obsoleto walkman ou os pôsteres do time do coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;cansei das tuas verdades. a fantasia me faz tão bem. prefiro sonhar em hollywood colorido que seguir com esse filme mudo-preto-e-branco.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6812050676491784505-2305907656128312746?l=www.dozetoques.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.dozetoques.com/feeds/2305907656128312746/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6812050676491784505&amp;postID=2305907656128312746' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/2305907656128312746'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/2305907656128312746'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.dozetoques.com/2008/06/mentira-minha.html' title='a mentira é minha'/><author><name>Paulo Silva Junior</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17906741555598079970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6812050676491784505.post-1477265579022132301</id><published>2008-06-30T02:10:00.000-03:00</published><updated>2008-06-30T02:11:40.664-03:00</updated><title type='text'>a fim de voltar</title><content type='html'>colocou a cabeça no travesseiro, desligou e Tim Maia e olhou para o teto com nítida certeza: está apaixonado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o frio na barriga vem a cada aparição dela. seja numa mensagem eletrônica ou na voz pelo telefone. sente uma harmonia única, uma paixão platônica se tornando cada vez mais realidade. o Pedro resolveu que a hora é dela, a noite é dela, o abrir dos olhos é dela. Passional ao extremo, exageradamente romântico, faz de tudo para que a simetria siga na mais perfeita sensação que há entre eles. Ela mexe com Pedro. "Você mexe comigo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"tento me segurar, mas não deixo de pensar em ti"&lt;br /&gt;"queria olhar nos seus olhos"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;já não consegue trabalhar. o dia demora, quer logo vê-la. um paradoxo entre manter esse sentimento de vontande descontrolada de tê-la e a intenção de que passe logo esse filme que tem de chegar ao final feliz. vira pro lado da parede, pro chão, liga a tv. aquele sorriso, os cabelos nos ombros. o simples toque de mãos, uma gargalhada que fita a boca. Pedro quer viver para aquele carinho ímpar, uma sensibilidade e uma leveza que nunca sentira antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;''porra, mas como assim, Pedro?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ele não consegue me explicar. fala que não se lembra de ter perdido o sono por alguém. que daquela vez era tudo muito natural, bom, saudável. que sentia uma necessidade grande de manter o contato com ela, da maneira que fosse. para que o sonho que começou a se tornar realidade ficasse cada vez mais próximo daquele travesseiro velho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;''estou aqui, sempre''&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sabemos disso, Pedro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6812050676491784505-1477265579022132301?l=www.dozetoques.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.dozetoques.com/feeds/1477265579022132301/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6812050676491784505&amp;postID=1477265579022132301' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/1477265579022132301'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/1477265579022132301'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.dozetoques.com/2008/06/fim-de-voltar.html' title='a fim de voltar'/><author><name>Paulo Silva Junior</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17906741555598079970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6812050676491784505.post-6868956660393975032</id><published>2008-06-30T02:09:00.002-03:00</published><updated>2008-06-30T02:10:14.787-03:00</updated><title type='text'>mármore velho</title><content type='html'>O Pedro gosta de sentar em bancos junto ao balcão. Sente-se firme com os antebraços apoiados no mármore, firma o copo na mão direita enquanto a esquerda articula, ao vento, alguma tese política infundada. "Tenho afinidade com a corrente esquerdista dessa nova postura latino-americana, mas não me apego ao macro. Política para mim é sentar no balcão da esquina...", Pedro tem aversão aos amontoados de mesas de ferro, daquelas que, de costume, colocam-se quatro cadeiras, juntam duas para que se sentem seis ou várias para um bando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquela coisa de sentar ao balcão com dois amigos era muito mais fantástico. Pedro sempre tentou me convencer que, naqueles bancos fixos de beira de balcão, o cara que senta no meio sempre terá a melhor história da noite. Sei lá, baita viagem, mas comecei a perceber e me parece uma teoria real. O Pedro, já pressentindo juntar ficção com a meia realidade de suas mentiras de sempre, sentou no único dos bancos disponíveis. Como que de maneira predestinada, levantam-se os dois ébrios do recinto: à esquerda senta-se Freitas, à direita, Dênis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As mulheres estão na mesa, claro. A pouca experiência que temos nos leva a perceber que, em botecos frequentados por Pedro, Freitas e Dênis, as mulheres, das duas, uma: ou passam por menos de um minuto - ida ao banheiro, sempre acompanhada, e dose de bebida quente com dinheiro trocado, ou sentam à mesa, querendo mostrar naturalidade naquela troca de olhares manjada, com regulares desvios ao cine-corujão que já chega à parte final. Mulheres no balcão, coisa rara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aquele trio, esses sim eu conheço de longa data. Não me lembro de grandes sucessos em abordagens do tipo balcão-mesa, eles são bons é de copo. Não que isso seja demérito, mas é tão engraçado esse paradoxo entre a solidão dos bebedores de balcão e a carência de uma mulher. Não consigo pensar se aqueles três têm uma paixão de verdade, ou se conseguem escrever cartas de amor, eu vejo sim três jornalistas que gostam de álcool, sexo e futebol, não sei se nessa ordem, acho até que não. Mais uma vez (puta que pariu, o Pedro não pode ler isso) não considero vaga essa trinca de prioridades, pelo contrário, felizes aqueles que as têm (quero ver o Pedro negar).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mal conversamos sobre isso, mas sinto no Pedro um tesão incontrolável por essa rotina. Sim, o Pedro vai conhecer a mãe dos seus filhos (fodidos!) numa dessas, vai conhecer uma parada que seja tão fã da cevada, de cana e de trepada. Sim, o Pedro eu me arrisco a dizer que ainda é um cara muito, digamos, sei lá, frio. Frio não, ele me parece quente até demais, o cara queima, soa vitalidade. Mas não deve pulsar por uma mulher de meia-idade, nem uma menina da distante faculdade de comunicação, o Pedro é só. Mas ele gosta disso, ele é um isolado tão bem acompanhando, um filha da puta que de mais solitário tem a presença daquelas mãos e copos e vestidos e calças baixas, geralmente de blusa preta e algum afinidade com o rock de garagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ontem o Pedro mudou. Ainda não consegui entender se é a mudança de casa, a labuta que mal paga o amarrotado da camisa ou algum rancor familiar novo, mas o Pedro mudou. O velho não é mais visto nas mesmas ruas de sempre, com aquele carro velho nas esquinas da Augusta e alguns contos mal escritos. Pedro tem exagerado nas vírgulas, enquanto isso, se apóia num balcão que parece não resistir. E ceder, feito mármore velho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6812050676491784505-6868956660393975032?l=www.dozetoques.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.dozetoques.com/feeds/6868956660393975032/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6812050676491784505&amp;postID=6868956660393975032' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/6868956660393975032'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/6868956660393975032'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.dozetoques.com/2008/06/mrmore-velho.html' title='mármore velho'/><author><name>Paulo Silva Junior</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17906741555598079970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6812050676491784505.post-3496430945840632771</id><published>2008-06-30T02:09:00.001-03:00</published><updated>2008-06-30T02:09:47.888-03:00</updated><title type='text'>outono ou nada</title><content type='html'>o verão está para acabar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;nesses últimos minutos, Pedro lembra de uma estação que viveu de amores gelados, bancos com suor e cansaço. calor sim, muito calor, algumas mudanças. tais mutações fizeram a estação ser realmente a de temperatura mais alta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;daquele vinte e poucos de dezembro até aqui, Pedro dormiu na rua e no motel mais caro. viu o Dylan e o Mato Seco, começou a reler Machado de Assis e arrumou a bicicleta. não, não casou, Pedro ainda é um cara difícil. "Penso que nem eu sei mais o que pensar de minhas reações", cala-se Pedro. a naturalidade desse paulistano de cara neo-esquerdista é uma virtude tão defeituosa, "mas preciso me explicar a cada dia", chora, Pedro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o outono promete dias melhores, "piores", falaria o filha-da-puta. meu otimismo me faz prever um sábado melhor a cada sexta, não importa o tamanho do desgosto daquele gole de madrugada. ponho a cabeça no travesseiro e olho para o teto: caralho, o verão já foi. não resolvi minhas paixões, mal arrumei a cama e ainda calo às indagações dela. as velhas roupas íntimas, desculpas de sempre, mentiras de nunca. o Pedro fica lá, feito uma goteira de lágrimas na escrivaninha do bloquinho sem espiral, haja preguiça. a Ana não quer mais nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e o teto não me responde o porquê da ficção ter se tornardo tão real nesse verão. horas e mais horas de recorde de trânsito, de confusos paradoxos que se entrelaçam nesta cabeça. a augusta ficou longe, aquele amor de dias de semana parece ter se perdido nas mesas da esquina, assim como apareceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;reclamo a indiferença de meus olhares sem nexo; grito à quarta-feira nostálgica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não sei se espero o próximo verão ou lamento o fim deste. por mais que tenha sido, outono ou nada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6812050676491784505-3496430945840632771?l=www.dozetoques.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.dozetoques.com/feeds/3496430945840632771/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6812050676491784505&amp;postID=3496430945840632771' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/3496430945840632771'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/3496430945840632771'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.dozetoques.com/2008/06/outono-ou-nada.html' title='outono ou nada'/><author><name>Paulo Silva Junior</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17906741555598079970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6812050676491784505.post-7533550175032860888</id><published>2008-06-30T02:08:00.000-03:00</published><updated>2008-06-30T02:09:15.184-03:00</updated><title type='text'>Monossilábico</title><content type='html'>Desde o tempo que resolvi me dedicar às letras, aguardo uma resposta tua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por enquanto tem me levado, há anos, com respostas de advérbios de negação monossilábicos, NÃO. Negativo ao sonho da viagem a Viena, do casamento na prainha branca ou de uma coleção de discos do Tim Maia. Tudo bem que me contento àqueles beijos no carro parado em frente à garangem do Ademir e teu sonho em ver bandas da moda em apresentações gratuitas no parque central. Quero ouvir Acenda o Farol no volume vinte e seis, com as caixas do volks prata vibrando a cada grave do soul verde-amarelo, e tua boca se misturando com meu suor de quinta-feira (desligue o telefone), puta que o pariu, sexta cedo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A praça segue lá: feita de árvores densas, não traz gente caminhando, mas sim amores perdidos do outono passado. A estação está para chegar, as nuvens dão o cartão de visita e nada de oração positiva tua. Me apeguei ao jeito que você nega minhas investidas, sou um grande filho da puta de inocência maior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Procuro um médico. O maior dos de sapato branco sugere uma receita à base de ti. Imploro pela vacina, pela injeção, pelo genérico. Me deparo com sonhos, apertos e saudades das mais intensas formas de você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O porquê de não desistir chega em força racional. Meio passional, com doses de coragem esporádicas, te amo sim, feito filme que pede pipoca e o anti-herói chora a falta do amor. Estou te esperando ao fim da linha, nunca fora leitora de minhas letras em detalhes, troco-as por um abraço que apague essas linhas tortas. Vem?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6812050676491784505-7533550175032860888?l=www.dozetoques.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.dozetoques.com/feeds/7533550175032860888/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6812050676491784505&amp;postID=7533550175032860888' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/7533550175032860888'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/7533550175032860888'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.dozetoques.com/2008/06/monossilbico.html' title='Monossilábico'/><author><name>Paulo Silva Junior</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17906741555598079970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6812050676491784505.post-7849743913745375561</id><published>2008-06-30T02:07:00.001-03:00</published><updated>2008-06-30T02:07:40.797-03:00</updated><title type='text'>cedo</title><content type='html'>o rádio-relógio desperta alto pra caralho (até que eu baixe) e pega uma fala do Zé Paulo no Pulo do Gato, 'a Prefeitura alterou a mão da rua do estacionamento do shopping Santa Cruz, entre as ru...', me preparo para o meu mundo, onde tudo é tão mais simples: escovada nos dentes, lentes míopes nos olhos e a primeira camiseta não-futebolística (ou mais ou menos isso) no corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Zé chama o Milton Neves, atraso sessenta segundos para ouvir uma bobeira esportiva. e então ligo meu próprio rádio, mal sintonizado, sem muitos ouvintes, mas com uma programação particular - uma piada pra contar, uma garota de ipanema pra sonhar ou um sonho a ver de fato.&lt;br /&gt;até a redação são dez minutos, meia dúzia de semáforos religiosamente vermelhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o horário é menos comercial que o usual, até que me sinto bem. embaralhado de idéias mal terminadas e outras bem começadas, notícias jogadas ao vento eletrônico e pautas e mais pautas em forma de bloco de notas. no meio tempo me pego pensando nas minha mania de não pensar em nada, olhar fixamente prum ponto e questionar minhas razões de estar ali. auto-crítica constante, mútua, com um eu mesmo que está não sei bem onde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;até o campus, mais uma meia-hora de rádio bandeirantes, o vento já não sopra o cabelo que tratei de aparar. sofro de excessiva nostalgia crônica, e já me recordo do romântico passo anterior como se tivesse sido o último. preciso viver de agora, vinte e seis minutos de mais uma terça amena, novidades poucas, muita água e um comprimido que me faça gritar em overdose de coragem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6812050676491784505-7849743913745375561?l=www.dozetoques.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.dozetoques.com/feeds/7849743913745375561/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6812050676491784505&amp;postID=7849743913745375561' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/7849743913745375561'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/7849743913745375561'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.dozetoques.com/2008/06/cedo.html' title='cedo'/><author><name>Paulo Silva Junior</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17906741555598079970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6812050676491784505.post-350035814468047467</id><published>2008-06-30T02:06:00.001-03:00</published><updated>2008-06-30T02:06:59.455-03:00</updated><title type='text'>bússola</title><content type='html'>explico que não desejo mais um suor a cada sexta-feira, cansei de loucuras em copos americanos, sair sem hora pra voltar, não planejar os bilhetes, nem o itinerário, nem se chego pro café ou pro jantar. é, a insistência pela não repetição dos fatos se tornou tão rotineira quanto, me sinto tão mais do mesmo, como naquela noite em que deitamos após o gozo e rimos sem parar [isso já dura ao menos inúmeras vezes]. sinto que é hora de tomar o caminho de casa, voltar aos costumes tradicionais e dar menos mérito à displiscência. posso ser mais algumas vezes aquela pessoa sem referências nem pontos cardeais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;desde que meu norte seja ti.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6812050676491784505-350035814468047467?l=www.dozetoques.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.dozetoques.com/feeds/350035814468047467/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6812050676491784505&amp;postID=350035814468047467' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/350035814468047467'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/350035814468047467'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.dozetoques.com/2008/06/bssola.html' title='bússola'/><author><name>Paulo Silva Junior</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17906741555598079970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6812050676491784505.post-564007426592857055</id><published>2008-06-30T02:05:00.000-03:00</published><updated>2008-06-30T02:06:15.196-03:00</updated><title type='text'>próxima estação</title><content type='html'>&lt;p&gt;o pedro era um cara difícil, ainda. largou os bilhetes de metrô, mas ainda mantinha o medo constante de se apaixonar a cada estação. a inquietação era abafada por um azar insuperável com as mulheres: pedro era piada famosa entre vizinhos e colegas de sala. certa vez, foi enganado de forma que acabou viajando e levando um bolo em outro estado, sem contar as inúmeras investidas em casadas de meia-idade que gargalhavam de sua cara cheia de espinhas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;até que nas vésperas de um dos carnavais mais quentes de que ele teve notícia, a sorte apareceu para pedro. ele sentia-se bem, mesmo com o mesmo cabelo, quase tapando o mesmo par de olhos claros-calejados mesmo, mesmo sem roupas novas ou barba mais bem feita - pedro tinha aversão a cremes para o rosto.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;incrível como pedro, após ler um qualquer escrever fazendo amizades de bancadas de balcão, com o gole do copo gelado esperando o gole do corpo quente embassar todas as minhas vidraças, começou a crer na idéia. largava o banco pontualmente às dezesseis, pegava o sem carona e corria pro centro de são paulo. chegava lá ainda sol e sempre se arrependia, muito calor, bom para a bebida gelada, ruim para o suor junto à bancada.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;numa sexta dessas, parou na frei caneca e desceu a augusta, passou pelas padarias cheias de pessoas tão igualmente diferentes e riu daquela uniformidade ímpar. entrou num clube qualquer (não confunda com um prostíbulo, famosos naquela região). conheceu uma menina de sobrenome famoso. meio rock alternativo, morena de pele branca e macia.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- olá.&lt;br /&gt;- oi, como vai?&lt;br /&gt;- sempre falta companhia pras pessoas que aguardam na fila do banheiro...&lt;br /&gt;- pois é. [pausa sem pauta]&lt;br /&gt;- vamos pegar uma cerveja...&lt;/p&gt;&lt;p&gt;a conversa durou ainda horas, o pedro não contou com detalhes. talvez ele ainda não esteja a vontade para falar disso comigo, afinal, como disse, mulher nunca foi o forte do pedrão. mas incrível, o cara parou de reclamar do banco e começou a se dar bem. com a Ana, o papo da fila pra mijar rendeu uma pegada das boas num canto da música eletrônica, drum n'bass num volume que ele reclamou por toda a fila do caixa de segunda-feira.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- porra, ressaca de segunda-feira pós-festas é foda, banco lotado do caralho.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;falou por um bom tempo dela. sai com ela até hoje, tem um carinho que nunca vi o pedrão ter por uma fêmea. sim, ele sempre tratou o sexo oposto assim, na maré ruim. até que lembrou de uma sexta anterior. entrou, com três camaradas e mais eu, num barzinho legal daquelas bandas. tocou um samba antigo, como sempre, pedro ficou pra trás na corrida pelas mulheres de uma noite só. mas aí ele olhou, ela olhou, mexeu (- caralho, to aprendendo!) e rolou uma conversa, de início ainda mais louco que a anterior. meio jazz, de jeito suave e dançante.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- pedro.&lt;br /&gt;- liana.&lt;br /&gt;- curte o que?&lt;br /&gt;- quem?&lt;br /&gt;- vamos pegar uma cerveja...&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Disse ter passado uns quarenta minutos explicando vida e obra de algum artista, ela ouvindo com atenção. tinha um olhar de menina, dizia querer ser dentista, fazer intercâmbio. como um eduardo e mônica, pedro gostava de novela e jogava futebol de botão com seu avô... liana, mesmo sendo linda, acabou não vingando, no fim parece que nem de dentista ela gostava.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- porra, quando eu penso que vai dar certo, a mina deu o telefone e sumiu...&lt;/p&gt;&lt;p&gt;pensamos que tinha acabado, e lá vinha o pedro com história. agora disse que tava numa festa carioca com uns amigos da faculdade, e tentou, com o mesmo papinho, testar a sorte. meio ska, punk, rápida e intensa.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- já vai?&lt;br /&gt;- tava esperando tu me chamar.&lt;br /&gt;- vamos pegar uma cerveja...&lt;/p&gt;&lt;p&gt;caralho, que fase em pedro, porra. subiu as escadas com a piranha, foi pro canto escuro, ele bêbado, ela mais ainda, e que foi aquilo. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;- porra, se eu contar vocês não acreditam...&lt;br /&gt;- fala, filho da puta, tá começando agora e quer botar banca... &lt;/p&gt;&lt;p&gt;ela abriu o zíper, ele tirou o cinto. (puta que pariu, aqui!?) Pedro só viu quando os carinhos já eram mais intensos, o tesão incrível, a música não chegava mais nos ouvidos com nitidez, os olhos brancos, as pessoas todas estáticas, ele, ela, ele, ela. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;- foi bom te conhecer.&lt;br /&gt;- prazer é meu, srta...&lt;br /&gt;- larissa.&lt;br /&gt;- feliz ano novo, larissa.&lt;br /&gt;- pra ti também.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;puta que pariu, a galera foi a loucura, o pedro tava representando naquela noite. pediu mais duas heineken e minha porção favorita de amendoins, a mista - verdes, laranjas e tradicionais. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;- lembram daquela do trampo...&lt;/p&gt;&lt;p&gt;risadas e mais risadas. tá, ele não tinha porque mentir, mas do nada, assim, em tão pouco tempo (lembro de ter visto o pedro pouco antes do natal) ele teria tantas histórias, e boas, assim? começou contar que marcou de tomar uma gelada numa noite dessas. Ela, linda, encantadora. meio beatles, meio bossa nova.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- que noite linda.&lt;br /&gt;- gostou?&lt;br /&gt;- muito né.&lt;br /&gt;- gabriela.&lt;br /&gt;- pedro.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;realmente ele tinha mudado, impressionante a capacidade que estava de lidar com as situações. tinha se tornado um ídolo da galera, mais três geladas, quando, mais pra lá que pra mesa que sentávamos, remeteu ao amor do colégio.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- ah, a amanda...&lt;/p&gt;&lt;p&gt;tinha saído com ela dias atrás, como naquelas fugas que eles faziam para ouvir reggae, fumar maconha e tomar vinho, muito vinho. diz ser sempre tão bom, tão espontâneo, saudável. meio bob marley, harmoniosa e tão próxima.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- te amo.&lt;br /&gt;- também te amo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;boquiabertos. era quase carnaval e realmente, mais três geladas, ele não podia chegar pro pedro. era bom ver o velho amigo assim, feliz, contente, mas algo parecia estranho. o pedro das histórias não era o pedro das histórias, aquele cara quase-sem-espinhas que largou o estágio em comunicação pro emprego no banco. ganhando mais e se fudendo mais, mas porra, ele é batalhador, gente boa. tudo bem que mulher é fase, como já dizia a velha canção, mas ele tinha encanado com isso, não sei, mudou ele de alguma forma. mais três geladas, gritaram, pedi meu duelo, chamei-o num canto para dividir o amendoim e comecei a entender o que havia acontecido.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- meu carro quebrou.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;continuava a ter medo de se apaixonar a cada estação.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6812050676491784505-564007426592857055?l=www.dozetoques.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.dozetoques.com/feeds/564007426592857055/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6812050676491784505&amp;postID=564007426592857055' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/564007426592857055'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/564007426592857055'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.dozetoques.com/2008/06/prxima-estao.html' title='próxima estação'/><author><name>Paulo Silva Junior</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17906741555598079970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6812050676491784505.post-1645703237398125709</id><published>2008-06-30T02:04:00.001-03:00</published><updated>2008-08-14T02:48:26.070-03:00</updated><title type='text'>de vidro</title><content type='html'>&lt;p&gt;corpos quentes - copos gelados - embaçam feitos de vidro.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;do ABC ao Centro - ambos do Lado B - são tantos vinte e cinco quilômetros, uns três litros de combustível prum um ponto oito. do Anchieta ao Frei Caneca, o vento na cara sopra João Gilberto e Ponto de Equilíbrio, deixa de saudade pras lombadas de reflexão, árvore do reggae pros arranques de quinta marcha.toda sexta sempre igual: fazendo amizades de bancadas de balcão, com o gole do copo gelado esperando o gole do corpo quente embassar todas as minhas vidraças.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6812050676491784505-1645703237398125709?l=www.dozetoques.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.dozetoques.com/feeds/1645703237398125709/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6812050676491784505&amp;postID=1645703237398125709' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/1645703237398125709'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/1645703237398125709'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.dozetoques.com/2008/06/de-vidro.html' title='de vidro'/><author><name>Paulo Silva Junior</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17906741555598079970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6812050676491784505.post-2230765618271585386</id><published>2008-06-30T02:02:00.000-03:00</published><updated>2008-06-30T02:04:04.608-03:00</updated><title type='text'>nota consoante; estribilho vocal</title><content type='html'>nos embalos da madrugada, de maneira tão semelhante. a balada dos teclados, de computador ou de bandas de dub, no toque cadenciado de escritores ou músicos anônimos, que escrevem e tocam num mesmo compasso. se a noite dele é o sábado, me contento com esse início de terça silenciosa, onde moscas cantam mais alto na disputa pela preferência de minha atenção com os clipes de animação estadunidense. você, tecladista, tem teu grupo, eu tenho uma música eletrônica de motor de geladeira, um solo de ronco do quarto ao lado e uma base de baixo do arranhar da cama que se mexe durante a noite. minha banda toca em silêncio, com palavras tão sutis quanto PESADAS. se teu clímax é mais uma distorção de guitarra, o meu é um recurso de caps lock. deixa o teu refrão terminar, que páro de repetir vírgulas em sequência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;se não tenho o carisma do vocalista, deixe ao menos que os livros me assitam, quietos. se os dicionários de minha mesa não tem o mesmo coro dos teus fãs de beira de palco, deixa que aprendam minhas rimas, pobres, ricas, sem base acústica. siga tua playlist que eu continuo na minha ordem sem métrica, e, em caso de bis, lembre que meu corretor gramatical pode também interferir na sequência e na chegada do ponto final. Teu disco é meu livro de canções não musicadas, letras sem cunho vocal ou instrumental, acordes sem harmonia nem versos de final fácil. se tua estrofe de quatro linhas e quarenta toques te contenta, deixo minha prosa me levar pelos dedos e idéias, como num desabafo de cantor de rock. sou meu próprio líder, sem vaidades nem briga por lugares no camarim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;termina teu show, se anima com teus fãs de boteco anônimo, enquanto reis e rainhas desfilam na tv. eu sigo como mero escritor desconhecido, meio digitador meio repórter, na insistente busca pela arte. no saxofone, quina da porta sem óleo. na flauta, desodorante aerosol. no backing vocal, ctrl c + ctrl v.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6812050676491784505-2230765618271585386?l=www.dozetoques.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.dozetoques.com/feeds/2230765618271585386/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6812050676491784505&amp;postID=2230765618271585386' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/2230765618271585386'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/2230765618271585386'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.dozetoques.com/2008/06/nota-consoante-estribilho-vocal.html' title='nota consoante; estribilho vocal'/><author><name>Paulo Silva Junior</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17906741555598079970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6812050676491784505.post-1724715975342757659</id><published>2008-06-30T02:01:00.001-03:00</published><updated>2008-06-30T02:01:56.871-03:00</updated><title type='text'>geração bolso</title><content type='html'>A memória contemporânea.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dela guarda o batom, o registro geral, umas notas avulsas para o flanelinha e o cartão de crédito. No traseiro a aliança de casamento, um anticoncepcional e umas aspirinas, em meio às entradas para o cinema. O dele tem a carteira, socada, e umas moedas do troco do estacionamento. Ainda houve espaço para aquele trevo de quatro folhas, o celular sem bateria e as chaves do carro, de casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me lembro que num passado nem tão distante, tinha medo deles. Tão inseguros, será que resistem ao peso de carregar o mês de trabalho, o número dela ou a senha do banco? O quão responsável são esses de jeans, caros ou de brechó, aqueles de moletom, fundos, de pano, ou então os de bermuda, caídos, leves, eu nunca saberei. O que dizer então da minissaia, tão pequena, tão sensível, tão cheia deles...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fato é que são companheiros inseparáveis do consumista egocêntrico do novo século. Os repositórios ganharam vida e design - ora são tradicionais ora tão invertidos, traçados, do avesso. Tudo que toma poder ganha glamour, arte, estilo, e não foi diferente com eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São retratos da segregação pela qual sempre passou a terra brasilis, tão cheios, tão vazios. São amigos de seus homens, mas traem. São parceiros de trabalho, de estudo, de botequim, mas podem se tornar inimigos. São saudáveis, mas causam dependência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que você já fez com o seu hoje?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6812050676491784505-1724715975342757659?l=www.dozetoques.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.dozetoques.com/feeds/1724715975342757659/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6812050676491784505&amp;postID=1724715975342757659' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/1724715975342757659'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/1724715975342757659'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.dozetoques.com/2008/06/gerao-bolso.html' title='geração bolso'/><author><name>Paulo Silva Junior</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17906741555598079970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6812050676491784505.post-7522081741222226623</id><published>2008-06-30T01:58:00.000-03:00</published><updated>2008-06-30T02:00:41.680-03:00</updated><title type='text'>corre</title><content type='html'>a frase pronta da vez é que o tempo está passando muito rápido já é outubro e o jeito é correr bastante afinal o brasil pode precisar do suor de teus braços e dos calos de teus pés e se você parar para pensar pode ser que caia da roda gigante e fique aí tido como vagabundo moderno já que nesse brasil que quer crescer não há espaço para artistas nem para caminhos alternativos só reconhecem os horários comerciais de escritórios abafados e estamos nessa ainda não encontramos uma maneira de sair embora haja muitos planos e tenho esperança de que se tornem realidade mas por enquanto estou correndo muito também não consegui ser diferente de ninguém imaginem se o brasil descobre que fico escrevendo essas horas puta que o pariu vou correr tem gente chegando talvez nao de tempo de editar nem terminar e muito menos colocar o ponto fi&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6812050676491784505-7522081741222226623?l=www.dozetoques.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.dozetoques.com/feeds/7522081741222226623/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6812050676491784505&amp;postID=7522081741222226623' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/7522081741222226623'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/7522081741222226623'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.dozetoques.com/2008/06/corre.html' title='corre'/><author><name>Paulo Silva Junior</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17906741555598079970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6812050676491784505.post-2668319472089458971</id><published>2008-06-30T01:57:00.000-03:00</published><updated>2008-06-30T01:58:10.584-03:00</updated><title type='text'>aspirinas</title><content type='html'>aspirinas podem ser o ópio do final da semana, sejam aquelas servidas em copos americanos, sejam as misturadas com uísque ou refrigerante de cola, sejam as tragadas em guardanapos daquelas televisõeszinhas de bar ou em sedas profissionais, sejam as cheiradas em carreiras de notas de vinte, sejam as injetadas em seringas de plástico, sejam as tomadas feito remédio de dor de cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;as dores de cabeça são inexplicáveis, a fuga dela, nem tanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;dores de trabalho, tão resistentes às aspirinas de farmácia. dores de estudo, feito as de trabalho, um pouco mais acessíveis às aspirinas genéricas. dores de amor, essas sim, sem cura acessível, nem tubos de ensaio, muito menos vendidos em cartelas ou vidros de bula branca com letra pequena, preta, e de compreensão tão difícil quanto à doença sem medicação, a maior de todas.&lt;br /&gt;aos sintomas que tua ausência causam em mim, me automedico sem recomendação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;aspirinas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6812050676491784505-2668319472089458971?l=www.dozetoques.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.dozetoques.com/feeds/2668319472089458971/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6812050676491784505&amp;postID=2668319472089458971' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/2668319472089458971'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/2668319472089458971'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.dozetoques.com/2008/06/aspirinas.html' title='aspirinas'/><author><name>Paulo Silva Junior</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17906741555598079970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6812050676491784505.post-249938504654837938</id><published>2008-06-30T01:56:00.000-03:00</published><updated>2008-06-30T01:57:02.361-03:00</updated><title type='text'>sabe?</title><content type='html'>Penso nos meus dias longe de você, tão tristes quanto longos, mas ainda bem que hoje você veio comigo. Sei lá, estamos juntos, separados, o que importa é que estamos. Triste é o gosto do meu beijo sem o teu, a minha presença inútil sem ser metade tua. Não consigo imaginar que outro rumo poderia ter tomado minha rotina, agora é fácil de olhar o pretérito. Misturam-se as cores nossas, olhares, sentidos. Rimos ao falar sério e sorrimos às adversidades, mundo tão gigante, passos tão desritmados. Tantas paixões para se apegar, tantos lábios para me viciar, mas que encontro mais nós dois poderíamos imaginar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tempo, passa o tempo, clima de suspense, de surpresas premeditadas, de falsas espontaneidades. Combinamos sem combinar, não temos hora para ligar, nem conceituamos apelidos mútuos, nada. Viagens de um subconsciente infantil, de máscaras e personagens em constante metamorfose.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Criamos uma saudade tão intensa quanto a ânsia de vê-la passar, naquele abraço forte ou no chamado de longe. Ah, essa menina, tão indiferente, tão difícil, mas quem me perguntou se sinto vontade de entender? Olhos, esperem fechados, o fim está longe, sento e me apóio nesse bloco de notas rabiscado com esse amor que não é de estação nem de férias, é de momento duradouro e longo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe-se lá se um dia, ah, essa menina.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6812050676491784505-249938504654837938?l=www.dozetoques.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.dozetoques.com/feeds/249938504654837938/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6812050676491784505&amp;postID=249938504654837938' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/249938504654837938'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/249938504654837938'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.dozetoques.com/2008/06/sabe.html' title='sabe?'/><author><name>Paulo Silva Junior</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17906741555598079970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6812050676491784505.post-2539559629185311431</id><published>2008-06-30T01:55:00.001-03:00</published><updated>2008-06-30T01:55:25.910-03:00</updated><title type='text'>poema sobre a labuta</title><content type='html'>definitivamente o perfeito paradoxo&lt;br /&gt;trabalho e poesia, tão próximos&lt;br /&gt;tão distantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o suor frio e cansativo, o salário&lt;br /&gt;a arte espontânea e livre, o prazer&lt;br /&gt;à vontade ler, rabiscar, no horário&lt;br /&gt;a submissão diária, o escrever&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a artificialidade das ações, a agenda&lt;br /&gt;a naturalidade dos versos, ritmados&lt;br /&gt;a intensa labuta dos poemas, horrenda&lt;br /&gt;a relevância mais do mesmo, grafados&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a relação de água e vinho que estabeleço entre minha vida e minha vida. minha vida de verdade, minha vida de mentira, numa alternância de adjetivos. faço estrofe meus trabalhos em rimas pobres ou ricas, enquanto trabalho meus poemas em serviços de terça-feira. horário comercial dedicado aos estribilhos dos dezenove anos, momentos livres de fuga, concentro-me em reuniões e tarefas. um verdadeiro profissional de pontos, sílabas e palavras, um estagiário de dores e emoções amadoras. me confundo no romantismo das gravatas e na formalidade dos folhetins, ou o contrário.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6812050676491784505-2539559629185311431?l=www.dozetoques.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.dozetoques.com/feeds/2539559629185311431/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6812050676491784505&amp;postID=2539559629185311431' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/2539559629185311431'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/2539559629185311431'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.dozetoques.com/2008/06/poema-sobre-labuta.html' title='poema sobre a labuta'/><author><name>Paulo Silva Junior</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17906741555598079970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6812050676491784505.post-3559020722053324313</id><published>2008-06-30T01:54:00.001-03:00</published><updated>2008-06-30T01:54:25.171-03:00</updated><title type='text'>rancor</title><content type='html'>Deixe-me viver, imploro, em paz&lt;br /&gt;feche os livros velhos que te enjoam&lt;br /&gt;que te secam a garganta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foda teus planos, todos, cada um&lt;br /&gt;deixe-os morrer num ostracismo&lt;br /&gt;como se nunca existira antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rasgue meus versos, estes, feitos à você&lt;br /&gt;mas com rancor à altura&lt;br /&gt;são palavras pesadas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6812050676491784505-3559020722053324313?l=www.dozetoques.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.dozetoques.com/feeds/3559020722053324313/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6812050676491784505&amp;postID=3559020722053324313' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/3559020722053324313'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/3559020722053324313'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.dozetoques.com/2008/06/rancor.html' title='rancor'/><author><name>Paulo Silva Junior</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17906741555598079970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6812050676491784505.post-2579961044504807191</id><published>2008-06-30T01:53:00.003-03:00</published><updated>2008-06-30T01:53:38.663-03:00</updated><title type='text'>inverno</title><content type='html'>como as flores que no último outono caíram&lt;br /&gt;meu amor não resistira ao inverno&lt;br /&gt;feito galho novo folhas novas surgiram&lt;br /&gt;e do presente coube a culpa vago eterno&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e da culpa fez-se o choro tão intenso&lt;br /&gt;como ribeirão que desafoga vossas mágoas&lt;br /&gt;amor meu, chance minha te compenso&lt;br /&gt;em forma breve que reflita nestas águas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;águas de julho, mas que soam para sempre&lt;br /&gt;têmporas tristes visse um dia primavera&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;águas de julho, contemplei-as lentamente&lt;br /&gt;como terras de surgimento em nova era&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;salva de palmas ao errôneo mais-que-perfeito&lt;br /&gt;salva, as almas, de que tu tenhas direito&lt;br /&gt;e cubra-te, ao inverno, um momento&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6812050676491784505-2579961044504807191?l=www.dozetoques.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.dozetoques.com/feeds/2579961044504807191/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6812050676491784505&amp;postID=2579961044504807191' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/2579961044504807191'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/2579961044504807191'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.dozetoques.com/2008/06/inverno.html' title='inverno'/><author><name>Paulo Silva Junior</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17906741555598079970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6812050676491784505.post-7636866930237228131</id><published>2008-06-30T01:53:00.001-03:00</published><updated>2008-06-30T01:53:15.763-03:00</updated><title type='text'>receita</title><content type='html'>À você, uma porção de tristeza, das grandes,&lt;br /&gt;para que possa degustar com tua dose de rancor.&lt;br /&gt;À mim, um pedaço de consolo, daqueles de inverno,&lt;br /&gt;para que esqueça junto com meus goles de calor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À nós, dois, dois porres de distância, caprichados,&lt;br /&gt;para que brindemos esse saudade e dor.&lt;br /&gt;E pedaços de bolo bem amargo, recheados,&lt;br /&gt;com o gosto da essência que restou de nosso amor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6812050676491784505-7636866930237228131?l=www.dozetoques.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.dozetoques.com/feeds/7636866930237228131/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6812050676491784505&amp;postID=7636866930237228131' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/7636866930237228131'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/7636866930237228131'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.dozetoques.com/2008/06/receita.html' title='receita'/><author><name>Paulo Silva Junior</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17906741555598079970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6812050676491784505.post-9146007454825600491</id><published>2008-06-30T01:52:00.001-03:00</published><updated>2008-06-30T01:52:55.993-03:00</updated><title type='text'>viena</title><content type='html'>eu te amo quem dera porque amo&lt;br /&gt;embora queira-te, sabe se quero&lt;br /&gt;viver por ti é minha vida como lhe vivo&lt;br /&gt;espero-te sempre, valer minha espera&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;faço de minhas estrofes tuas&lt;br /&gt;como se formássemos um só verso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;faço de nossos versos um&lt;br /&gt;como se formássemos um só amor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e que num fim de estribrilho&lt;br /&gt;o sol desafogue mágoas minhas&lt;br /&gt;e apague o que restou destas linhas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e que num final sem ponto&lt;br /&gt;amo-te de conto em conto&lt;br /&gt;ou desafogue aqui:&lt;br /&gt;pra não soar a distância infinita&lt;br /&gt;do eu-lírico&lt;br /&gt;e ti.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6812050676491784505-9146007454825600491?l=www.dozetoques.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.dozetoques.com/feeds/9146007454825600491/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6812050676491784505&amp;postID=9146007454825600491' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/9146007454825600491'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/9146007454825600491'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.dozetoques.com/2008/06/viena.html' title='viena'/><author><name>Paulo Silva Junior</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17906741555598079970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6812050676491784505.post-7374598153098896430</id><published>2008-06-30T01:49:00.000-03:00</published><updated>2008-06-30T01:52:21.498-03:00</updated><title type='text'>sensíveis</title><content type='html'>Sensíveis são as pessoas de saudade rápida. Ele não suportava mais a distância, no longo mês de julho que garoava em todos os dias que ele queria sair enquanto o sol brilhava intensamente naquele escritório abafado. Ela, linda e longe, se limitava a aparecer em cartas de poucas palavras. Ele tinha se entregado de corpo e alma, nunca amara antes, logo aos 17. Ela, de dezembro. Ele leu num livro que nessa época nascem pessoas para as quais os horizontes, perspectivas e amplitude são fatores priorizados pela consciência de Sagitário, que sabe determinar com clareza as metas de sua jornada. Sim, ela tinha uma baita jornada dessas, mesmo ele não acreditando nos signos. Ela voltaria no fim do ano, perto dos 21. Ele passara no vestibular, tamanha a ansiedade de encontrá-la adulto. Durante a viagem, ela escrevera contos e poemas mas nunca os enviara, sempre com a desculpa (soava como descaso) de que a timidez a impedia de mandá-los. Ele, pelo contrário, apoiava-se no seu gosto preferido - o de relatar seus sentimentos em contos e poemas simples - e frequentava os correios com mais frequência. Hoje é janeiro, o retorno foi adiado, e o telefone já não toca na imaginação dele. Ela parece não voltar mais, ele chora. Quem sabe ele, na verdade, mal tenha existido para ela? Ela ainda vive, ele se suicída a cada dia sem um sinal de vida. Ele se perdeu por meio de todos, gastou tudo numa passagem sem volta para o Chile, atrás dela. Não a encontrou em todo o continente. Ficou com o caminho de Santiago, enquanto ela, sem avisar, retornava, sonhava chegar de surpresa. Desesperado, desesperada. Ele parece não voltar mais, ela chora. Sensíveis são as pessoas de saudade rápida, digo, de amor distante.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6812050676491784505-7374598153098896430?l=www.dozetoques.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.dozetoques.com/feeds/7374598153098896430/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6812050676491784505&amp;postID=7374598153098896430' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/7374598153098896430'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/7374598153098896430'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.dozetoques.com/2008/06/sensveis.html' title='sensíveis'/><author><name>Paulo Silva Junior</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17906741555598079970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6812050676491784505.post-837333555373793527</id><published>2008-06-30T01:48:00.001-03:00</published><updated>2008-06-30T01:48:39.947-03:00</updated><title type='text'>só mais um registro</title><content type='html'>demora para sair enquanto curte aquela ansiedade única, um erro a mais pode culminar em uma cerveja a menos. despede dos arranha-céus, as próximas noites prometem ser rudimentares, nômades. esquece das regras urbanas, a grama também pode ser um bom abrigo. assovia a melodia daquele cântico que não sai da ponta da língua. grita, com força, aquele refrão que explode a garganta. suja todos os pés descalços, não há tempo para pensar em sapatos. derruba, em meio às barracas, todo o peso que tem nas costas. cumprimente, um a um, todos os seguidores dessa vibração anual. cuspa, pesado, aquela porção de cansaço e trabalho engasgado. beba, muito, toda essa alegria fantasiada em copos e latas. lança, o perfume, teu cheiro cai bem com a brisa do interior. curta, de maneira intensa, cada segundo desse ponteiro em ritmo cadenciado. troque aquela convenção de dia e noite. tente, ou ao menos finja, ser invencível às contradições. balance a bandeira com firmeza, uma massa rende-se a ela. bole uma piada nova para cada escorregão anônimo, dechave essa espontaneidade tão bonita e trague mais, muito mais, alegria. deixe que os brindes às amizades sejam exagerados. escancare teus sentidos. faça questão de que todos percebam teu elo tão distante. perca as perspectivas e não se importe com mais nada. peça um abraço apertado, ela ei de compartilhar. ria, puta que pariu, dê muita risada, te vejo pelo teu sorriso. ame, sinta a vibração do momento e não tema o futuro: ele não passa de só mais um registro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6812050676491784505-837333555373793527?l=www.dozetoques.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.dozetoques.com/feeds/837333555373793527/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6812050676491784505&amp;postID=837333555373793527' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/837333555373793527'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/837333555373793527'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.dozetoques.com/2008/06/s-mais-um-registro.html' title='só mais um registro'/><author><name>Paulo Silva Junior</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17906741555598079970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6812050676491784505.post-3279332891482923463</id><published>2008-06-30T01:42:00.000-03:00</published><updated>2008-06-30T01:48:05.502-03:00</updated><title type='text'>banalização do niilismo moderno</title><content type='html'>Começo pelo final: sim, esse foi um discurso bem vazio para a grande maioria de leitores ou ouvintes. Isso porque ele vai contra essa necessidade de conceitualização das coisas, essa regulamentação da vida, das atividades que exercem, da continuidade natural, ou tradicional, dos fatos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vazio por não estabelecer uma evolução conservadora da história de determinado homem: deixe-o pairar entre o homem idéia e o homem trabalho, deixe-o viver na dualidade entre o tornar-se ímpar e o de ser número: credito essas variações à capacidade que os humanos tiveram na distribuição, exploração e povoamento do meio em que vivem, o que ampliou a diversidade de reações, crenças e pontos em comum ou discordantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vazio por não se importar na definição física ou prática do lugar. A relativização das coisas nos faz pensar no porquê de existirem medidas, tamanhos e distâncias se tudo se torna tão subjetivo e pessoal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vazio por confiar na barbárie como algo que nasce na essência do homem, a negação ao estranho, a retenção à diferença, e o surgimento de uma desigualdade primariamente cultural. Não acredito nos deuses, mas assim como respeito na crença coletiva de determinada comunidade ou sociedade, confio em uma devoção individual, na valorização dos princípios e na manutenção de éticas básicas, como o direito ou a educação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vazio por não conseguir o equilíbrio entre o hedonismo e a socialização dos prazeres e deficiências de um país tão segregador. Vazio por não ter ao certo a noção de cada simples atitude nossa, nem a preocupação da individualização dos sentimentos e sensações. Vazio por permanecer no abismo que questiona o planeta a cada segundo: o porquê de tudo isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vazio por rebaixar o homem a uma representação mínima, sem sentido, sem contexto, e ao mesmo tempo crer no paradoxo com a dimensão que cada um deles e nós podemos exercer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vazio pelo julgamento superficial perante a tecnologia, a imaginação fantasiosa, a representação não-perfeita do natural e puro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vazio por não se submeter a julgamentos. Por ver arte no dadaísmo, a chamada negação da mesma, no movimento de vanguarda non-sense. E por que não, por ver arte no cubismo, a milimétrica manifestação da geometria como arte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vazio pelo simples fato de utopicamente repensar o pensamento, folhear livros, vasculhar rabiscos de canto de folha. E para que ao pensar no niilismo, reflita a contradição existente, e pense, e pense, e pense. Para que nesse polissíndeto de teorias mal afinadas, possa chegar à conclusão nenhuma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vazio por essa elipse das explicações, esse raciocínio do improvável inconseqüente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Termino pelo começo: prepare-se para questionar tudo, mas nem sempre negar-se a pensar em nada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6812050676491784505-3279332891482923463?l=www.dozetoques.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.dozetoques.com/feeds/3279332891482923463/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6812050676491784505&amp;postID=3279332891482923463' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/3279332891482923463'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/3279332891482923463'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.dozetoques.com/2008/06/banalizao-do-niilismo-moderno.html' title='banalização do niilismo moderno'/><author><name>Paulo Silva Junior</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17906741555598079970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6812050676491784505.post-7041378287402285679</id><published>2008-06-30T01:40:00.000-03:00</published><updated>2008-06-30T01:42:19.397-03:00</updated><title type='text'>sofá</title><content type='html'>tudo indicava mais uma noite regada a álcool, piadas repetidas seguidas por gargalhadas tão espontâneas quanto. mudei o caminho, desci dois pontos antes sem direito avisar o motivo ao motorista e sim, lá estava ela. linda, sorridente como sempre, como se não esperasse a minha presença, ou quem sou para esperar tamanha dedicação? esqueço-me da razão, deixe-me pensar que todos seus sorrisos são para mim, que toda a sua alegria tem nome e que a felicidade paira com mais intensidade sobre nós. a aproximação é complicada, o gelo do meu dreher já começa a sumir, enquanto me contento com um toque nas mãos ou olhar mais aguçado. esquece o mundo que está para lá da porta do quintal, vai começar o filme, deita no meu ombro e fingi dormir que cuido de ti. ei de acordar, sim, mas o sonho continua num sofá só nosso, feito uma peça de teatro sem público. já é dia e junto dele vem a hora de descer, mas o beijo caloroso nunca tarda: fito meu olhar em você até que te convenço a me abraçar de novo, agarrar esse momento único. não sou bom em falar de sentimento, algumas palavras andam em baixa, mas o dicionário não me deu resposta para esse aperto que me faz passar na distância tua, para a saudade exagerada, carnal. sábado, de volta ao mundo, com a certeza que te carregarei para sempre, um para sempre nunca tão sincero, junto a mim, como vi naquele &lt;strong&gt;sofá&lt;/strong&gt; cor da gente, que tinha teu cheiro e ficou amontoado de meu amor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6812050676491784505-7041378287402285679?l=www.dozetoques.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.dozetoques.com/feeds/7041378287402285679/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6812050676491784505&amp;postID=7041378287402285679' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/7041378287402285679'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/7041378287402285679'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.dozetoques.com/2008/06/sof.html' title='sofá'/><author><name>Paulo Silva Junior</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17906741555598079970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6812050676491784505.post-7274148916763448592</id><published>2008-06-30T01:39:00.000-03:00</published><updated>2008-06-30T01:40:46.909-03:00</updated><title type='text'>tua dose de martini</title><content type='html'>a nossa espontaneidade nos impede de combinar um destino antes do anoitecer - fingimos não ter rumo, de maneira saudável. me encanta o jogo de palavras e teu riso sincero enquanto me ouve contar uma infinidade de causos e histórias com meia-graça, brincar com ironias. do mundo lá fora nos fizemos ausentes, só ouço os barulhos dos carros na avenida em meio aos goles de chopp e os cochichos de um casal da mesa de trás. quem diria, nós, distantes até a última folha do calendário, tão juntos. falamos de noitadas perdidas, de cicatrizes como forma de remeter o pretérito. agora é hora de puxar a cadeira e sentar do meu lado: pede uma bebida quente enquanto aqueço seus braços, sinto você colada em mim como naqueles filmes de final feliz. não temos hora de partida, que bom, perdemos tanto tempo em maios passados. nos resta aproveitar cada gole de alegria, cada porção de gargalhadas, e fazer valer cada momento em que sinto seus olhos refletidos nos meus. despindo meus sentimentos sobre tua pele macia, sinto o gosto de teus lábios que tanto queria sentir. a timidez foi substituída por um carinho sem limites. entrelacemos as mãos, e te convido para trocarmos sorrisos cada vez mais próximos e íntimos. vem, chega mais perto, o frio agora é da madrugada, e no sereno que paira por cima dos coqueiros da calçada, mergulho em você, feito a cereja de tua dose de martini.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6812050676491784505-7274148916763448592?l=www.dozetoques.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.dozetoques.com/feeds/7274148916763448592/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6812050676491784505&amp;postID=7274148916763448592' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/7274148916763448592'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/7274148916763448592'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.dozetoques.com/2008/06/tua-dose-de-martini.html' title='tua dose de martini'/><author><name>Paulo Silva Junior</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17906741555598079970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6812050676491784505.post-6431480405115286764</id><published>2008-06-30T01:38:00.000-03:00</published><updated>2008-06-30T01:39:53.193-03:00</updated><title type='text'>cento e vinte e cinco milhas</title><content type='html'>abro os olhos com a esperança de ter você nos meus braços, como naquele cinema em que matamos aula para ficar tão juntos. no nosso filme a película se tornou mera espectadora do primeiro episódio daqueles seriados que você tanto gosta, e terá final feliz: um reencontro ímpar. lembro-me daquele teu sorriso da infância, sincero, e choro o descaso dos treze e poucos anos. cultivo a esperança de receber uma mensagem inusitada e surpreendente, um convite inesperado que soa como um 'quer viajar comigo?'. o domingo é frio, no máximo vinte nublados graus, e você quase duzentos quilômetros daqui. sem você me apóio nos jogos de futebol da televisão, no reggae do rádio ou no jornal por assinatura que me limito a folhear. mas a ansiedade não combina comigo (tento ser frio) e prefiro anestesiar sua ausência com elos passageiros de cachaças servidas em copos americanos, vinhos de cinco reais o litro, ou textos que mal você sabe que tenho escrito - nisso pouco me importo, me espelho nos escritores anônimos, e me sinto bem, próximo à você, com seu cheiro na minha camiseta nova ou com o carinho de suas mãos sobre as minhas, quase cento e vinte e cinco milhas daqui.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6812050676491784505-6431480405115286764?l=www.dozetoques.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.dozetoques.com/feeds/6431480405115286764/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6812050676491784505&amp;postID=6431480405115286764' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/6431480405115286764'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/6431480405115286764'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.dozetoques.com/2008/06/cento-e-vinte-e-cinco-milhas.html' title='cento e vinte e cinco milhas'/><author><name>Paulo Silva Junior</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17906741555598079970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6812050676491784505.post-2165924414953711016</id><published>2008-06-30T01:35:00.000-03:00</published><updated>2008-06-30T01:37:34.857-03:00</updated><title type='text'>pra sempre</title><content type='html'>tenho saudade de nossos planos de madrugada, andando por esquinas sóbrias do outono. me faz pensar se tudo aquilo foi real, aquela piada contada sob o asfalto ou a história que rimos no equinócio de março passado. tudo leva a crer que caminhamos para um ostracismo muito bem visto, um anonimato extremamente famoso. tudo bem, continuo andando por aí querendo encontrá-la, apesar de minhas palavras repetidas. ah, palavras, sejam jogadas ao vento, sejam pronunciadas em alto e bom som, só palavras. prometo caminhar naquelas mesmas calçadas, encardidas pelos passos ritmados de muito tempo. só quero ver nós dois se olhando no recreio, me pegar te escrevendo um texto de mentira, você não é fã de meus caracteres. conto as horas, você não está comigo. o melhor remédio é folhear o velho caderno sem capa dura, aquele que te mostrei num sete de abril qualquer. não quero acreditar que do meu coração fiz refém teu. mudam as estações, escurece mais rápido, menos rápido pareço te esquecer. lembra aquele papo em que acreditávamos, no 'pra sempre', esquece. os minutos são tão diferentes, metamorfoses de críticas ambíguas e elogios recheados de eufemismo. voltar para casa não me consola, sou parte de nós, me apeguei ao seiu jeitinho tímido de quando fazemos amor no calor e sua maneira ímpar de sorrir no escuro. impossível esquecer aquela páscoa dos dezoito anos, eu correndo, feliz, criança. não foi tempo perdido, mas me sinto atrasado. perdi a hora, acordei tarde, sonho com você enquanto o vento entra pelo pedaço aberto da janela, o travesseiro aperta minha cabeça e o corpo se revira por todos os lados possíveis do colchão. por onde esteve minha cabeça enquanto o quase nada era o máximo que poderia ter. me resta digitar minhas nostalgias dos sábados de manhã, aqueles mesmo que estava acostumado a acordar com você no meu ombro, cabelos de lado, encolhida de frio. te cubro, &lt;strong&gt;'pra sempre'&lt;/strong&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6812050676491784505-2165924414953711016?l=www.dozetoques.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.dozetoques.com/feeds/2165924414953711016/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6812050676491784505&amp;postID=2165924414953711016' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/2165924414953711016'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/2165924414953711016'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.dozetoques.com/2008/06/pra-sempre.html' title='pra sempre'/><author><name>Paulo Silva Junior</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17906741555598079970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6812050676491784505.post-811057870074041634</id><published>2008-06-30T01:32:00.000-03:00</published><updated>2008-06-30T01:34:16.670-03:00</updated><title type='text'>Metalinguístico</title><content type='html'>Diante da folha reta&lt;br /&gt;seguro minha tinha preta&lt;br /&gt;e as imagens vão escorregando da minha cabeça&lt;br /&gt;passando pelos ombros se tornam idéias&lt;br /&gt;nos cotovelos, palavras&lt;br /&gt;nos pulsos, frases embaralhadas&lt;br /&gt;e dos dedos à tinta preta&lt;br /&gt;mancham a folha de forma natural&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6812050676491784505-811057870074041634?l=www.dozetoques.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.dozetoques.com/feeds/811057870074041634/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6812050676491784505&amp;postID=811057870074041634' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/811057870074041634'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/811057870074041634'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.dozetoques.com/2008/06/metalingustico.html' title='Metalinguístico'/><author><name>Paulo Silva Junior</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17906741555598079970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6812050676491784505.post-8361403951905360359</id><published>2008-06-30T00:15:00.000-03:00</published><updated>2008-06-30T01:31:18.016-03:00</updated><title type='text'>Sábio</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_Y-0EHCXU_B0/SGhQuAxMvpI/AAAAAAAAAEU/1qJeNsPkjxo/s1600-h/vo.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5217508919719280274" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" height="203" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_Y-0EHCXU_B0/SGhQuAxMvpI/AAAAAAAAAEU/1qJeNsPkjxo/s320/vo.bmp" width="282" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;o mestre agora tem pernas trêmulas&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;que por debaixo das calças sociais, choram&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;presas nos cintos antigos, sandálias gastas&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;presas na rotina ímpar, falsa ignorância&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;por tempo, só descansam à distância.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;a camisa segue lisa, guardada na cintura&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;os botões resistem à cada lamentação&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;como as cadeiras arrastadas no quintal, grita&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;e guarda a história do tempo perdido&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;e conta um conto de final entendido.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;não foi comprado pelos jornais&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;nem vendido à televisão, às notícias de rádio&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;cruza calçadas guiado pelo nada&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;numa anti-sociedade inexplicável&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;numa vida inimaginável.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;o passeio não é mais ao bosque&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;o jogo deixou de ser o do bicho&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;o brinquedo não é o tabuleiro comido por cupins&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;nem os potes de doces, nem as bicicletas coloridas...&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;deixa, é hora de valorizar o que restou&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;senta aqui, conta-me outro causo&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;diga-me dos anos que passou.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6812050676491784505-8361403951905360359?l=www.dozetoques.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.dozetoques.com/feeds/8361403951905360359/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6812050676491784505&amp;postID=8361403951905360359' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/8361403951905360359'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/8361403951905360359'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.dozetoques.com/2008/06/sbio.html' title='Sábio'/><author><name>Paulo Silva Junior</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17906741555598079970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_Y-0EHCXU_B0/SGhQuAxMvpI/AAAAAAAAAEU/1qJeNsPkjxo/s72-c/vo.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6812050676491784505.post-8001839976418443052</id><published>2008-06-30T00:13:00.000-03:00</published><updated>2008-06-30T00:14:57.232-03:00</updated><title type='text'>seco</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_Y-0EHCXU_B0/SGhPmSeNZrI/AAAAAAAAAEM/1x7cJPZ75EA/s1600-h/peruibe.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5217507687520888498" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_Y-0EHCXU_B0/SGhPmSeNZrI/AAAAAAAAAEM/1x7cJPZ75EA/s320/peruibe.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;o muro parece querer desabar sobre o mato seco desses calcanhares sem perspectiva. a grade só retarda uma erosão de todos esses sonhos que acordam cedo e caminham a cada página virada de um calendário. pés que afundam na areia de idéias improváveis, e não vêem, nem de longe, um sinal de final feliz.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' 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rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_Y-0EHCXU_B0/SGhPmSeNZrI/AAAAAAAAAEM/1x7cJPZ75EA/s72-c/peruibe.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6812050676491784505.post-71276717903530340</id><published>2008-06-30T00:09:00.000-03:00</published><updated>2008-06-30T00:11:05.231-03:00</updated><title type='text'>primeiro do resto de meus fevereiros</title><content type='html'>foi a maior dor que já senti na vida, se é que já havia sentido algo parecido à isso. me retorcia enquanto as gotas do soro caíam em ritmo lento, as cólicas e pontadas em ritmo acelerado. chorei. tive que mijar num pote, sem força, sem cor. tive que ceder ao exame de sangue, sem força, sem cor. a médica apertava a boca da minha barriga com uma intensidade em que perdia a voz, o ar. foi a quarta pior sensação da minha vida. apêndice, o problema. passou a quinta, já é sexta, fazia tempo que não me olhava no espelho, nem conferias as horas. era fim de tarde, umas quatro e pouco. só me lembro de tirar repetidas vezes o tal do raio-x, que por ora não tinha filme. doía tanto que via meu pai segurar o choro, lamentando aquele momento. deitei na maca que me levaria a cirurgia, e num esquema já trivial para as enfermeiras, a lavagem da pele com o iodo e aí... foi a terceira pior sensação da minha vida. aquela porra me queimou de um jeito que os olhos eram só lágrimas, a coluna travada, a voz rouca e pic, a agulha da anestesia.            depois do branco acordei só sábado de manhã, passava algum programa de esporte na bandeirantes, praticamente hora do almoço. a mulher de branco me deu um banho, sei lá o que foi aquilo, ela chamou de banho. a boca seca não podia tomar água, e senti um cano no meu pau, era a merda da sonda. ah, tava de fralda também. passaram algumas horas e fui pro quarto. lá o tempo passava um pouco mais rápido, mas nem tanto. família, visita de amigos, e quatro dias sem água nem comida. fedia à soro, mijava naquela sonda igualmente fedorenta. mal levantei da cama. chegou o dia de tirar a sonda, a segunda pior sensação da minha vida. imagina um caninho dentro da tua uretra, até a bexiga. agora imagina ele saindo, devagar, raspando nas paredes, doendo demais, demais, demais, demais. porra, mijo torto até hoje. veio a diarréia, o pesadelo não acabava. meus pais lavando uma bunda cheia de merda, merda sabe-se lá de onde, de sujeira, das tripas, sei lá, odeio medicina. cada duas cagadas, trocávamos de roupas, cagadas que foram cerca de dezoito em vinte e quatro horas. cada calção de futebol me fazia lembrar um grande momento. aquele azul que usei para dormir no ano novo, o preto dos domingos de sol na quadra da rua de baixo ou o vermelho, dos treinos da faculdade. a camisa velha do Palmeiras, cinza, desbotada, uma que meu pai ganhou de um amigo estadunidense ou a da liga de futebol japonês. fiquei entediado, não sei onde tinha mais bosta, no vaso ou na televisão. a sopa sem gosto, a porra da couve flor tem o mesmo cheiro do soro, ah, chega. fui pra casa, alta, falsa alta. em casa as dores continuaram, pontadas insuportáveis, e agora, duas semanas depois do ocorrido, me sinto um pouco melhor. os pontos vazam, tem um buraco tão grande que até cai minha pressão de olhar. a vida isolada é ruim, fazem uns cinco dias que não vejo uma pessoa diferente, mal leio o jornal, nem coloco as lentes de contato. o porquê de acontecerem essas coisas eu não sei, mas ando pensando nisso desde a madrugada do dia primeiro de fevereiro. a pior sensação da minha vida. a cicatriz é eterna, não sei se mais do que alguns momentos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6812050676491784505-71276717903530340?l=www.dozetoques.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.dozetoques.com/feeds/71276717903530340/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6812050676491784505&amp;postID=71276717903530340' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/71276717903530340'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/71276717903530340'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.dozetoques.com/2008/06/primeiro-do-resto-de-meus-fevereiros.html' title='primeiro do resto de meus fevereiros'/><author><name>Paulo Silva Junior</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17906741555598079970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6812050676491784505.post-6666519449880144096</id><published>2008-06-30T00:06:00.000-03:00</published><updated>2008-06-30T00:09:30.462-03:00</updated><title type='text'>algo emperrado</title><content type='html'>vejo peças emperradas na minha caixa de ferramenta&lt;br /&gt;lembro dos meus tênis emperrados na cômoda do quarto&lt;br /&gt;lamento minha bicicleta emperrada no prego da parede&lt;br /&gt;imagino a bola de capotão emperrada sob o tanque&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sei que as canetas estão emperradas no porta-treco&lt;br /&gt;esqueço das folhas emperradas sobre a mesa&lt;br /&gt;cheiro as camisas emperradas nos cabides&lt;br /&gt;ouço os discos emperrados na gaveta sob a vitrola&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;leio as manchetes dos jornais emperrados na garagem&lt;br /&gt;como a maça tão emperrada na fruteira&lt;br /&gt;toco nos brinquedos já emperrados no porão&lt;br /&gt;seco a garrafa d'água emperrada no congelador&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sinto meus ossos emperrados junto a pele queimada&lt;br /&gt;cubro os pés emperrados em pernas trêmulas&lt;br /&gt;derrubo lágrimas emperradas de um rancor passageiro&lt;br /&gt;choro meu amor que acabara de emperrar&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6812050676491784505-6666519449880144096?l=www.dozetoques.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.dozetoques.com/feeds/6666519449880144096/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6812050676491784505&amp;postID=6666519449880144096' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/6666519449880144096'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/6666519449880144096'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.dozetoques.com/2008/06/algo-emperrado.html' title='algo emperrado'/><author><name>Paulo Silva Junior</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17906741555598079970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6812050676491784505.post-8321230547064557030</id><published>2008-06-29T23:54:00.000-03:00</published><updated>2008-06-30T00:06:10.941-03:00</updated><title type='text'>copo azul</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_Y-0EHCXU_B0/SGhL_d8ysXI/AAAAAAAAAEE/7ItMeDBYsr8/s1600-h/copo+azul.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5217503722052170098" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_Y-0EHCXU_B0/SGhL_d8ysXI/AAAAAAAAAEE/7ItMeDBYsr8/s320/copo+azul.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ah, o copo azul.&lt;br /&gt;copo da pinga e do refrigerante de cola.&lt;br /&gt;mas copo também da alegria.&lt;br /&gt;das doses de felicidade instantânea, espontânea.&lt;br /&gt;na vida real só tenho copos de requeijão.&lt;br /&gt;firmes, feitos para sucos consistêntes.&lt;br /&gt;sem espaço para gorós experimentais.&lt;br /&gt;sem lugar para elos passageiros.&lt;br /&gt;as noites litorâneas ficam em nossas mentes.&lt;br /&gt;ou nas fotografias, a memória em forma de papel.&lt;br /&gt;segura a onda que a viagem passou.&lt;br /&gt;bem vindo a vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6812050676491784505-8321230547064557030?l=www.dozetoques.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.dozetoques.com/feeds/8321230547064557030/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6812050676491784505&amp;postID=8321230547064557030' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/8321230547064557030'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/8321230547064557030'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.dozetoques.com/2008/06/copo-azul.html' title='copo azul'/><author><name>Paulo Silva Junior</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17906741555598079970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_Y-0EHCXU_B0/SGhL_d8ysXI/AAAAAAAAAEE/7ItMeDBYsr8/s72-c/copo+azul.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6812050676491784505.post-1324179537557429311</id><published>2008-06-29T23:53:00.000-03:00</published><updated>2008-06-29T23:54:13.544-03:00</updated><title type='text'>fim</title><content type='html'>é fácil perceber que há saudade em tudo que é passado, que há contradições em tudo que é presente, que há dúvidas em tudo que é futuro. é difícil entender como somos vítimas das nossas próprias armadilhas. é complicado querer vencer o próprio mérito, querer enfrentar o próprio sentido. são dias e mais dias pensando em não pensar em nada. afinal, o mundo está correndo e ainda não se sabe o porquê. nem como pará-lo para descer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;próspero ano. sentimentos nômades de uma fábula sem final feliz, perspectivas míopes prevendo ao menos um jingle, um verso, uma nota. e no ápice de uma declaração ímpar: não! está oficializado o fim de meus dias.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6812050676491784505-1324179537557429311?l=www.dozetoques.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.dozetoques.com/feeds/1324179537557429311/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6812050676491784505&amp;postID=1324179537557429311' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/1324179537557429311'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/1324179537557429311'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.dozetoques.com/2008/06/fim.html' title='fim'/><author><name>Paulo Silva Junior</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17906741555598079970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6812050676491784505.post-1865914899395458470</id><published>2008-06-29T23:52:00.000-03:00</published><updated>2008-06-29T23:53:14.593-03:00</updated><title type='text'>banco de boteco</title><content type='html'>senta, já vou indo, fui pegar o cardápio, hoje você escolhe o que vamos comemorar, aceito a bebida mais quente, a gelada, a que derrube, a que viaje, senta, como sempre, de frente, sente o vento, e me vê uma dose de coragem pra te contar o segredo escondido debaixo do último gelo daquele copo, ou a mentira mais bem feita, quando inventei que te falar tudo, chama o garçom e pede a conta, resolvi que estou de mudança pra outro lugar, se quiser arrume as malas, já ouço o barulho do último trem, chega, cansei de nos ver em mesa de bar. há vida além da calçada, vem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6812050676491784505-1865914899395458470?l=www.dozetoques.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.dozetoques.com/feeds/1865914899395458470/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6812050676491784505&amp;postID=1865914899395458470' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/1865914899395458470'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/1865914899395458470'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.dozetoques.com/2008/06/banco-de-boteco.html' title='banco de boteco'/><author><name>Paulo Silva Junior</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17906741555598079970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6812050676491784505.post-828937538586582245</id><published>2008-06-29T23:51:00.000-03:00</published><updated>2008-06-29T23:52:06.572-03:00</updated><title type='text'>doses de janeiro</title><content type='html'>Nos drogamos, feito estrelas de rock, escondidos.&lt;br /&gt;Diferente deles, não temos fãs que compram discos.&lt;br /&gt;Muito menos músicas raras, sons perdidos.&lt;br /&gt;Ou a coragem-overdose, drogas e comprimidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os ídolos têm talento para a fuga, somos amadores.&lt;br /&gt;Eles sabem a hora de cair, perdemos controles.&lt;br /&gt;Divertem-se com a nostalgia, choramos amores.&lt;br /&gt;Elas sentem os pulsos, nós dores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inspiramos nos poetas clássicos, ou modernos.&lt;br /&gt;Rabiscamos carteiras, bancos, mesas e butecos.&lt;br /&gt;Arriscamos um livro, uma carta, guardamos cadernos.&lt;br /&gt;Repetimos rimas ricas, pobres, sonetos eternos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espaço aberto à auto-criação.&lt;br /&gt;Teclados que sofrem com crises de identificação.&lt;br /&gt;Somos sóbrios, ébrios, jovens sem coração.&lt;br /&gt;Somos sóbrios, ébrios, jovens com coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos perdemos em dicionários triviais.&lt;br /&gt;Digitamos com cadência, métricas cordiais.&lt;br /&gt;Esquecemos o rumo dos tempos, das histórias anais.&lt;br /&gt;Sonhamos um texto infinito, cliques sem mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Metalinguagem de mentira.&lt;br /&gt;Ofuscada por mais uma dose de janeiro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6812050676491784505-828937538586582245?l=www.dozetoques.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.dozetoques.com/feeds/828937538586582245/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6812050676491784505&amp;postID=828937538586582245' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/828937538586582245'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/828937538586582245'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.dozetoques.com/2008/06/doses-de-janeiro.html' title='doses de janeiro'/><author><name>Paulo Silva Junior</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17906741555598079970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6812050676491784505.post-1584443590234139012</id><published>2008-06-29T23:45:00.000-03:00</published><updated>2008-06-29T23:46:00.387-03:00</updated><title type='text'>gole</title><content type='html'>pelo último gole, daquela dose de goró de buteco, ora tratado como um ar necessário à sobrevivência. pelo menos um gole no momento em que o menino sente sede, pelo menos uma ponta de língua suada e cansada, cheirando à bilhete de ônibus e à vale-refeição. um último gole à mais-valia sofrida, aos bêbados para os quais todo nascer de sol é segunda-feira. um gole, seco, pelas gargantas ardidas dos subordinados que usam bonés de políticos, inúteis para o sol diário e constante. um gole, nem que for o último, aos que limpam cada bituca deste mesmo Marlboro tragado pro vocês, e não esperam pelo final feliz. um último gole às mãos cansadas de levantar os filhos trêbados do chão, de segurar telefones na busca pelo socorro. um merecido gole às bocas que não param de berrar por uma família melhor, um emprego decente, um patrão menos filha-da-puta. um gole suave, aos peões de pele áspera, exausta por mais um horário comercial. um gole daqueles, grandes, aos que vêem chuva só pela televisão, e aos que nadam na enchente paulistana também. um gole aos aleijados das Lojas Americanas, aos cegos do Metrô Conceição. um gole aos famosos anônimos de cada dia. e um porre, daqueles bem fudidos, à geração sexo-drogas-rock n´roll.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6812050676491784505-1584443590234139012?l=www.dozetoques.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.dozetoques.com/feeds/1584443590234139012/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6812050676491784505&amp;postID=1584443590234139012' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/1584443590234139012'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/1584443590234139012'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.dozetoques.com/2008/06/gole.html' title='gole'/><author><name>Paulo Silva Junior</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17906741555598079970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6812050676491784505.post-8946383659847234101</id><published>2008-06-29T23:41:00.000-03:00</published><updated>2008-06-29T23:44:31.667-03:00</updated><title type='text'>pedágio</title><content type='html'>junta as malas, segue pra rodoviária, lá não tem demora. pega a camiseta do time do coração, a bermuda que você adora, apesar de velha, o boné, os óculos, o protetor solar deixa pra outra vez. só não esqueça o cd do ponto de equilíbrio, o reggae raiz tem que nascer junto com cada nascer de sol. quer tostar as costas brancas que mal vêem o sol, costas que carregam responsabilidades durante um ano todo. chega deste cheiro de fumaça, quer sentir o cheiro da brisa, da maresia que invade janelas com telas anti-pernilongo. quer sentir o gosto de cair bêbado na areia branca, e acordar no dia primeiro do novo calendário em meio à garrafas a guardanapos, roupas e trapos. a maré está baixa, o calor forte, a energia intensa. compra a água de coco que espera tomar desde o frio de julho, procure aquela estrela do mar que te fascinava quando criança. junta conchas, enche a barriga de sorvetes aguados e milhos molhados na manteiga. ah, as pipas no céu, as crianças inocentes brincando com raquetes e bolinhas que o mar ameaça levar. cancela a porção, traz mais uma caipirinha. deixe o celular na mala, deixe-o morrer, sem bateria, foda-se. esquece a televisão, ignore jornais e notícias, acompanhe cada crepúsculo como se fosse o último, viva até morrer e boa viagem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6812050676491784505-8946383659847234101?l=www.dozetoques.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.dozetoques.com/feeds/8946383659847234101/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6812050676491784505&amp;postID=8946383659847234101' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/8946383659847234101'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/8946383659847234101'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.dozetoques.com/2008/06/pedgio.html' title='pedágio'/><author><name>Paulo Silva Junior</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17906741555598079970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6812050676491784505.post-5949066977508331753</id><published>2008-06-29T23:38:00.002-03:00</published><updated>2008-06-29T23:41:48.328-03:00</updated><title type='text'>budismo</title><content type='html'>Era metido à solitário.&lt;br /&gt;Daqueles que aproveitam o silêncio mais distante.&lt;br /&gt;O passarinho mais cantante. O som do vento mais constante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era fã dos momentos só.&lt;br /&gt;A riqueza de viajar pensando.&lt;br /&gt;Curtindo a natureza soprando. As árvores respirando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me peguei buscando o isolamento.&lt;br /&gt;Para que eu possa me decidir na solidão.&lt;br /&gt;Sem que ninguém venha com sim ou não. Sem ter que forçar uma opção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parei para pensar que o grande momento é o momento meu, e que pouco valorizamos as idéias que nos vem a cabeça, as vontades que surgem aleatoriamente, os arrepios pelas coisas mais simples. Vivemos com a obrigatoriedade hipócrita de agradar a todos, com o medo de se tornar uma pessoa não grata, um arrogante imbecil, um babaca contemporâneo. Essa necessidade de uma convivência coletiva não pode o tornar número, só mais um nesse contexto infinito de jeitos, culturas, raças, cores, risos. Só me estranha o fato de as pessoas estranharem aqueles que buscam uma vida mais reservada e menos integrada. Congratulações. Para que todos possam buscar um ponto de equilíbrio entre tudo que recebemos de informação, que passamos da mesma, que anotamos na agenda, que repassamos recados, que lemos ou ouvimos e falamos ou escrevemos novamente, como uma rotina em forma de roda gigante, em que os protagonistas são os mesmos, e os assuntos se tornam cada vez mais triviais, e nos torna pessoas cada vez mais submetidas à mesmice. Para que juntos resgatemos a individualidade, e para que sós, possamos viver juntos. E que o cara da foto acima, tenha aproveitado aqueles poucos segundos desligado do que chamam de mundo. Mal reparei na vista.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6812050676491784505-5949066977508331753?l=www.dozetoques.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.dozetoques.com/feeds/5949066977508331753/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6812050676491784505&amp;postID=5949066977508331753' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/5949066977508331753'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/5949066977508331753'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.dozetoques.com/2008/06/budismo.html' title='budismo'/><author><name>Paulo Silva Junior</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17906741555598079970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6812050676491784505.post-1022429702886824823</id><published>2008-06-29T23:38:00.001-03:00</published><updated>2008-06-29T23:38:56.297-03:00</updated><title type='text'>saudade</title><content type='html'>a memória é pra mim o sentimento, a capacidade e a habilidade mais atraente do ser humano. esses dias me peguei pensando, das coisas que passaram, qual delas não estão na minha memória. é claro, só as que estavam podiam vir à tona, e ai passei a analisar a saudade. tenho saudade de quando não tinha saudade de nada. é, eu era frio, criança. agora me pergunto das coisas que passaram, qual delas não tenho saudades. o mais engraçado é que sabemos que isso vai acontecer, mas preferimos lamentar do que remediar. tô falando isso porque tenho certeza que daqui um tempo terei saudade de você. como já tenho daquilo que nunca pensei dar importância, como já tive da mais banal das atitudes e do mais trivial dos momentos. a saudade é traiçoeira, não avisa quando vai começar, nem dá sinais de terminar. simplesmente existe. passo então a juntar os cacos, entre memória e saudade, quando me deparo com o arrependimento. o arrependimento é a maior das injustiças. po, evoluímos tanto, e não temos condições de pedir desculpas, nem merecemos outra chance. assim, busco o ponto de equilíbrio utópico. uma saudade saudável, uma memória razoável e um arrependimento mínimo. o difícil é saber que daqui a pouco estarei chorando o leite que acabo de derramar, junto com as lágrimas que caem sobre a cama e a dor dos gritos nesta madrugada escura. falar de sentimentos é legal, e agora estava pensando na concentração. de tão traiçoeira, nem precisa se concentrar pra sentir saudades, nem pra atiçar a memória ou cair numa meloncolia arrependida. a concentração é talvez o oposto da viagem ao subconsciente, ou o próprio. tudo porque alteramos entre altos e baixos padrões de sensibilidade, é, hoje tô um pouco perdido. tem dia que acordo querendo descer do mundo, tem dia que acordo com a certeza de poder mudá-lo. quantas doses de mentira precisamos tomar para cair na realidade. nua e crua, a realidade que não está nos livros, nem nos blogs, nem por trás dos nossos ídolos. a liberdade está trancada em meio à todas essas sensações que foram citadas, mais a coragem, a repressão, o ciúme, a bondade de uns, a maldade de outros. me sinto preso. porra, preso ao passado que lembro com bom gosto, preso ao passado que quero esquecer, mas então já fiz lembrar. preso às milhares de coisas que fazemos todo momento. (inclusive, fiz as contas de quanto tempo gasto em cada atividade do meu dia, e ao somar, deu 25 horas e meia). é tem alguma coisa errada. bom, vou indo, não dou dois minutos para ter saudade deste blog, ou me arrepender de escrever esse sem nexo gigantesco.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6812050676491784505-1022429702886824823?l=www.dozetoques.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.dozetoques.com/feeds/1022429702886824823/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6812050676491784505&amp;postID=1022429702886824823' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/1022429702886824823'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/1022429702886824823'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.dozetoques.com/2008/06/saudade.html' title='saudade'/><author><name>Paulo Silva Junior</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17906741555598079970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6812050676491784505.post-2595957981927892002</id><published>2008-06-29T23:36:00.000-03:00</published><updated>2008-06-29T23:37:33.603-03:00</updated><title type='text'>passado</title><content type='html'>ouvindo não-informações rotineiras, doendo pelas forças que ficaram na memória, suando um calor cotidiano, sofrendo o aperto dos cadarços e botões. preso por pura vontade, espontânea pressão, clara incoerência. só, faminto e impaciente, contando os segundos do ponteiro maior, empurrando o menor. grande coletivo baforado de gravatas, vestidos, camisas socadas, abafadas de desespero.&lt;br /&gt;&lt;a name="2006_10-24_08_37_32-9935475-0"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;pretérito mais-que-perfeito. dos gramáticos da vida para o fundo da memória. do gerúndio de um momento único à uma imagem conjugada no passado. há meses nos divertíamos, no auge da inocência, da tolice humana, do humor descarado, do cotidiano alegre e paciente, sincero e bonito. Hoje, quem somos nós? sem gabarito! não basta o amor, a amizade, o carinho, a saudade, a convivência: durmimos com certezas que cada vez estão mais perto, e parecem tão longe: grande coisa! pequeno vestígio! que me restem forças, que me tornem vivo, que me faça correr quantas milhas forem necessárias. há certos escretes que o calendário não pode rasgar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6812050676491784505-2595957981927892002?l=www.dozetoques.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.dozetoques.com/feeds/2595957981927892002/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6812050676491784505&amp;postID=2595957981927892002' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/2595957981927892002'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/2595957981927892002'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.dozetoques.com/2008/06/passado.html' title='passado'/><author><name>Paulo Silva Junior</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17906741555598079970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6812050676491784505.post-1397392947741240285</id><published>2008-06-29T23:35:00.000-03:00</published><updated>2008-06-29T23:36:05.044-03:00</updated><title type='text'>fixo</title><content type='html'>resistente aos amores&lt;br /&gt;me fez tão mal&lt;br /&gt;calejado de dores&lt;br /&gt;choro incondicional&lt;br /&gt;romântico às flores&lt;br /&gt;quase um passional&lt;br /&gt;mentiroso horrores&lt;br /&gt;isso é tão normal&lt;br /&gt;errôneo às cores&lt;br /&gt;daltônico emocional&lt;br /&gt;discreto aos odores&lt;br /&gt;contexto carnal&lt;br /&gt;refém dos condutores&lt;br /&gt;é o ponto final&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6812050676491784505-1397392947741240285?l=www.dozetoques.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.dozetoques.com/feeds/1397392947741240285/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6812050676491784505&amp;postID=1397392947741240285' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/1397392947741240285'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/1397392947741240285'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.dozetoques.com/2008/06/fixo.html' title='fixo'/><author><name>Paulo Silva Junior</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17906741555598079970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6812050676491784505.post-4853719866658246450</id><published>2008-06-29T23:34:00.001-03:00</published><updated>2008-06-29T23:34:33.774-03:00</updated><title type='text'>o ritmo</title><content type='html'>o ritmo é um fenômeno alucinante sabe-se que ele existe mas não consegue acelerar ou diminuir apenas enfrentar e aceitar fala-se de descansar mas está sempre cansado fala-se de programar melhor as coisas mas estão sempre atrasadas fala-se de dormir na hora certa mas deixa isso para amanhã assim apenas vive-se o tal do ritmo uns de maneira aceleradíssima uns mais vagarosos mas todos giram na mesma órbita reclamam dos mesmos problemas e gozam de prazeres tão semelhantes num mesmo fluxo que impõe a velocidade intensidade e harmonia pela qual todos estão condicionados a fazer as coisas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;por isso já é um avanço escrever sem deixar que os pontos e as vírgulas interrompam tua leitura&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6812050676491784505-4853719866658246450?l=www.dozetoques.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.dozetoques.com/feeds/4853719866658246450/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6812050676491784505&amp;postID=4853719866658246450' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/4853719866658246450'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/4853719866658246450'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.dozetoques.com/2008/06/o-ritmo.html' title='o ritmo'/><author><name>Paulo Silva Junior</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17906741555598079970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6812050676491784505.post-4245025132414884182</id><published>2008-06-29T23:33:00.001-03:00</published><updated>2008-06-29T23:33:52.267-03:00</updated><title type='text'>antagônico</title><content type='html'>&lt;p&gt;desço do detroit com aquele sorriso falso, contando piadas velhas, fingindo ser engraçado. passo o dia fazendo as mesmas brincadeiras do ano que passou, e uma simpatia cheia de inverdades, e uma sinceridade tão maquiavélica, uma risada de injustiça. puxo assunto por falta do que fazer, crio tópicos idiotas para ocupar a cabeça dos fúteis, como um personagem de uma sátira carioca. me faço de menino do bem, com um olhar que esconde raiva que corre pelas pupilas, um beijo que oculta minha vontade de cuspir no prato. sou um anti-exemplo do nada, um esquerdista frustrado, um babaca que sonhava ser jogador de bola, um sonâmbulo eterno, um filho de burguês que se afoga num copo de cuba, gelado. abro um duelo, e tento engolir minha mágoas, quentes, meu rancor. não me conformo com a realidade e me faço de revoltado moderno. penso que tenho mulheres, que sou o centro das atenções, que meus pais me amam. imagino que sou assunto no buteco, ou que faço falta na pauta das sete e vinte, e que sou visto logo no bater do sino. me engano com elogios errôneos, me traio com pensamentos de mensonge, e não sou nada daquilo que me faço ser das oito às vinte e três e pouco. quero ser uma fuga da realidade constante, e sou mais um número dos que ouvem um reggae da moda, votam contram o conservadorismo e usa tênis sem meia. brinco de usar uma máscara que deixa para trás tudo do certo. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;o pessimismo me faz bem.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6812050676491784505-4245025132414884182?l=www.dozetoques.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.dozetoques.com/feeds/4245025132414884182/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6812050676491784505&amp;postID=4245025132414884182' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/4245025132414884182'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/4245025132414884182'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.dozetoques.com/2008/06/antagnico.html' title='antagônico'/><author><name>Paulo Silva Junior</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17906741555598079970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6812050676491784505.post-3498002386870876181</id><published>2008-06-29T23:30:00.000-03:00</published><updated>2008-06-29T23:31:00.147-03:00</updated><title type='text'>catraca</title><content type='html'>Ontem peguei o caminho oposto, fim de expediente, entrei no vagão que me levava ao Tietê. Deixei para trás o horário, a camisa amarrotada, o sapato, a barra da calça suja, e porra é terça-feira!. No caminho, vi uma cena que pode me fazer mudar alguns conceitos, ou, se não muito, marcou minha noite. Um deficiente visual, cego, que queria atravessar a catraca, lotada, com trânsito, sem ninguém para guiá-lo; e um deficiente físico, cadeirante, andando naquela multidão meio que despercebido, talvez pela cabeça não estar no mesmo nível dos "normais". E eis que os dois param, frente a frente, num conflito ímpar. Sem visão, sem sentido, o de azul não entendia como desviar das rodas, mudar de direção, cortar o povo, mas e a catraca?, e o bilhete numa mão, a outra nervosa, suada; sem poder andar, sem sentido, o de vermelho não alcançava os ombros do de azul, e não tinha forças para o fazer desviar. E ali comecei a pensar se nossos sentidos têm o valor que merecem, se fazemos valer nossas vidas, nossa "perfeição". E me fez pensar em largar essa porra de emprego, essa utopia de me tornar um profissional em sei-la-o-quê. E comecei imaginar que o de azul nunca verá uma grande mulher, um grande espetáculo, ou uma porcaria de um blog, talvez nem terá um grande amor. E o de vermelho, porra por quê?, nunca terá condições de sair correndo na chuva, ou um mergulho no mar, ou pular uma porcaria de um muro. Cacete, e nós, trabalhando, para ter uma grana que não existe, só é repassada, para ter um lixo de um estudo, que nos formará em alguma coisa qualquer, para continuarmos tendo a grana, e segui repassando-a. E reclamamos quando somos cobrados, e choramos por cada besteira, e lamentamos cada inutilidade, e entristecemos cada sábado trivial. E lutamos para crescer, pessoal, profissional, espiritual, que porra é essa? Vamos para onde? Queria estar no começo para entender como nos tornamos tão individualistas, egoístas e fúteis. Temos tudo. E nunca fomos nem o de azul. Nem o de vermelho. Porra de vida, que engraçada, só fui mudar de caminho numa terça-feira.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6812050676491784505-3498002386870876181?l=www.dozetoques.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.dozetoques.com/feeds/3498002386870876181/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6812050676491784505&amp;postID=3498002386870876181' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/3498002386870876181'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/3498002386870876181'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.dozetoques.com/2008/06/catraca.html' title='catraca'/><author><name>Paulo Silva Junior</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17906741555598079970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6812050676491784505.post-1592806363283990054</id><published>2008-06-26T01:55:00.000-03:00</published><updated>2008-06-26T01:59:32.560-03:00</updated><title type='text'>estribilho</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;como passam em alta velocidade os minutos, horas, meses.&lt;br /&gt;como se tornam inesquecíveis momentos de tantas vezes.&lt;br /&gt;como parece rápido o tempo que mal vemos passar.&lt;br /&gt;como é tão vagaroso o relógio ao se parar para pensar.&lt;br /&gt;como é tão confuso querer saber o porquê de perguntas sem resposta, e se pegar procurando por elas.&lt;br /&gt;viver a natureza, o asfalto, as flores, as pedras, a vida.&lt;br /&gt;e fazer valer cada uma das vinte e quatro horas do dia.&lt;br /&gt;para que no crepúsculo, possa deitar e recitar teu poema favorito.&lt;br /&gt;mesmo que seja um poema de mensonge.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6812050676491784505-1592806363283990054?l=www.dozetoques.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.dozetoques.com/feeds/1592806363283990054/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6812050676491784505&amp;postID=1592806363283990054' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/1592806363283990054'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6812050676491784505/posts/default/1592806363283990054'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.dozetoques.com/2008/06/estribilho.html' title='estribilho'/><author><name>Paulo Silva Junior</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17906741555598079970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
